2014.1 - 2º Fórum de Discussão


Fórum 2 - 2014.1 - Marketing Invisível?

Caros alunos!
Leiam a reportagem da Revista Superinteressante “Entenda como funciona o marketing de propaganda invisível”, de 2012:

"Entenda como funciona o marketing de propaganda invisível"
 Por Álvaro Oppermann - 02/2012

Laguna Beach, no sul da Califórnia, é um balneário de belos casarões com preço médio de US$ 1 milhão. A meio caminho entre San Diego e Los Angeles, atrai gente do ramo da tecnologia, do entretenimento e profissionais liberais bem-sucedidos. Numa noite de junho de 2010, sem alarde, os Morgensons chegaram com dois caminhões de mudança. Bonitos, atléticos e muito simpáticos, o casal e seus três filhos rapidamente se integraram à vizinhança. E ninguém se deu conta da sua missão secreta: persuadir os novos amigos a comprar de desodorante e bijuterias a vodca e pranchas de snowboard.

Eric, Gina e os filhos, Jack, Sam e Max, de 16, 14 e 12 anos, passaram 4 meses ali como o protótipo da família perfeita, com uma BMW, um utilitário e um sedan na garagem. Só que foram contratados como parte de um "experimento social" para testar o poder de influência da progaganda boca a boca. A pegadinha foi obra do marqueteiro Martin Lindstrom. "Só estamos começando a entender o quão vulneráveis somos às recomendações e aos conselhos dos nossos amigos, vizinhos e colegas", diz o autor de Brandwashed - Tricks Companies Use to Manipulate Our Minds and Persuade Us to Buy (inédito no Brasil. O título - trocadilho com "lavagem cerebral", brainwash - seria algo como "Lavado em Marcas - Truques que as Empresas Usam para Manipular Nossa Mente e Nos Persuadir a Comprar").

O experimento teve orçamento e infra-estrutura de reality show. A família foi selecionada entre mais de 1,5 mil candidatos por uma diretora de casting renomada. Foram escondidos na casa 35 câmeras e 17 microfones. Uma discreta sala de controle e ilha de edição foi montada no fundo da garagem. O circo saiu caro: US$ 3 milhões. Lindstrom jura que pagou tudo sozinho, sem envolver empresas na experiência - "Precisávamos de autenticidade." Essa "autenticidade" se transformou em muitos churrascos, brunchs e jantares, que os Morgensons promoviam como qualquer novato em busca da aprovação da comunidade. Nem encontros triviais passavam ilesos, sem que algum produto selecionado fosse citado. Numa conversa com duas vizinhas, Gina ostentava um bracelete da marca Pandora, que chamou a atenção das amigas. "Não é espetacular? Adorei a coleção que eles fizeram em homenagem à campanha contra o câncer", disse, empolgada, para depois explicar que era possível customizar as peças pela internet. Duas semanas depois, as câmeras escondidas flagraram as vizinhas usando as tais joias.

"Uma coisa que nos pegou de surpresa é que os homens são muito mais suscetíveis a conselhos dietéticos do que as mulheres", diz Lindstrom. Durante um churrasco, Eric comentou com o vizinho Joshua, programador de software, que um copo de cerveja preta tinha as calorias equivalentes a um sanduíche de presunto. Nas visitas seguintes, Joshua trocou a cervejinha por uma vodca com suco de cranberry. "Assim eu me mantenho em forma." Em tempo: a vodca era a Absolut, promovida pelos Morgensons. No colégio, Jack se encarregou de divulgar um desodorante com cheiro de parafina (usada em pranchas de surfe). As sugestões tiveram efeito viral. Eric, Gina e os meninos tinham feito mais de duas centenas de amigos em Laguna - e um terço desses amigos passou a recomendar as marcas que conheceu. A família conseguiu convencer cada um a comprar, em média, 3 produtos.

"Eu pirei quando me dei conta do poder da coisa", diz Lindstrom. Um exemplo: depois de uma tarde de compras de Gina com algumas amigas na loja de sapatos DSW, a marca começou a aparecer sempre nos chats, tweets e blogs das comadres. O marqueteiro contratou o ChatTreads, instituto de pesquisa de marcas, para monitorar a vida online da vizinhança. O instituto também fez entrevistas dirigidas ao grupo sem revelar seu propósito.

Tendência

Se você está começando a ficar incomodado com tanta intromissão na vida alheia, bem... essa é só uma das facetas do stealth marketing (o marketing disfarçado, furtivo, invisível). É o nome técnico do que fez a família Morgenson, recurso em alta no mundo da propaganda. A publicidade e o marketing tradicionais, segundo gurus da área, como Seth Godin, tendem a desaparecer. Nos últimos anos, tem se falado muito de marketing viral, ou buzz marketing: as pessoas são encorajadas a repassar uma mensagem mercadológica. Recentemente, a fabricante de camisinhas Olla criou perfis falsos no Facebook para divulgar a marca. Selecionou perfis de homens jovens e criou os falsos adicionando "Jr." no nome do alvo. O sujeito recebia uma solicitação de amizade desse "quase homônimo" com a foto de um bebê e a recomendação: "Evite surpresas como essa: use camisinhas Olla". Ao acessar o perfil, o "pai" encontrava um link para o site da marca.

O stealth marketing pode fazer algo parecido, mas o agente de vendas nunca se identifica como tal. E esse é o problema. Não é novidade (leia acima), mas é cada vez mais comum. Em 2002, a Sony-Ericsson contratou falsos casais e os mandou a pontos turísticos estratégicos para promover o celular com câmera T68i. Esse tipo de marketing assopra no ouvido de um público selecionado sem revelar necessariamente que se trata de propaganda. É um conselho gentil (tais como os de Gina e Eric). A mensagem mercadológica já chega, assim, com a chancela da aprovação. "A mensagem tem uma aura, tem um efeito diferente", afirma Lindstrom. "É um negócio enganador. Você acha que está falando com uma pessoa comum, mas na verdade ela é uma agente disfarçada da corporação", diz a ONG Public Citizen¿s Commercial Alert, dedicada a investigar abusos de propaganda e marketing nos EUA.

Uma coisa é certa: funciona. Lindstrom encomendou uma pesquisa com consumidores submetidos à ressonância magnética funcional, que monitora o cérebro enquanto ele é estimulado. Na propaganda tradicional, o córtex insular e a amígdala (que controla o medo) são ativados, o que sugere desconfiança. Quando a divulgação é dissimulada, a mensagem desperta um elevado grau de confiança: ativa o córtex órbito-frontal (onde ocorrem os julgamentos morais). Entre as empresas criticadas pela ONG estão a Tremor e a Bzz Agent. A Tremor emprega mais de meio milhão de mulheres, entre 15 e 65 anos, chamadas de "conectoras". Elas atuam alimentando mensagens virais sobre produtos como os cosméticos Olay. A Bzz Agent já promoveu desde videogames até o último romance de John Grisham. Não há regulamentação para esse tipo de marketing nos EUA. No Brasil, o fenômeno é incipiente e o Código Brasileiro de Autorrelugamentação Publicitária só prevê normas para a propaganda "ostensiva".
Em fevereiro de 2011, a encenação em Laguna foi revelada. Para espanto geral, os amigos ludibriados não se revoltaram. "As pessoas me disseram que era ok, que não se sentiam enganadas", diz o autor de Brandwashed, que provavelmente vai repor (com sobra) o investimento que fez no projeto oferecendo consultoria. Os Morgensons se mudaram, mas o marketing invisível veio para ficar.

Em nosso segundo Fórum de Discussão de 2014, em grupos (de quatro ou cinco alunos), vamos pensar sobre a relação, nem sempre clara, entre Marketing e Ética. Na reportagem, vocês puderam conhecer mais a respeito dos diferentes usos do marketing invisível e suas estratégias e impacto. Nesse fórum, vamos discutir....
(I) Identifiquem diferentes usos do marketing invisível no cotidiano de vocês Exemplifiquem e discutam com os demais grupos...
(II) Quais os limites da Ética quando o assunto é marketing invisível? Ou não há limites? Como vocês procederiam enquanto profissionais de marketing?
(III) Como o consumidor pode se preservar? Em que aspectos ele se beneficia?
Problematizem aqui no Fórum do Blog Administração Mercadológica UPE suas observações sobre esta proposta de discussão...
À medida que cada grupo for postando suas ideias, os outros grupos devem continuar participando (lembrem-se de citar os nomes de todos os integrantes, a cada postagem) trazendo suas observações sobre as contribuições dos demais. Participem e interajam! Esse segundo fórum vai até o dia 26 de junho (10% da 2ª Av.).
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO: Capacidade de argumentação do grupo; Interação com outros grupos de colegas na discussão; Qualidade e veracidade das interações; Apresentação de informações importantes para a discussão; Correta citação de fontes de terceiros; Uso, no fórum, de conteúdo estudado ao longo da disciplina.

19 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. O marketing invisível é uma estratégia muito eficaz como vimos no exemplo acima, funciona de fato. Levando isso ao nosso dia-a-dia podemos perceber que somos levados o tempo todo por esse tipo de marketing, seja isso direto ou indiretamente, quando um amigo fala que tal produto é bom e passamos a consumir, quando essas opiniões vem de pessoas próximas gera confiança o que é muito importante. O problema é o limite que precisa existir entre o marketing e a ética, no exemplo a cima da" família" Eric e Gina que não passava de uma farsa, embora a proposta funcionou, as pessoas foram enganada. Desse modo, o consumidor precisa ficar atento pois ele se beneficia quando o produto realmente é bom e quando não, ele é enganado acaba sendo prejudicado .
    Equipe: Danilma Matias
    José Ailton
    Marianna Silva

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A citação de Danilma nos faz perceber a presença do marketing invisível no nosso dia-a-dia. Como a mesma comentou, somos influenciados seja diretamente ou indiretamente por tais propagandas, que entram em nossas vidas sem percebermos. Ás vezes pelo simples fato de escutarmos um amigo comentar sobre algum produto, somos influenciados a compra do mesmo.Um exemplo é a marketing virtual, que ao entrarmos em um site, mesmo que não seja de compra, os anúncios nos chamam a atenção e acabamos por consumir tais produtos. Mas vale salientar que para todo consumo existe um limite, e que antes de mais nada precisamos verificar se tal produto é necessário e confiável.
      equipe: Allynny Aires, Bárbara Cecília, Cláudia Nayara

      Excluir
  3. Quando visitamos algumas paginas na internet elas nos redirecionam para lojas virtuais, mesmo que estejamos navegando sem o intuito de comprar aquela pagina acaba chamando a atenção para algum produto que está lá. Outra é quando pesquisamos algo na internet q desejamos realmente mas não chegamos a efetuar daí em todos os sites que visitarmos posteriormente terão anúncios mesmo que pequenos mostrando justamente o produto que desistimos de comprar ou que em algum momento nos interessou. Fora isso no cotidiano encontramos vendedores, ou ate amigos que nos apresentam alguns produtos e acabamos comprando para provar, por ter gostado ou ate para ajudar, mas nesses casos é espontâneo e natural que nos interessemos, já no exemplo acima não, foi tudo montado. Acredito que deve haver o equilíbrio entre a ética e o marketing , em todos os campos de nossas vidas a ética deve ser respeitada, o fato de enganar ou induzir as pessoas a comprar de modo já premeditado com toda uma ação armada vai contra a ética, montar toda uma historia, uma família para atingir o publico-alvo, que era aquele bairro, vai muito alem de marketing, é violar o dia-a-dia daquela comunidade, a sua cultura e etc. O consumidor não tem muitas armas contra esse tipo de marketing,pois muitas vezes ele nem percebe o que está acontecendo. O que se tem a fazer é não deixar-se influenciar tão facilmente e pesquisar antes de qualquer contratação de serviços ou compras de produtos. Assim ele evita de fazer uma compra por impulso, e deixar-se levar por informações plantadas , ou ele pode se prejudicar financeiramente ou consumir algo impróprio .

    Aldynny
    Ana Isabela
    Itamiris
    Juliette

    ResponderExcluir
  4. Como sabemos, todos os dias vemos centenas de propagandas seja no rádio, no jornal, na novela, entre outros... em todos os lugares que frequentamos sempre terá uma propaganda, interessante ou não, então, os consumidores começaram a não prestar mais atenção à estas propagandas foi então que surgiu o Marketing Invisível que, se parece com fatos comuns do cotidiano, suas ações têm maior poder de convencimento sobre o público, pois, é ao não perceber que o fato vivenciado foi cuidadosamente arquitetado que o consumidor o aceita como verdade e dessa forma, deseja possuir o bem de consumo que foi anunciado disfarçadamente. O Marketing Invisível se baseia em pesquisas, inclusive do comportamento do consumidor para assim definir suas estratégias. Esta é uma modalidade de marketing que “se fala sem dizer”, pois, é mais fácil despertar a atenção de uma pessoa por um comentário de um amigo ou familiar sobre uma marca do que a colocando em um outdoor assim como foi mostrado no texto acima.
    Um grande exemplo de marketing invisível é mostrado no BBB, onde os participantes sempre tomam Guaraná Antártica, ou utilizam sempre shampoos de uma marca específica; Isso trata-se de uma propaganda discreta e que muitas pessoas não percebem.
    Nós do grupo acreditamos que a ética no uso da ferramenta depende para que público está se dirigindo, quando trata-se de um público adulto, pensamos que não tem problema, tendo em vista que os mesmos tem capacidade de julgar e ter livre-arbítrio, porém o problema está, quando esta ferramenta é utilizada para o público infantil que não tem razão suficiente para entender o que é certo e o que é errado.

    Equipe: Allynny Aires, Bárbara Cecilia, Claudia Nayara

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Podemos abranger mais o comentário acima sobre esse Marketing invisível nas propagandas infantis, onde hoje em dia as crianças viraram a alma do negocio como foi tratado em um documentário. A propaganda é totalmente voltada para persuadir as crianças.. isso já faz parte do marketing tradicional, mas a partir do momento em que as crianças acham que ‘’ter’’ vai ser melhor que outra criança, que vai virar um super-herói ou uma Barbie acabam de uma maneira produzindo esse marketing invisível onde trás a competitividade e o consumismo desde criança. Antes uma criança interagia com outros grupos de criança pela habilidade de correr, de brincar, de jogar bola, hoje em dia interage quem tem. Então acreditamos que o marketing invisível é antiético, pois não trás valor cultural, nem moral para um adulto, quanto mais uma criança, que devemos ter cuidado até aonde podemos chegar com essas manipulações e até quando o nosso país também vai se interessar em proteger os valores morais.

      Grupo: Andreza, Deborah, Gabrielle, Guilherme, Lissandra, Wyllyanna.

      Excluir
    2. Se é antiético, porque fazemos uso? Nós que temos um certo senso crítico, já que possuímos a oportunidade de estarmos conhecendo mais sobre determinado assunto. É papel do profissional de Marketing apresentar o produto e fazer com que o cliente sinta o desejo de consumir. Se ele conseguiu, desempenhou bem sua função. Quando consumimos qualquer coisa, já estamos fazendo parte do Marketing Invisível porque implicitamente carregamos a marca de algo que nos foi apresentado seja num comercial ou numa cena de um filme, ou ainda, porque abstraímos um ideal de uma marca.
      Quanto ao público infantil, cabe aos pais ter o controle sobre o que dão aos filhos e como eles estão gastando o tempo. Crianças ainda brincam como antes. Só que com o avanço tecnológico, as bonecas falam, ou são vestidas através de aplicativos. Os carrinhos tem controle ou simplesmente acontece uma competição online. E devido a violência, a falta de segurança é que as crianças não estão mais nas ruas pulando corda.. Mas elas gostam muitos mais de ter outra criança por perto do que um computador. E nas escolas a tecnologia ajuda, quando bem usada.
      Equipe:
      Ana Karla;
      Renato Monteiro;
      Roberta Vanessa.

      Excluir
    3. È antiético sim! Pois podem existir outros meios de vendas para crianças, outros meios de marketing, não fazendo com que as crianças se sintam menores umas das outras por não poder consumir e hoje em dia os pais nunca tem tempo para os filhos, pois trabalham, deixam as crianças nas mãos de babas, e a cada dia estão deixando de brincar e de se movimentar, para viverem na frente de computadores e televisores, sendo sedentárias, mas não vem ao caso, são antiéticas e abusivas as propagandas infantis, pois se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, só que nosso governo não tem nenhuma lei que venha colocar regra..apenas a propagandas enganosas, é tão antiético essas propagandas, que em alguns países são proibidas propagandas em horários infantis.Dai tiramos se isso é bom ou não?! Será que vale a pena esse meio de persuadir crianças?

      Excluir
  5. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  7. Todos os dias somos bombardeados com enumeras propagandas, sejam elas nos jornais, nas ruas ou na TV, onde as empresas e marcas buscam atraí nossos olhares para consumimos seus produtos. Porém na atualidade essa não tem sido a maneira mais eficaz de se atraí consumidores, a nova forma chamada Marketing Invisível tem sido usada de forma até despercebida pelos consumidores onde se é influenciado pelas indicações de amigos ou familiares que até mesmo sem ganhar nada em troca acabam por promover certo produto ou serviço e influenciam as pessoas no ato do consumo pra comprarem aquele produto que ouviram falar. Direta ou indiretamente o marketing invisível tem feito parte do cotidiano das pessoas, no carro novo do vizinho, no celular que seu amigo adquiriu e colocou a foto e as funcionalidades nas redes sociais. Uma forma diferente de lidar com isso seria se por acaso um amigo seu fosse pago para falar de algum produto, o que nos leva a discutir se isso seria ético pois de certa forma estaria enganando pessoas a quem lhe foi dado confiança. Porém não se pode fantasiar o marketing invisível só como um monstro desde que as recomendações do produto sejam verdadeiras, afinal quanto mais sabemos sobre certo produto, mais podemos fazer escolhas pois abre o nosso entendimento para algum produto em que não se teve experiencia e que pode ser bom. A forma mais eficaz de se precaver dessa forte influencia seria estando atento as necessidades pessoais e não se deixando manipular através de tudo que se vê e ouve-se falar. Afinal as pessoas tem necessidades diferentes e talvez aquilo que se é usual para o seu amigo não supra de maneira eficaz suas necessidades.
    Grupo: Bianca Camila, Rafaela Guimarães

    ResponderExcluir
  8. O marketing invisível é mesmo uma estratégia genial. Quando entramos em uma loja e vendedores nos oferecem produtos e falam da sua qualidade e eficácia não nos convence por inteiro, assim acontece com a propaganda, eles falam que o produto é bom apenas porque querem vender, sem se importar se o consumidor precisa mesmo do produto. Mas uma pessoa próxima não tem nenhuma intenção, ela não vai ganhar nada te indicando a ele. É apenas uma pessoa próxima e a qual você tem certa confiança te mostrando um produto que gostou.
    Mas a forma como Lindstrom entrou na vida das pessoas de forma falseada, aproveitando-se da confiança que os vizinhos tinham para promover seus produtos é uma estratégia que mexe com as relações de confiança, mostram uma família perfeita que não existe e provocam o desejo das pessoas envolvidas de ter aquela vida. É o consumo simbólico, eles querem o estilo de vida que eles tem.
    O filme Amor por Contrato mostra exatamente essa família perfeita que vendem um estilo de vida perfeita, um sonho americano. E nele também mostra as consequências desse marketing, que é onde um personagem fica maravilhado com a vida deles e tenta imita-los em tudo, compra todos os produtos que eles possuem e indicam, mas não enxergava um limite, se endividou ao ponto de perder tudo e terminou se suicidando. É onde a ética é necessária, até onde esse marketing pode chegar e brincar com a confiança das pessoas.
    Rafaela Guimarães
    Bianca Camila

    ResponderExcluir
  9. Que o marketing invisível realmente funciona e que somos diariamente bombardeados por ele, isso não se tem duvidas seja na internet, seja na conversa com amigos como retrata o texto acima, cabe a cada um de nós termos um senso critico e maturidade de antes de sermos influenciados a consumir, primeiro conhecer o produto, por que o marketing não tem limites quando se trata do capitalismo, desde que não o consumidor não seja lesado e nem obrigado a consumir determinado produto não vejo barreiras para o marketing, a única defesa dos consumidores é a informação, tentar se inteirar ao máximo do produto antes de consumir.
    Ronyclécio Alexandre
    Karynne Benicio
    Joyce Almeida

    ResponderExcluir
  10. O marketing invisível está relacionado no nosso dia-a-dia seja por publicações em internet, jornais,novelas, anúncios em rádios e tvs. Como citado no texto acima o exemplo de Lindstrom que aproveitou da confiança dos seus vizinhos para os enganar, fazendo com que seus vizinhos comprem pelo fato deles viver uma vida
    "aparentemente" perfeita. O problema nisso é que acabamos usando nosso dinheiro para realizar prazeres imediatos, ou em alguns casos que não tenha necessidades naquele momento, ou seja somos impulsionados pelo fato de determinada marca está no sucesso ou porque algum amigo comprou e gostou e você despertou interesse naquele produto, enquanto isso poderíamos estar investindo em algo de mais importância. um exemplo mesmo para conquistar independência financeira e ter uma liberdade duradoura no futuro, e não gasta com coisas desnecessárias.
    Grupo: Joyce Almeida
    Karynne Benício
    Ronyclécio Alexandre

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mas concordam que os dois podem ser feitos? Temos que ser críticos independentemente do Marketing Invisível ou qualquer outro. Podemos gastar com necessidades e também realizar alguns desejos imediatos. Por que não? E poupar ou investir também. O problema é quando se investe demais ou se gasta demais. Assim como na vida, tudo tem que ser muito bem ponderado.

      Equipe:
      Ana Karla;
      Renato Monteiro;
      Roberta Vanessa.

      Excluir
  11. O Marketing invisível nasceu do questionamento: como ganhar a atenção de um consumidor que é bombardeado a cada momento por propaganda nas ruas, bancas de jornal, ônibus, táxis, elevadores, televisão, rádio, internet? Como ser percebido em meio a todas essas informações? A resposta é: faça propaganda que não seja feita como propaganda.
    Num exemplo em redes sociais, imagine que um blogueiro famoso ganhe um carro de uma empresa e comece a disparar em seu blog todas ‘as maravilhas’ desse veículo. Bem, quem lê blogs é porque quer ler o blog, o consumidor foi até ele, e não o contrário, como acontece tradicionalmente. Então, por que não usar dessa ferramenta? Por que não pagar pessoas para propagarem suas opiniões? As redes sociais e a geração 2.0 estão aí para isso: temos interatividade, nos vemos em outras pessoas, acreditamos nelas!
    Claro que um dos aspectos a serem discutidos é a ética. Seria ético da parte de um amigo seu ganhar dinheiro para influenciá-lo a comprar determinado produto? Tudo no Marketing é dosagem. Os consumidores não podem ser enganados, não podem ser subestimados. Afinal, eles que sustentam esse grande ciclo. Em tempos de interatividade, essa ferramenta denominada Marketing Invisível pode ser uma saída. Afinal, já convivemos diariamente com ela. Ela está ao seu lado, no carro novo do vizinho, no celular que seu amigo adquiriu e colocou a foto e as funcionalidades nas redes sociais. Claro que a propaganda tradicional vai sobreviver ainda por muito, muito tempo. Mas se adaptar à evolução do mercado e às novas tecnologias é questão de sobrevivência para o marketing..

    Fonte: www.mundodomarketing.com.br

    O marketing invisível procura saber a reação do publico com o produto novo e sofisticado no mercado ou ate mesmo aqueles que não são tão conhecidos. como citado no exemplo acima do carro sofisticado que o blogueiro ganhou e com isso ele começa a fazer "propaganda" do carro em seu blog, falando o quanto sofisticado e moderno ele é. o marketing causa reações diferentes nas pessoas para que essas reações sejam cada vez mais alimentadas, começam a fazer propagando do produto, mesmo sem necessitarmos do produto compramos deixamos ser manipulados pelos produtos e marcas, pelo o que esta sendo postado na internet pelo que escutamos e vemos na TV e nos rádios.
    Grupo: Karynne Benício
    Joyce Almeida
    Ronyclécio Alexandre

    ResponderExcluir
  12. Estamos constantemente recebendo propagandas explícitas em revistas, jornais, na tv, nas redes sociais... E isso não nos chama mais tanto a atenção. O esforço se multiplica cada vez mais para vender o produto com um mercado e sua concorrência acirrada . O Marketing Invisível foi criado justamente para isso, para que nós possamos consumir sem que percebamos que fomos instruídos a isso. Podemos "passar por cima" das revistas ou dos comerciais mas, se alguém visivelmente bem, com um bom comportamento perante a sociedade mostra algo, fala sobre e traz adjetivos peculiares, com certeza, nos sentiremos atraídos. Esse tipo de Marketing não vem até nós, apenas faz com que vejamos ele. Pessoas são capacitadas e circunstâncias são criadas para nos testar e perceber nossa reação diante dos produtos. Um grande exemplo é a coca-cola, que nas novelas, nos filmes, seriados e muitos outros lugares, é colocada propositalmente exposta com finalidade de uma propaganda, só que ninguém nos diz para consumir, é algo discreto e, ainda sabemos que não é benéfico para saúde mas, mesmo assim é consumida.
    Está sendo bastante utilizado, visto que funciona. E como funciona! Isso nos leva a questionar se no nosso cotidiano não estamos fazendo parte desse tipo de Marketing. Nos sentimos lesionados ? Se o produto atendeu nossas necessidades e expectativas, agradeceremos por ter sido apresentado a nossas vidas. Não encaro como algo antiético. É apenas uma nova forma de apresentar o produto. Se é que posso usar nova, pois mesmo quando não existia todas as ferramentas tecnológicas, modelos de pessoas e famílias já eram copiados. Os limites são iguais no básico. Em não se aproveitar da fragilidade do público-alvo , não enganar, etc. Como bem colocado no Código de Defesa do Consumidor, no art. 37 § 2º, que trata das propagandas abusivas e/ou enganosas.
    E como em todos os processos de escolhas, deve haver criticidade, independente de fazer parte do Marketing Invisível.
    Então, é um tipo de propaganda muito válido. Coloca o produto perto do cliente, mostra como é usado no cotidiano.

    Equipe:
    Ana Karla;
    Renato Monteiro;
    Roberta Vanessa.

    ResponderExcluir
  13. A relação entre marketing e ética é um tema bastante complexo e subjetivo. Por um lado o marketing é uma ferramenta ligada ao sistema capitalista, onde pessoas são estimuladas a consumirem, porém por outro lado, em uma visão mais prática o marketing é visto como uma ferramenta de precificação, propaganda e vendas. Essa complexa relação entre marketing e ética ficou mais perceptível, com o marketing de propaganda invisível, pois como é abordado na reportagem da Revista Superinteressante, as pessoas são mais sensíveis a opiniões de vizinhos e amigos, e isso fez com que diversas empresas adotassem esse tipo de marketing para popularizar seus produtos e serviços. Podemos citar como exemplo de marketing invisível, quando assistimos ao Big Brother Brasil 2014, pudemos ver no televisor em que o apresentador Pedro Bial aparece todos os dias, a marca da Panasonic na parte de baixo do produto. Esse tipo de marketing faz uso de celebridades, jornalistas ou pessoas comuns contratadas para falar bem de um produto, um serviço ou uma marca por meio de blogs, redes sociais ou entrevistas. Pessoas não gostam de ser manipuladas, portanto esse é um limite da ética no marketing invísivel. O reconhecimento e a aceitação social dependem cada vez mais do consumo ou daquilo que se possua ou seja capaz de possuir, portanto como profissionais do marketing nós trabalharíamos a favor do funcionamento psíquico do consumidor.

    Equipe: Andreza, Deborah, Gabrielle, Guilherme, Lissandra, Wyllyanna.

    ResponderExcluir
  14. O ser humano, em sua infinita capacidade de criar e se reinventar à medida que a sociedade evolui, sempre buscou o seu bem-estar com qualidade de vida. Os avanços tecnológicos permitiram que a grande massa populacional tivesse conhecimento das novidades do mundo contemporâneo, dessa maneira, a publicidade tradicional encabeçada pelas revistas, jornais, outdoors, rádio e a televisão, divulgam os mais diversos produtos ou serviços com a finalidade de convencer as pessoas a consumirem. O atual cenário de corrida das organizações em busca da pole position dessa “Formula 1 Empresarial”, cujo autódromo é o mercado consumidor em que as empresas disputam as melhores colocações em vendas e faturamento, tornou-se uma verdadeira guerra mercadológica à qual somente alcançarão o pódio aquelas que estiverem atentas aos desejos do sempre exigente consumidor. O desgaste e o bombardeio de informações do marketing tradicional são perceptíveis às organizações, bem como ao consumidor, por deixar clara demais essa busca desenfreada em convencer as pessoas a apenas consumir, sendo necessário novas alternativas. Em razão disso, surge o marketing invisível que humaniza a propaganda de forma implícita, levando as pessoas ao pódio do consumo satisfatório, esquecendo muitas vezes em conciliar ética e moral, como já foi citado em exemplos acima. Existindo de certa forma uma manipulação no marketing invisível, tornando-se essencial numa alternativa de substituir os modelos comuns de publicidades, uma vez que obteve resultados surpreendentes. Equipe: Igor, Natália, Thalefy, Stefane

    ResponderExcluir