A criatividade tomou conta dos alunos da turma 2012.2, pois para compor a nota da II Unidade da disciplina de Administração Mercadológica, foi desenvolvido um trabalho de elaboração de produtos/serviços e junto o plano de marketing. Esta atividade ocorreu no dia 13 de dezembro de 2012, no Auditório do Campus Caruaru da UPE.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
10 tendências de consumo cruciais para 2013
Conheça o fast-food financiado pela clientela, aplicativos com receitas médicas e o mergulho dos consumidores em produtos e serviços antes do lançamento
Reprodução
Lançada em setembro de 2012, a marca ZAOZAO de Hong Kong permite que designers de moda possam pré-lançar os seus produtos
2013 promete ser o ano ideal para aproveitar certas necessidades e oportunidades. Algumas economias continuarão (quase) ok, outras permanecerão na corda bamba. Mas independentemente do mercado ou indústria onde você atua, aqueles que conseguirem suprir desejos, necessidades e expectativas em constante transformação de seus consumidores terão sempre mais chances de lucrar.
Uma economia mundial remapeada, novas tecnologias (ou “velhas” tecnologias aplicadas de maneiras novas) e novos modelos de negócio estão no horizonte. Por isso mesmo, queremos oferecer esta visão panorâmica sobre as 10 principais tendências de consumo (em ordem randômica) para que você possa aplicá-las nos próximos 12 meses.
1 - Consumidores investem nas marcas
Os "presumers" gostam de se envolver, alavancar, financiar e promover produtos e serviços antes que eles existam. Graças a novas plataformas de crowdfunding e tecnologias de manufatcada dia mais acessíveis (e um crescente culto global ao empreendedorismo em geral), os próximos 12 meses irão suprir os desejos destes consumidores.
Já os "custowners" são consumidores que deixam de lado o consumo passivo de produtos e passam a financiar e investir (quando não comprando parte) de suas marcas preferidas. Em busca de retorno financeiro e emocional, eles se associam apenas a marcas que são acessíveis, amigáveis, honestas, confiáveis, transparentes e de alguma forma humanas.
ZAOZAO: Lançada em setembro de 2012, a marca ZAOZAO de Hong Kong se auto intitula “O seu pretailer social”. A nova plataforma online permite que designers de moda possam pré-lançar os seus produtos e assim angariar fundos para a produção através da comunidade do site ou amantes crowdfunders da moda.
Brikstarter: Lançado em novembro de 2012, Brikstarter nasceu junto com a edição inglesa da plataforma Kickstarter e se oferece a ajudar pessoas a desenvolver projetos a serem financiados no Kickstarter. A empresa produz CAD designs, modelos de impressão 3D, vídeos promocionais e até ajuda a selecionar fornecedores caso o projeto adquira os fundos necessários.
Leon Bonds: Em Julho de 2012 a cadeia inglesa de fast-food saudável Leon criou Leon Bonds. O projeto visava angariar 1,5 milhão de libras através de seus clientes (ao invés de investidores corporativos) para ajudar a expansão da marca em novos locais. Investidores receberam o pagamento dos juros em libras £eon (créditos para gastar no restaurante).
Fundable: Fundable é uma plataforma de equity crowdfunding norte-americana para startups com o objetivo de usufruir da legislação JOBS Act nos EUA . Até o momento, startups em Fundable já ofereceram "recompensas", como produtos ou experiências, para os seus investidores.
Barclaycard Ring: Em Julho de 2012 a cadeia inglesa de fast-food saudável Leon criou Leon Bonds. O projeto visava angariar 1,5 milhão de libras através de seus clientes (ao invés de investidores corporativos) para ajudar a expansão da marca em novos locais. Investidores receberam o pagamento dos juros em libras £eon (créditos para gastar no restaurante).
2 - De emergentes para emergentes
Enquanto nas duas últimas décadas mercados desenvolvidos atendiam às necessidades de países emergentes, e mercados emergentes satisfaziam o desejo de países desenvolvidos; o que podemos esperar agora é uma explosão de produtos e serviços de mercados emergentes para mercados emergentes. Exemplo: todas as marcas brasileiras e chinesas que já atendem a classe média na Turquia, Índia ou África do Sul.
Os números são interessantes: em 2013, o PIB de mercados emergentes irá ultrapassar o de mercados desenvolvidos pela primeira vez (de acordo com a metodologia Purchasing Power Parity). São 44,2 trilhões de dólares versus 42,7 trilhões. Na verdade, podemos esperar que as próximas potências de mercado de massa virão de fato de mercados emergentes. Veja alguns cases:
WeChat: WeChat, da empresa Tencent é um serviço de mensagens de voz, texto e foto que trocou o seu anterior nome “Weixin” para ter maior apelo global. Depois de incluir português (de olho no mercado brasileiro) e a língua indonésia, em setembro de 2012 o serviço passou a incluir hindu. Recentemente superou os 200 milhões de usuários no mundo todo.
Peak Games: A empresa turca Peak Games é hoje a terceira maior plataforma de social gaming do mundo, com 30 milhões de usuários mensais ativos na Turquia, Oriente Médio e norte da África. A empresa viu a sua receita do primeiro quarto de 2012 aumentar 10 vezes comparado com o mesmo período em 2011.
Amazonas Sandals: Em outubro de 2012, a marca brasileira Amazonas Sandals anunciou planos de abrir uma loja em Guangzhou, na China, no início de 2013. Amazonas Sandals usa matéria-prima bruta de árvores seringueiras do Brasil, e a borracha de suas sandálias são feitas com 80% de material reciclado.
Lenovo: Em outubro de 2012, Lenovo começou a vender uma linha de smartphones na Indonésia; desde tops de linha como K860 com câmera de 8 megapixels e 8GB de memória até aparelhos mais acessíveis. O fabricante também anunciou que iria lançar um smartphone para o mercado indiano até março de 2013, procurando consolidar a sua posição como a segunda maior fabricante de smartphones na China.
Compumax: Compumax lançou o primeiro tablet colombiano inteiramente desenhado e produzido em Bogotá. O BluePad tem uma tela de 7 polegadas, opera em sistema Android 4.0 e possui um drive SSD de 4GB – expansível para 32GB via Micro SD. O produto, que se consagrou como o mais acessível no mercado, custa USD 214 e também podem ser comprado na Venezuela e Equador.
3 - A explosão de momentos móveis
Para quem se pergunta quais serão os próximos passos do “mobile”, um insight comportamental já nos dá muitas dicas: em 2013, consumidores usarão os seus aparelhos celulares para maximizar absolutamente cada momento. As vidas urbanas buscarão espaço para incluir mais conteúdo, conectar-se, consumir ou simplesmente buscar mais diversão.
Isso significa que os próximos 12 meses verão uma explosão de "mobile moments": produtos, serviços e experiências que permitam aos consumidores adotar naturalmente um estilode vida multi-hiper-tasking.
Uma pesquisa com adultos usuários de smartphones dos EUA, descobriu que 63% dos entrevistados do sexo feminino e 73% dos entrevistados do sexo masculino não passam mais de uma hora sem checar o seu telefone. Já outro estudo acadêmico sobre usuários da plataforma Android, revelou que mesmo checando os celulares aproximadamente uma hora por dia, o tempo médio de visita aos aplicativos é de um pouco mais de um minuto. Confira os exemplos a seguir e inspire-se com novos serviços on-the-go:
Projekt Ingeborg: Em julho de 2012 vimos a inauguração do Projekt Ingeborg, na cidade de Klagenfurt. O projeto oferece uma biblioteca virtual através de QR codes espalhados ao redor da cidade. Apesar de não possuírem uma biblioteca pública, os moradores podiam ter acesso à literatura clássica através dos adesivos amarelos espalhados em lugares como pontos de ônibus.
Jana: Jana permite que usuários de telefones celulares em países em desenvolvimento participem de pesquisas de mercado através de SMS em troca de prêmios, como minutos para ligação. Como resultado de sua parceria com operadoras de telefonia celular, hoje o serviço atende quase 3,5 bilhões de pessoas em mais de 100 países.
Snapchat: Snapchat é um aplicativo que permite compartilhamento de imagens que só podem ser vistas por alguns segundos antes de serem “auto-destruídas”. Os desenvolvedores anunciaram em outubro de 2012 que o serviço já estava processando 20 milhões de imagens por dia.
WeChat: WeChat o aplicativo de mensagens global com uma série de recursos que permitem que usuários conversem com estranhos randomicamente. A função “Remote Shake” conecta dois usuários ao acaso, que devem sacudir os seus telefones ao mesmo tempo, enquanto “Drift Bottle” permite que usuários enviem mensagens em garrafas virtuais “mar adentro” para serem recolhidas (e lidas) por qualquer um.
Pogoseat: Pogoseat é um aplicativo que permite que a audiência de eventos esportivos identifique e compre os melhores assentos disponíveis in loco, usando os seus smartphones. O aplicativo identifica os melhores lugares, recebe os dados de pagamento e libera a compra.
Peapod: Aproveitando o fenômeno em constante difusão da aplicação de QR codes no varejo, a empresa online norte-americana Peapod.com anunciou em outubro de 2012 o lançamento de mais de 100 “lojas virtuais” nas maiores estações de trem de Nova York, Washington, D.C. e Chicago. Enquanto isso, lojas de QR codes continuam surgindo. Só uma de muitas: a rede de supermercados mexicana do Walmart, Superama já disponibiliza quiosques com QR codes em alguns shoppings na Cidade do México.
4 - Vida interior
Com ou sem recessão, em longo prazo, uma das missões principais de marcas será manter atividades ecologicamente sustentáveis. Esta, então, é apenas uma pequena amostra e sinal dos tempos de uma mini-eco-tendência para 2013: o fenômeno de produtos e serviços que possuem uma vida por dentro. Literalmente. Ao invés de serem descartados ou reciclados (por outras pessoas), eles podem ser plantados e cultivados. Imaginem quanto eco-status e eco-histórias desse tipo.
É claro que estes produtos não irão resolver os maiores desafios de sustentabilidade no mundo. Mas mais do que nunca, haverá um grande valor simbólico em criar o novo, uma vida através de um produto de consumo. Até mesmo declarações simbólicas ou divertidas, sobre os seus valores farão ruído entre os seus consumidores.
To Be Nature' Chopstick: O designer coreano Gyeongwan Koo criou o 'To Be Nature Chopstick' como uma maneira alterativa de reutilizar os pauzinhos japoneses descartáveis. Após o uso, coloca-se os palitos na terra, onde uma semente germina o solo e de lá cresce uma planta. Um de cada par de palitinhos possui uma cápsula transparente na ponta com a semente, e o outro pode servir como suporte para o crescimento das folhas e galhos.
Sprout: Sprout é um lápis que quer ser uma planta quando crescer. Assim que fica pequeno demais para ser usado ele pode ser plantado: uma cápsula com uma semente no topo do lápis é dissolvida com contato com a água, permitindo que a semente germine e cresça. O projeto arrecadou mais de 35.000 de dólares mais de 2.000 investidores "presumers" quando o “funding” foi encerrado em setembro de 2012.
Tierra Patagonia Hotel & Spa: O chileno Tierra Patagonia Hotel & Spa lançou uma iniciativa para dar a cada um de seus clientes sementes de árvores rastreáveis virtualmente. Cada hóspede recebe um código e pode escolher em que parte da área protegida deseja que sua árvore seja plantada. Uma vez no solo, os hóspedes recebem um link geo-localizado do Google Maps com a localização da sua árvore.
Molson Canadian: Como parte do projeto de reflorestação Red Leaf Project da marca de cerveja Molson Canadian, a empresa lançou porta-copos feitos de papel-semente que quando plantados podem se transformar em árvores. Desde junho de 2012, um milhão de porta-copos já foram distribuídos em bares e locais especializados.
5 - Tecnologias digitais são a nova medicina
Médicos passam a recorrer a aplicativos e outros serviços para melhorar os resultados de tratamentos. Além de já ser possível encontrar mais de 13 mil aplicativos de saúde disponíveis na app store da Apple, o que mais importa agora é encontrar o melhor deles - os mais precisos e seguros "appscriptions".
Os consumidores se voltarão para profissionais e instituições médicas para pedir conselhos sobre essas novas tecnologias e aplicativos médicos. Será esperado que os profissionais receitem os melhores apps (assim como remédios) como parte de tratamentos. Além disso, para provedores de saúde, estes “remédios digitais” prometem reduzir custos tornando o consumidor mais consciente sobre a sua saúde, melhorando resultados, e permitindo o monitoramento remoto e a captação de sinais antecipados.
mRX: Happtique (uma subsidiária do Greater New York Hospital Association) é uma loja de aplicativos médicos desenvolvida por e para profissionais da medicina. Em agosto de 2012, Happtique lançou um programa piloto para um app de receitas eletrônicas. O mRx permite que médicos façam prescrições de aplicativos certificados para pacientes e então rastreiem quais pacientes fizeram o download ou mandem alertas para aqueles que ainda não tem o app.
App Antibiotics Reminder: Em junho de 2012 o fundo do governo australiano “National Prescribing Service”, lançou o Antibiotics Reminder. O aplicativo gratuito permite que pacientes criem alertas para lembrá-los de tomar a sua medicação, rastrear quando foi tomada e manter um diário de monitoramento do progresso. O objetivo é ajudar usuários a tomar os seus antibióticos corretamente e também tirar o melhor proveito dos remédios.
Proteus Digital Health: Em julho de 2012, o Food and Drug Administration nos EUA concedeu uma autorização de venda para Proteus Digital Health, o sensor ingerível que controla se pacientes estão ou não tomando os seus remédios. O sensor é ativado (e carregado) através do fluido estomacal, e as informações sobre a saúde do paciente são analisadas através de um aplicativo de smartphone que alerta se o medicamento não for ingerido no período determinado.
6 - Ostentando as culturas que estão na moda
Em 2013, o capital cultural global continuará a ser alterado tão dinamicamente quanto o seu equivalente financeiro. Um resultado? Mercados emergentes exportarão orgulhosamente e inclusive farão questão de disseminar sua cultura e história nos próximos 12 meses. Símbolos, estilos de vida e tradições que antes eram menosprezadas (quando não negadas) serão fonte de orgulho para consumidores locais, e objeto de interesse para consumidores globais....
Caso você não faça parte de uma "celebration nation", talvez essa seja a hora certa de criar parcerias locais com marcas inovadoras de mercados emergentes e trazer parte desse mundo para o seu negócio.
NE-TIGER: A primeira marca de moda de luxo chinesa, NE-TIGER, é conhecida pelos seus designs étnicos inspirados em uma mistura oriente/ocidente. Em setembro de 2012 o criador da marca, Zhang Zhifeng fez um discurso entitulado “Da China para o Mundo”, antes de apresentar a sua última coleção de alta costura “Huafu” em Milão, na Itália.
House of Masaba: House of Masaba da marca de moda de luxo Masaba Gupta baseada em Mumbai, reinventou o tradicional saree indiano com estampas peculiares e modernas como estampas de pop art, voltadas para um público de jovens consumidoras. Lançado na primavera de 2012, o saree preto e branco com impressão de uma câmera fotográfica foi adotado por inúmeras celebridades indianas, assim como as estampas de vaca. Preços variam de 8.000 a 10.000 rúpias.
Studio Tsimáni: Em abril de 2012 o Studio Tsimáni foi convidado a fazer parte da iniciativa Destination Mexico organizada pela loja de design do MoMA em Nova York. O estúdio inspira-se na cultura mexicana tradicional para criar mobiliário contemporâneo e produtos que personifiquem a identidade do país.
tvN: Lançado em julho de 2012, a segunda temporada de K-Pop Star Hunt do canal tbN pretende encontrar a próxima grande estrela K-Pop na Ásia. A caçada está sendo realizada em oito países asiáticos, incluindo a Coréia do Sul, Japão, Malásia, Vietnã e Tailândia. A música coreana é, naturalmente, um fenômeno global hoje em dia, especialmente após o hit 'Gangnam Style' do PSY (que não deixa de zombar das estrelas do K-Pop).
Sulwhasoo: Há algum tempo os iniciados no mundo da beleza já celebravam marcas coreanas de produtos estéticos, mas podemos esperar um grande crescimento desse movimento nos próximos 12 meses. Apenas um exemplo: em outubro de 2012, os consumidores das lojas Neiman Marcus, em San Francisco puderam comprar a marca coreana de beleza Sulwhasoo. Conhecida pelo design de suas embalagens inspirados na cerâmica clássica coreana, os seus produtos usam ervas medicinais como ginseng e raiz de peônia branca.
Sol de Janeiro: A marca de produtos de beleza Sol de Janeiro, (que celebra a cultura icônica da praia brasileira) está sendo vendida nas lojas Sephora dos EUA. A marca usa ingredientes tradicionais como grãos de café verde (que previnem radicais livres de prejudicar células da pele) e antioxidantes de extratos de açaí.
Osklen: A marca de roupas de luxo brasileira Osklen revelou sua coleção primavera/verão 2013 na Semana de Moda de Nova York em setembro deste ano. O fundador da marca e diretor criativo disse que o estilo da coleção é “a alma brasileira encontra o sonho californiano... só que moderno.” Hoje a marca possui 62 lojas no Brasil e já pode ser comprada em lojas dos EUA, Japão e Itália, além de outros.
7 - Consumidores querem ‘bons’ dados, não ‘muitos’ dados
Se dados são uma nova espécie de recurso, em 2013 podemos esperar que consumidores comecem a exigir o valor de sua fatia. Até os dias de hoje, as discussões ao redor da “big data” (abundância de informações) se resumiam ao uso de dados de consumidores a favor dos negócios. Em 2013, compradores perspicazes irão reverter essa lógica: eles esperam ter controle e fazer o melhor uso possível dos seus próprios dados, e procurar marcas que usem esta informação proativamente para oferecer ajuda e conselhos sobre como melhorar o seu estilo de vida e/ou economizar dinheiro.
Um aviso: a fronteira entre marcas que oferecem serviços válidos (e idealmente quase invisíveis) e aquelas que sufocam consumidores com ofertas agressivas de serviços assustadores é uma linha muito tênue. Sim, compradores gostam de se sentir servidos, mas não querem se sentir observados.
Movenbank: Lançado em outubro de 2012, Movenbank foi criada com o objetivo de oferecer uma plataforma de serviços financeiros que ajude seus usuários a melhorar a sua relação com suas economias e os recompense sempre que for o caso. O serviço é baseado em um sistema de pontuação que é impulsionado por gastos e economias de todos os participantes envolvidos (o que cria uma certa “influência social”). Usuários com maior pontuação são beneficiados com descontos nas tarifas e acesso a produtos adicionais.
Cignifi: A norte-americana Cignifi desenvolve soluções tecnológicas para a análise de estatísticas relacionadas ao uso de dados em telefones celulares. Através de ligações, mensagens e recargas, a empresa consegue analisar o estilo de vida de determinado usuário e assim criar um perfil de risco de crédito. O serviço completou o seu piloto recentemente no Brasil e agora está pronto para acessar os dados da classe média brasileira de 100 milhões de pessoas, que atualmente têm acesso limitado a produtos de serviços financeiros.
Kroger: Em agosto de 2012 a rede de supermercados norte-americana Kroger passou a utilizar um esquema de descontos personalizados baseados nos dados dos cartões fidelidade de seus consumidores. Kroger comunicou que 70% dos compradores que receberam os descontos usaram pelo menos um deles.
Opower: Lançado em Abril de 2012 Opower é o resultado de uma colaboração entre Facebook, o Conselho de Defesa de Recursos Naturais, o software de análise de consumo de energia Opower e 16 empresas concessionárias nos EUA. Usuários podem conectar a sua conta de energia ao aplic
ativo e visualizar o seu consumo de energia durante todo o mês. O app também permite a comparação do uso geral de energia entre amigos e outras casas norte-americanas, além de incentivar competições e iniciativas para diminuir o desperdício de energia doméstica.
8 - Manufatura local é a nova economia de serviços
Em 2013, a manufatura voltará para casa, isto é, se “casa” significar um mercado desenvolvido. O que está por trás desta tendência: a tempestuosa busca de consumidores por "newism", a expectativa de poder ter o produto certo na hora certa, preocupações com sustentabilidade e o desejo por "status stories". Tudo isso combinado com a popularização de tecnologias de manufatura local, como impressão 3D ou objetos feitos sob medida.
Além disso, é claro, consumidores abraçando a causa serão muito bem-vindos por executivos preocupados com o aumento do custo da mão-de-obra chinesa e cadeias de abastecimento globais cada vez mais frágeis. Apenas uma estatística para alavancar esta discussão: quatro em cada cinco consumidores norte-americanos (76%) prestam atenção na frase “Fabricado nos EUA” em avisos ou etiquetas e estão mais dispostos a comprar estes produto.
Shapeways: Em outubro de 2012, a plataforma líder de impressoras 3D Shapeways – que oferece serviços de impressão 3D para a sua comunidade de designers e "presumers" – abriu a sua primeira Fábrica do Futuro na cidade de Long Island, em Nova York. Os 25 mil metros quadrados abrigarão 30 a 50 impressoras 3D e terão a capacidade de imprimir de 3 a 5 milhões de objetos anualmente.
Tesla Model S: Em junho de 2012 acompanhamos a entrega dos primeiros Tesla Model S, produzidos em Fremont, na Califórnia. O carro é alimentado através de uma bateria de lítio ionizada e vai de 0 a 100 km/h em 4.5 segundos, proporcionando uma experiência de alto desempenho. O Model S também possui um painel touchscreen com acesso wireless à internet (que inclusive pode ser sincronizado com vários smartphones), permitindo que os usuários controlem sistemas de navegação, música e temperatura.
Hiut Denim: Em setembro de 2012, a empresa Hiut Denim lançou o seu primeiro lote de jeans direto de sua fábrica em Cardigan, no País de Gales. A startup britânica tem como objetivo trazer o trabalho da manufatura de volta à cidade, que perdeu o seu único grande cliente quando a última fábrica de jeans foi fechada há quase uma década. Os jeans são acompanhados de um “History Tag”, aplicativo que permite que consumidores vejam imagens dos seus jeans sendo produzidos.
Google Nexus Q: Em junho de 2012, o Google lançou o aparelho de "home media-streaming", Nexus Q. O seu sistema wireless vinha com a seguinte inscrição desenhada a laser: “Projetado e produzido nos EUA”. A base de metal do Nexus Q é produzida no centro-oeste do país, os componentes de plástico são feitos na Califórnia e o aparelho é montado a poucos quilómetros dos escritórios do Google em Montain View, Califórnia.
9 - Não apenas transparentes, mas nus e orgulhosos
Marcas devem passar de ‘não ter nada a esconder’, à provar - e mostrar - proativamente que não têm nada mesmo a esconder. Isso significa mais do que apenas fazer declarações grandiosas sobre “valores” e “cultura”, mas assumir uma posição clara e direta com resultados concretos.
Não, nem todos os consumidores são tão exigentes assim. Porém conforme a ideia de transparência se consolida como um fator higiênico, mesmo aqueles que não fazem questão esperam que marcas mostrem as suas credenciais éticas e ambientais para aqueles que realmente se preocupam com isso. A porcentagem de consumidores globais que confiam em negócios que fazem “a coisa certa” caiu de 56% em 2011 para 53% em 2012.
Embora a maior parte dos exemplos que se seguem estarem relacionados à alimentação, a mensagem é clara... Apenas marcas que confiam em seu produto (e nelas mesmas) serão capazes de assumir o "full frontal".
McDonald’s: Em setembro de 2012, o McDonald’s começou a divulgar informações calóricas de seus lanches nos menus dos seus restaurantes e nas janelas dos drive-thru nos EUA. Ao mesmo tempo, a marca deu início à campanha “Favoritos abaixo de 400 calorias” para promover lanches leves como o sanduíche Mac Fish e o Egg McMuffin.
Natura: A marca brasileira de cosméticos eco-friendly Natura oferece uma lista completa de todos os seus objetivos socioambientais em seu relatório anual. No final do ano passado, objetivos como a redução de consumo de água, tempo de treinamento de funcionários e a diminuição de resíduos sólidos foram categorizados como “Não alcançados”, e ajustados para a lista de 20.
Yi Mu Tian: De olho nas preocupações dos consumidores chineses com segurança alimentar, a fazenda orgânica Yi Mu Tian utiliza um sistema de rastreamento digital dos alimentos. A fazenda high-tech, que usa computadores para regulagem de temperatura, iluminação e irrigação, opera um sistema de códigos que permite que consumidores vejam o trajeto de seus alimentos desde o solo, inclusive podendo acompanha-los via câmeras.
Kimitachi: Em setembro de 2012, o restaurante japonês Kimitachi abriu uma franquia em Curitiba, Brasil, após o seu piloto bem sucedido em Florianópolis. Pedidos de entrega podem ser acompanhados por câmeras através de um sistema de vídeo instalado na cozinha do restaurante. O sistema foi criado para “humanizar a entrega de sushi” e oferecer mais transparência e confiança aos seus clientes.
10 - Marcas exigentes
Espere observar uma mudança ousada na relação entre marcas responsáveis e ambiciosas e seus clientes em 2013. Marcas conectadas que já embarcaram na busca por um futuro mais sustentável e socialmente responsável irão exigir que seus consumidores também contribuam, ganhando assim o respeito até dos mais exigentes.
Por outro lado, consumidores não tomarão partido de marcas a não ser que realmente acreditem na causa. Portanto, ao se posicionar como uma "demanding brand", tenha certeza de que você é 100% transparente e sincero, senão só resta continuar sendo uma "servile brand"
Um aviso: ser exigente temporariamente apenas para chamar a atenção de seus consumidores é diferente de fazer exigências fundamentadas e de forma frequente. Bom, ninguém disse que seria fácil. Marcas conectadas que já embarcaram na busca por um futuro mais sustentável e socialmente responsável irão exigir que seus consumidores também contribuam, ganhando assim o respeito até dos mais exigentes.
Vitória: Para promover a sua campanha de doação de sangue, o clube de futebol brasileiro Vitória revelou os novos uniformes de seus jogadores em julho de 2012. Apesar da camisa do time ser em tons de vermelho e preto, o novo uniforme era branco com listras pretas. Fãs de todo o país foram encorajados a doar sangue para que a cor vermelha voltasse às camisas. Durante o campeonato 2012/2013 as quatro listras se tornarão vermelhas uma de cada vez, conforme o banco de sangue alcançar cada meta de doações estipulada.
Tata Docomo: A Tata Docomo gerencia o 'The Bloodline Club', uma rede social de doação de sangue para participantes do mundo todo. Ao se registrar, usuários devem indicar o seu tipo sanguíneo. Em caso de alguma emergência, membros podem contatar Tata Docomo via Facebook e o clube enviará um aviso aos membros compatíveis.
Disponível em : http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/10-tendencias-de-consumo-cruciais-para-2013
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Esporte como entretenimento: força estratégica para as marcas
O fato de sediar uma Copa do Mundo coloca o esporte em geral e mais especificamente o futebol em evidência por longos anos
Por Fernando Trevisan, Administradores.com
Esporte e entretenimento sempre andaram de mãos dadas, mas nunca estiveram tão juntos quanto agora. As tecnologias digitais e a evolução das instalações colocam o produto esportivo em um novo patamar e permitem ao público intensificar a sua experiência de consumo. O resultado é a amplitude cada vez maior da cobertura da mídia: o Superbowl 2011, finalíssima do campeonato de futebol americano, atraiu uma audiência média recorde de 111 milhões de pessoas para um evento que vai muito além do jogo propriamente dito.
Mas nada se compara aos números relacionados aos megaeventos esportivos: quase metade da população global acompanhou a Copa do Mundo de 2010 pela televisão, e as Olimpíadas de Londres, a primeira a ser transmitida em alta definição e em 3D, além de poder ser acompanhada quase que integralmente pela web, atingiu uma audiência global de 4,8 bilhões. Como sede dos dois maiores eventos do planeta nos próximos quatro anos, abre-se no Brasil uma série de oportunidades inéditas para as marcas vinculadas ao esporte.
No caso específico da Copa do Mundo, atrelar a marca ao evento significa falar diretamente com 3,5 bilhões de fãs do esporte mais popular do planeta. Não é por acaso que a Fifa arrecadou US$ 2,4 bilhões somente com a venda dos direitos de transmissão da última edição, que foi acompanhada em cada um dos países e territórios do globo, nas mais diversas plataformas e formatos: televisão, rádio, celular, banda larga, alta definição e 3D.

Imagem: Thinkstock
A relevância do evento pode também ser medida pelos valores investidos pelos patrocinadores para terem o direito de utilizar a marca Copa do Mundo nas suas ações de marketing: de 2007 a 2010, a receita da Fifa com este item foi de mais de US$ 1 bilhão. Assim, os 18 patrocinadores atuais da entidade e do evento têm uma oportunidade ímpar de exposição global das suas marcas e de se relacionar com uma base imensa de potenciais consumidores. Mas e o restante do mercado, como pode aproveitar o impacto de um evento dessa magnitude no País?
O fato de sediar uma Copa do Mundo coloca o esporte em geral e mais especificamente o futebol em evidência por longos anos. Mesmo no Brasil, em que o futebol já desperta o interesse de 57% dos jovens segundo pesquisa recente da Olympikus feita pelo Datafolha, o aumento da exposição da modalidade na mídia por conta do evento em 2014 pode significar um salto ainda maior nesse interesse. Daí que as marcas que se associam ao futebol tendem a colher os frutos desse crescimento.
Além disso, é inegável que as exigências do organizador do evento, em que pesem em alguns casos serem bastante conflitantes com os interesses da nação, funcionam em linhas gerais como um novo padrão de referência e profissionalismo para o futebol brasileiro. Em primeiro lugar, a proteção que a entidade oferece a seus patrocinadores é seguramente uma das mais rigorosas e eficientes do planeta. O trabalho constante de evitar o chamado marketing de emboscada serve de exemplo para qualquer entidade esportiva brasileira que deseje aumentar o retorno de seus patrocinadores. E um outro grande benefício diz respeito às novas arenas multiuso que estão sendo construídas e reformadas segundo os mais altos padrões de conforto, segurança e qualidade mundial. O trabalho de adequação dos doze estádios que serão sedes da Copa em 2014 gera também um efeito multiplicador interessante e outros projetos próprios já têm aparecido, como as novas arenas do Palmeiras e do Grêmio. Isso significa que de teremos em um curto espaço de tempo ao menos 700 mil lugares disponíveis nestes novos ambientes, com possibilidade de utilização não só para o futebol, mas também para uma série de outras atividades esportivas, de lazer ou de negócios. Abre-se então um novo campo de atuação das marcas que investem no futebol, tanto em termos de possibilidades de ativação de seus patrocínios, quanto de estratégias de relacionamento e hospitalidade nos centenas de camarotes e business seats que passarão a ser oferecidos.
Ao se aproximar do conceito de entretenimento, o esporte passa a participar de uma indústria que deve movimentar mais de US$ 2 trilhões em 2016. O aumento da renda per capita das famílias brasileiras, que cresceu 23,5% de 2001 a 2009, significa mais dinheiro disponível no orçamento para gastos com entretenimento e lazer. A Copa do Mundo de futebol pode ser um grande catalisador desse movimento no esporte nacional e contribuir para torná-lo definitivamente uma opção de lazer para a família brasileira e de estratégia mercadológica para as empresas do País.
Fernando Trevisan - Pesquisador e consultor da Trevisan Gestão do Esporte e diretor da Trevisan Escola de Negócios
Por Fernando Trevisan, Administradores.com
No caso específico da Copa do Mundo, atrelar a marca ao evento significa falar diretamente com 3,5 bilhões de fãs do esporte mais popular do planeta. Não é por acaso que a Fifa arrecadou US$ 2,4 bilhões somente com a venda dos direitos de transmissão da última edição, que foi acompanhada em cada um dos países e territórios do globo, nas mais diversas plataformas e formatos: televisão, rádio, celular, banda larga, alta definição e 3D.
Imagem: Thinkstock |
A relevância do evento pode também ser medida pelos valores investidos pelos patrocinadores para terem o direito de utilizar a marca Copa do Mundo nas suas ações de marketing: de 2007 a 2010, a receita da Fifa com este item foi de mais de US$ 1 bilhão. Assim, os 18 patrocinadores atuais da entidade e do evento têm uma oportunidade ímpar de exposição global das suas marcas e de se relacionar com uma base imensa de potenciais consumidores. Mas e o restante do mercado, como pode aproveitar o impacto de um evento dessa magnitude no País?
O fato de sediar uma Copa do Mundo coloca o esporte em geral e mais especificamente o futebol em evidência por longos anos. Mesmo no Brasil, em que o futebol já desperta o interesse de 57% dos jovens segundo pesquisa recente da Olympikus feita pelo Datafolha, o aumento da exposição da modalidade na mídia por conta do evento em 2014 pode significar um salto ainda maior nesse interesse. Daí que as marcas que se associam ao futebol tendem a colher os frutos desse crescimento.
Além disso, é inegável que as exigências do organizador do evento, em que pesem em alguns casos serem bastante conflitantes com os interesses da nação, funcionam em linhas gerais como um novo padrão de referência e profissionalismo para o futebol brasileiro. Em primeiro lugar, a proteção que a entidade oferece a seus patrocinadores é seguramente uma das mais rigorosas e eficientes do planeta. O trabalho constante de evitar o chamado marketing de emboscada serve de exemplo para qualquer entidade esportiva brasileira que deseje aumentar o retorno de seus patrocinadores. E um outro grande benefício diz respeito às novas arenas multiuso que estão sendo construídas e reformadas segundo os mais altos padrões de conforto, segurança e qualidade mundial. O trabalho de adequação dos doze estádios que serão sedes da Copa em 2014 gera também um efeito multiplicador interessante e outros projetos próprios já têm aparecido, como as novas arenas do Palmeiras e do Grêmio. Isso significa que de teremos em um curto espaço de tempo ao menos 700 mil lugares disponíveis nestes novos ambientes, com possibilidade de utilização não só para o futebol, mas também para uma série de outras atividades esportivas, de lazer ou de negócios. Abre-se então um novo campo de atuação das marcas que investem no futebol, tanto em termos de possibilidades de ativação de seus patrocínios, quanto de estratégias de relacionamento e hospitalidade nos centenas de camarotes e business seats que passarão a ser oferecidos.
Ao se aproximar do conceito de entretenimento, o esporte passa a participar de uma indústria que deve movimentar mais de US$ 2 trilhões em 2016. O aumento da renda per capita das famílias brasileiras, que cresceu 23,5% de 2001 a 2009, significa mais dinheiro disponível no orçamento para gastos com entretenimento e lazer. A Copa do Mundo de futebol pode ser um grande catalisador desse movimento no esporte nacional e contribuir para torná-lo definitivamente uma opção de lazer para a família brasileira e de estratégia mercadológica para as empresas do País.
Fernando Trevisan - Pesquisador e consultor da Trevisan Gestão do Esporte e diretor da Trevisan Escola de Negócios
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Sucesso na Ação Educativa "Consumo Consciente - Compre essa ideia"
A Ação Educativa "Consumo Consciente - Compre essa ideia!" superou todas as expectativas. Grande parte dos consumidores abordados identificaram-se com as situações expressas, de uma maneira criativa , nas Cartilhas e receberam com entusiasmo todas as orientações dos alunos participantes.
Confira todas as imagens e detalhes sobre essa Ação no link: http://admercadologicaupe.blogspot.com.br/p/acao-de-educacao-para-o-consumo.html
domingo, 14 de outubro de 2012
Cartilha das Crianças
A PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor lançou no último dia, 5, a Cartilha das Crianças.
Publicação on-line destaca direitos e dá dicas para a compra dos brinquedos.
Cartilha das Crianças da PROTESTE
Publicação on-line destaca direitos e dá dicas para a compra dos brinquedos.
Má
qualidade do ensino público e privado, propaganda com estímulo ao consumismo,
alcoolismo
precoce, alimentação fast food e bullying (violência
física ou psicológica) são alguns dos principais
desafios ao desenvolvimento integral de 60 milhões crianças e adolescentes. São temas que ganham
evidência neste dia 12 de outubro, em que se homenageiam as crianças no Brasil. Para ampliar o grau
de informação de pais e responsáveis, a PROTESTE Associação de Consumidores está lançando uma
cartilha com os direitos dos cidadãos de até 12 anos.
desafios ao desenvolvimento integral de 60 milhões crianças e adolescentes. São temas que ganham
evidência neste dia 12 de outubro, em que se homenageiam as crianças no Brasil. Para ampliar o grau
de informação de pais e responsáveis, a PROTESTE Associação de Consumidores está lançando uma
cartilha com os direitos dos cidadãos de até 12 anos.
A
Cartilha das Crianças aborda legislação, educação, sustentabilidade, diversão,
nutrição e viagens.
Também destaca situações para as quais pais e responsáveis
prestar atenção especial, como o uso de
álcool líquido, que tem provocado
graves acidentes e lesões; brinquedos que machucam as crianças;
uso de carrinhos de bebê e de cadeirinhas de alimentação; menores que têm acesso a celular e Internet;
o sentido educativo da mesada, e a necessidade uma lei federal que padronize a segurança em parques
de diversões.
uso de carrinhos de bebê e de cadeirinhas de alimentação; menores que têm acesso a celular e Internet;
o sentido educativo da mesada, e a necessidade uma lei federal que padronize a segurança em parques
de diversões.
“Não
é mais possível tratar crianças como adultos pequenos, submetidas aos mesmos
níveis e tipos de
propaganda e riscos à saúde e segurança”, afirma Maria Inês
Dolci, coordenadora-institucional da
PROTESTE, maior associação particular de
defesa dos direitos do consumidor da América Latina,
com quase 300 mil associados em todo o país.
com quase 300 mil associados em todo o país.
Como
realiza testes comparativos de produtos e de serviços, a PROTESTE recolheu, em
mais de
uma década, preciosas indicações sobre precauções com relação a brinquedos, contratos nos ensinos
uma década, preciosas indicações sobre precauções com relação a brinquedos, contratos nos ensinos
fundamental e médio, compra de material
escolar, mochilas e transporte escolar.
Um
dos focos da cartilha é a segurança veicular no transporte de menores de 12
anos, com o uso do
cinto de segurança , em veículos dotados de air bag, freios ABS e com acessórios como bebê-conforto,
cinto de segurança , em veículos dotados de air bag, freios ABS e com acessórios como bebê-conforto,
cadeirinhas de segurança, booster
(assento de elevação). Até a cadeirinha de refeição e carrinhos de
bebê devem
obedecer a normas técnicas para evitar acidentes e ferimentos.
São
abordados, também, temas como obesidade, alcoolismo, uso de telefone celular e
acesso à
Internet. “É um guia prático, com foco na legislação, principalmente
no Estatuto da Criança e do
Adolescente e no CDC. Não pretendemos ensinar pais
a cuidar de seus filhos, mas oferecemos
informações atualizadas para contribuir
com esta difícil, fundamental e nobre missão”, destaca Dolci.
Veja
algumas das dicas para acertar na compra de brinquedos:
•
Atenção à faixa etária ou idade a que se destine;
•
Procure a identificação do fabricante (nome,CGC, endereço);
•
Número de peças e regras de montagem, se for o caso, escritas de forma clara,
em
português
e com ilustrações;
•
Atenção à eventuais riscos que possa causar à criança;
•
Veja se tem o selo de segurança do Inmetro (Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial), bem com o de um órgão
credenciado para testar sua qualidade
(IQB,
Falcão Bauer).
•
Não compre por impulso. Nem sempre produtos “da moda” são os mais adequados.
•
Toda vez que for possível, deixe que a criança manuseie o brinquedo antes
de comprá-lo e veja se é
seguro.
seguro.
•
Brinquedos educativos podem ser boas opções, pois além do divertimento
apoiam o desenvolvimento
e a educação. São fabricados sob supervisão de
especialistas em educação, como psicólogos e
pedagogos, e valorizam o trabalho de artesãos. Os brinquedos refletem linhas e escolas pedagógicas e
são desenvolvidos para potencializar a inteligência. Mais do que diversão e entretenimento, podem dar
às crianças um impulso no aprendizado. As crianças muito pequenas gostam de tocar, pôr na boca e
pedagogos, e valorizam o trabalho de artesãos. Os brinquedos refletem linhas e escolas pedagógicas e
são desenvolvidos para potencializar a inteligência. Mais do que diversão e entretenimento, podem dar
às crianças um impulso no aprendizado. As crianças muito pequenas gostam de tocar, pôr na boca e
experimentar os objetos que lhes são dados. Apesar de nem todos os
defeitos serem visíveis, os pais
podem ter um papel preventivo ao serem
exigentes na escolha.
Atenção
a alguns aspectos que aumentarão a segurança dos brinquedos:
• Ruídos
excessivos podem causar sérios danos à audição dos pequenos. Com cheiro e
forma que
imitem alimentos podem levar a criança a engoli-los. De tecidos
devem ser laváveis, com instruções de
uso e etiqueta indicando sua composição.
uso e etiqueta indicando sua composição.
•Não
compre os compostos por materiais que se quebrem facilmente, ou que
tenham cordões longos
que possam ser enrolados no pescoço, cantos
pontiagudos ou afiados. Nem bichos de pelúcia com
o pelo muito
comprido e que se solte facilmente, pois poderão causar alergias. Pelo
mesmo motivo,
não encha o quarto do bebê de bichos de pelúcia, que acumulam pó.
não encha o quarto do bebê de bichos de pelúcia, que acumulam pó.
•Não
deixe que seu filho menor mexa com produtos de crianças maiores, como
jogos de botão ou bolas
de gude.
•
Verifique as costuras dos bonecos, para garantir que o enchimento não se
soltará facilmente. Também
se os olhos dos bichinhos de pelúcia estão
firmemente pregados, para evitar que sejam engolidos.
•
Brinquedos para menores de três anos não devem ter peças muito pequenas,
que possam ser engolidas
ou aspiradas.
ou aspiradas.
•Embalagens
não podem conter grampos, pregos ou parafusos e os sacos plásticos têm ser
descartados
rapidamente, para evitar sufocamento.
•
Revise periodicamente os brinquedos da casa para jogar fora os que tenham
defeitos e que possam
se tornar perigosos.
•
Fique por perto quando seu filho brincar com balões de látex (bexigas).
Quando estourados, eles viram
pedaços que podem ser levados à boca.
•
Evite comprar brinquedos com pilhas e baterias pequenas, pois podem ser
retiradas e engolidas.
•
Não deixe que a garotada se divirta com joguinhos com dardos, flechas e
projéteis, pois são capazes de
ferir gravemente os olhos.
•Não
compre itens que reproduzam comida: crianças muito pequenas tentarão comê-los.
•
Cordas ou cabos também não são indicados para crianças, pois, acidentalmente, poderão
enrolá-los no
pescoço com força.
• Se
o seu filho for menor de 10 anos, não o presenteie com brinquedos que
simulem
experiências químicas. Ele pode ingerir as substâncias do
“minilaboratório”.
•
Evite os andadores, pois podem tombar e fazer a criança bater a cabeça no
chão. Segundo estudo
realizado pela PROTESTE e pela Associação Médica
Brasileira, em São Paulo, a maioria das vítimas de
acidentes com
brinquedos tem cinco anos ou menos.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Como os brasileiros gastam - Revista ISTO É
O crescimento econômico muda o mapa do consumo no Brasil, faz disparar as vendas de produtos e serviços sofisticados e aumenta o apetite de todas as classes sociais para comprar mais
Amauri Segalla e Fabíola PerezCLASSE B
Boa parte do rendimento familiar é destinada à educação
(ensino superior, intercâmbio e cursos de especialização)
Há alguns dias, o Ibope Inteligência divulgou um prognóstico espantoso a respeito da economia brasileira. As projeções indicam que o consumo das famílias vai crescer 13,5% em 2012, alta comparável ao desempenho de um país como a China. De acordo com o Ibope, até o final do ano os gastos nacionais devem totalizar R$ 1,3 trilhão, valor equivalente à soma dos PIBs de Argentina e Suécia. Será o nono avanço consecutivo desse indicador, feito notável diante das crises financeiras que, principalmente depois de 2008, derrubaram a Europa e os Estados Unidos. Hoje, o Brasil é campeão de vendas em diversos setores. Em nenhum lugar do planeta o comércio de celulares e tevês de telas finas, para usar exemplos de produtos que demandam tecnologia de ponta, cresce tão velozmente. O País já é o quarto maior mercado global de carros, o terceiro de cosméticos e de cerveja e lidera com folga negócios tão diversos quanto produção de gravatas (o que é resultado direto do aumento da oferta de cargos executivos) e achocolatados (com mais dinheiro, a classe C fez sumir das prateleiras chocolate em pó e em caixinha). O fenômeno, como se observa nesses dados, é alimentado pelo enriquecimento da população. Os brasileiros não estão apenas comprando mais. Acima de tudo, estão gastando com qualidade. A classe média, responsável por quase 80% do consumo das famílias, trocou carros com motor 1.0 por veículos mais potentes, o frango por carne nobre, o óleo de soja por azeite. Claro, o Brasil não é uma Suíça, mas está cada vez mais parecido com as nações ricas. “No Brasil, a revolução no consumo está ocorrendo de maneira mais agressiva do que em outros lugares”, diz Henry Manson, chefe de pesquisa da consultoria americana Trendwatching, especializada em marcas e com atuação em mais de 120 países.
O mapa do consumo no País é o retrato acabado dessa transformação. Embora ainda predominem como forças econômicas, as regiões Sul e Sudeste vêm perdendo espaço, no volume de vendas nacionais, para os Estados do Norte e Nordeste. Em 2012, o consumo deve crescer 6,5% no Sudeste, ou um quarto da disparada prevista para o Norte e o Nordeste do País. A diversificação das oportunidades é boa para as empresas, que faturam alto com os novos mercados, e para os consumidores, que passam a ter acesso a mais bens e serviços. Esse processo de amadurecimento da economia brasileira só foi possível graças à combinação de três fatores: o crescimento continuado, a redução da desigualdade e a expressiva geração de empregos. “As empresas oferecem oportunidades com carteira assinada, o consumidor se sente mais confiante para obter acesso ao crédito e a economia toda é favorecida”, diz Marcelo Neri, economista e coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV). É fácil comprovar a mudança em curso no País. De 2003 a 2011, a renda média do brasileiro cresceu 33%. Nesse período, nove milhões de pessoas passaram a integrar as classes A e B. Já a classe C, a que mais evoluiu, ganhou 40 milhões de novos integrantes – contingente semelhante à população inteira da Espanha.
CLASSE C
O pedreiro Sadir Maximovitz, a mulher, Cleonice, e as filhas
Ana Alice e Gabriela (da esq. para a dir.): com o crédito farto,
ele comprou cinco apartamentos e eletrodomésticos modernos
São pessoas como o pedreiro Sadir Maximovitz que impulsionam as estatísticas do consumo nacional. Aos 36 anos, ele possui cinco apartamentos em Florianópolis, onde vive atualmente com a família. Nascido no interior do Paraná, desistiu de trabalhar como agricultor para começar a vida do zero em Santa Catarina. Como não tinha o segundo grau completo, voltou a estudar para conseguir o primeiro emprego na cidade. Ingressou na área de construção e, com a farta oferta de crédito, comprou o primeiro imóvel. O boom imobiliário trouxe um rosário de oportunidades – e todo o dinheiro que sobrava era investido em um novo apartamento. Hoje são cinco. As pesquisas econômicas comprovam a importância do setor habitacional para o crescimento do País. Os brasileiros destinam 35% de seu orçamento para a habitação, quase o dobro do dinheiro gasto com alimentação. Mas não são apenas os imóveis que estão no foco de interesse da família Maximovitz. A renda familiar de R$ 3 mil permite confortos até pouco tempo atrás inacessíveis. Ele, a mulher e as duas filhas, de 12 e 9 anos, têm celular próprio. A cozinha foi equipada com eletrodomésticos modernos (torradeira, máquina de café expresso) e a geladeira é nova em folha.
A notícia mais surpreendente é que a ascensão de Maximovitz, um autêntico representante da classe C, provavelmente não terminou. “A próxima revolução do consumo deverá ocorrer dentro de dois ou três anos, quando a classe C ascender para a B”, afirma Antônio Carlos Ruótulo, diretor do Ibope Inteligência. “O processo vai levar a uma alteração muito mais intensa do que a primeira ascensão social, que provocou a formação da nova classe média no País.” A mobilidade social é resultado direto do aumento da renda. Portanto, diz Ruótulo, o salto será irreversível. Projeta-se, para o futuro próximo, uma classe A/B composta por impressionantes 30 milhões de pessoas, que terão dinheiro suficiente para comprar carros melhores, se vestir melhor, viajar para o Exterior, investir em produtos de alta tecnologia, comer bem. De certa forma, isso já vem acontecendo no País, mas há na fila uma multidão ansiosa para entrar nesse grupo de elite. Quando a revolução enfim terminar, o Brasil vai rivalizar em condições de igualdade com as grandes potências globais. Que empresa estrangeira não vai querer colocar seu produto aqui? Que marcas não vão priorizar o mercado brasileiro? Quem será maluco de ficar fora desse movimento?
CLASSE E
O condutor de mototaxi Fábio Santos com a mulher, Amara da
Silva (de verde), e os filhos Allysson e Adriene: com a ajuda
do Bolsa Família, a família consegue encher a geladeira
Segundo o economista Marcelo Neri, da FGV, a mudança é mais sustentável do que muitos acreditam. “Ao mesmo tempo que o desenvolvimento econômico se intensifica, a taxa de desigualdade registrou uma queda de 2,1% nos últimos 12 meses”, diz ele. Em apenas um ano, portanto, houve um forte movimento para cima de brasileiros que estavam na base da pirâmide. Isso em tempos de dúvida a respeito do futuro da Europa e do impacto que os problemas do Velho Continente podem causar mundo afora. Para pessoas como o salva-vidas Leandro Rodrigues, 30 anos, a palavra crise está muito distante de seu dia a dia. Ele vive no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro e, graças ao crédito fácil, conseguiu comprar uma moto financiada. Hoje, o seu principal sonho de consumo é a educação, a exemplo do que ocorre com a maioria dos integrantes da classe D. “Estudei até o segundo grau e depois fiz um curso técnico de administração de empresas”, diz Rodrigues. “Agora tenho planos de fazer outros cursos.” Mesmo para aqueles cujos anseios de consumo se limitam à alimentação, o crescimento econômico dos últimos anos abriu um leque de oportunidades. Fábio Santos, 36 anos, faz bicos como mototaxi na favela Morro dos Cabritos, no Rio de Janeiro, e sua mulher, Amara da Silva, trabalha como auxiliar de serviços gerais. Boa parte de sua renda vem do Bolsa Família, que permitiu que ele e a mulher comessem melhor – e ajudassem os supermercados a faturar mais. “A minha geladeira nunca fica vazia”, diz Santos. Hoje em dia, as classes D e E representam 20,6% do total de domicílios brasileiros e bancam 7% do consumo. Segundo pesquisa do Ibope, as despesas dessa parcela da população se concentram basicamente na alimentação e no vestuário.
A maior transformação do consumo brasileiro, porém, é a busca pela qualidade. Basta dar uma espiada nas estatísticas para captar esse desejo. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE, entre 2003 e 2009 o consumo médio mensal de carne de primeira aumentou 4,2% no País. Enquanto isso, o de frango caiu 11,8%. Há casos mais emblemáticos. A compra de azeite subiu 13,8% e a de óleo de soja, recuou 45,5%. Detalhe importante: o azeite custa, em média, o triplo de seu concorrente menos nobre. “As famílias brasileiras deixaram de comprar apenas o básico e estão ingressando em categorias de maior valor agregado”, diz Sussumo Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados. “Produtos como carne, verduras, legumes e frutas começaram a fazer parte da cesta de compras das classes mais baixas.” O executivo também cita os produtos orgânicos como exemplo dessa mudança. Eles ainda representam pouco do faturamento do setor, mas sua venda cresce sistematicamente mais do que a de outros alimentos. “Os consumidores cada vez mais privilegiam itens saudáveis na hora de comprar”, diz Honda. Isso tem um preço, em geral muito mais alto do que alimentos que não fazem bem à saúde.
CLASSE A
O empresário e pecuarista Luís Hermano Colferai e a mulher,
Maria Izete Colferai: como a maioria dos que estão no topo
da pirâmide, ele investe em produtos financeiros e imóveis
Na área de tecnologia, o caso brasileiro já foi chamado de “milagroso” por publicações estrangeiras especializadas em economia. Em nenhum outro país as vendas de smartphones são tão vertiginosas. Em 2011, cresceram 179%. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos a alta não chegou a dois dígitos. Enquanto até em países como o Japão as vendas de tevês com tecnologia 3D não deslancharam, por aqui elas já respondem por quase um quarto dos negócios fechados. Dos 12 milhões de aparelhos comercializados por ano no Brasil, 92% possuem telas finas (LED, LCD), que custam no mínimo o dobro de modelos menos sofisticados. A indústria automobilística passa pela mesma sofisticação. Em fevereiro passado, a participação de carros com motor 1.0 no total de automóveis emplacados foi de 42,6%, o que corresponde ao menor percentual em 17 anos. Há uma década, os veículos populares detinham mais de 70% da preferência dos brasileiros. Agora, eles estão sendo substituídos por modelos 1.6 e 1.8, com airbag, câmbio automático e banco de couro.
Mimos como esse se tornaram corriqueiros na vida de profissionais como o engenheiro civil Carlos Henrique Lellis, 50 anos. Sua família de quatro integrantes (além dele, vivem sob o mesmo teto a mulher e os dois filhos) possui três carros, cinco tevês e quatro computadores. Todos os anos, o grupo viaja para o Exterior (“em 2011, fizemos um cruzeiro pela Europa”, diz Lellis) e comer fora passou a ser até mais frequente do que fazer refeições em casa. Os Lellis se enquadram no que os especialistas chamam de classe B, mas eles também passaram por uma transformação social graças, em boa medida, à fartura de oportunidades da economia brasileira. Por mais de 20 anos, o engenheiro trabalhou em um banco, mas o salário limitava suas ambições de consumo. Em 2006, resolveu deixar o emprego para abrir um escritório de engenharia. “Nossas condições de vida melhoraram muito depois disso”, afirma. No mapa do consumo brasileiro, a classe B está praticamente empatada com a classe C, respondendo por 38% das compras efetuadas no Brasil. O interessante é que o grupo em que está o engenheiro Lellis detém 46,6% da massa salarial do País, ante 26,9% da classe C. Uma das possíveis conclusões: a classe B tem mais dinheiro, mas a C está mais disposta a gastar. No alto da pirâmide, a classe A é representada pela minoria dos domicílios no País (2,6%). Enquanto o salário dessas famílias corresponde a 23,7% da renda nacional, apenas 16,2% dessa renda é convertida em bens de consumo. A explicação para a existência de mais dinheiro do que consumo é que os ricos concentram suas ambições em investimentos monetários. Foi isso o que fez o empresário e pecuarista Luís Hermano Colferai, 60 anos, para formar seu patrimônio. “A fórmula do sucesso é poupar”, diz Colferai. “Gosto de comprar à vista e ao longo dos anos desenvolvi o hábito de investir na poupança.”
CLASSE D
O salva-vidas Leandro Rodrigues (no centro), sua mãe, Neuza Silva,
o padrasto José Santana e a filha Larissa Silva: o aumento da
renda permitiu que ele comprasse alimentos de melhor qualidade
Para manter o desenvolvimento econômico baseado no consumo – fórmula que, aliás, ajudou os Estados Unidos a se tornarem o país mais rico do mundo –, o governo brasileiro prepara uma série de medidas que deverão ser adotadas nos próximos meses. Mais concessões fiscais para eletrodomésticos da linha branca e novas linhas de crédito buscam principalmente despertar os ânimos daqueles que ficaram assustados com o crescimento tímido de 2,7% do PIB brasileiro em 2011. Mas a turma dos que estão realmente temerosos é pequena. Segundo uma pesquisa global realizada pela Nielsen, o consumidor brasileiro é o quinto mais otimista do mundo. Nesse caso, otimismo se traduz essencialmente em disposição para gastar. Para especialistas, o Brasil está perto de atingir aquele grau de satisfação em que, mais do que se estressar para pagar as contas, o que move as pessoas são os planos de consumo imediatos ou para o futuro – desfrutar de um restaurante sofisticado, construir uma casa, viajar para o Exterior. É o estado de bem-estar alcançado apenas por alguns países europeus e que, por mais surpreendente que possa parecer, os brasileiros estão prestes a conquistar.
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