quinta-feira, 29 de maio de 2014

Solução para mobilidade urbana pode passar pelas redes sociais

http://www.mobilize.org.br/noticias/6424/solucao-para-mobilidade-urbana-pode-passar-pelas-redes-sociais.html


Por: Danilo Emerich / Mobilize - 27/05/2014

Uma das soluções para o caos da mobilidade urbana pode passar pelas redes sociais. Embora ainda esteja em marcha lenta no Brasil, a ideia já é bastante difundida no exterior. Um processo que o jornalista e fundador do projeto Catraca Livre, Gilberto Dimenstein, estima que, por aqui, levará ainda uns dez anos até que as informações sobre o trânsito se expandam e sejam compartilhadas no mesmo nível dos serviços e das atividades culturais hoje presentes na internet.

Dimenstein é um dos palestrantes do Seminário Meio Ambiente e Cidadania 2014 – Equações para o caos da mobilidade urbana, que será realizado na próxima sexta-feira, no Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte. O evento é promovido pelo Hoje em Dia e chega à 12º edição.

Tecnologia

Gilberto falará sobre exemplos que fazem a diferença e apontam caminhos para o futuro sustentável das cidades e como a educação e a criatividade podem ajudar. Segundo ele, aplicativos para celulares como o Waze, compartilhamento de caronas e carros, a localização de ônibus, solicitação de táxis e de serviços urbanos podem ajudar, e muito, a vida do cidadão.

O fundador do Catraca Livre afirma que, no Brasil, ainda poucos usam essas tecnologias. “Não é todo mundo que tem um celular e ainda mais um smartphone. Mapear a cidade é um conceito novo”, afirma.

Para Dimenstein, o compartilhamento de caronas e carros, por exemplo, é uma boa solução, assim como informações culturais e de serviços. “Precisamos criar uma cidade inteligente”, disse.

O seminário também trará a segunda edição do concurso de melhor artigo sobre o evento. A participação é aberta a todos os universitários matriculados em faculdades mineiras. O melhor trabalho será publicado em um caderno especial do Hoje em Dia, com circulação em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

domingo, 18 de maio de 2014

Aniversário de Caruaru tem protesto e abertura do São João terá outro

http://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2014/05/aniversario-de-caruaru-tem-protesto-e-abertura-do-sao-joao-tera-outro.html

No Agreste pernambucano, durante a solenidade dos 157 anos de Caruaru, comemorado neste domingo (18), professores municipais protestaram para pedir salários adequados ao piso e melhores estruturas na educação. As cerimônias ocorreram no Marco Zero e na Igreja de Nossa Senhora da Conceição com a presença do prefeito José Queiroz (PDT), do vice Jorge Gomes (PSB), do governador João Lyra Nerto (PSB) e de deputados e outras autoridades. Segundo Fred Santiago, representante da Associação dos Trabalhadores em Educação do município (Atec), mais uma manifestação será realizada na abertura do São João, junto a mototaxistas, feirantes e outras categorias.
 
"O movimento dos professores já tem mais de um ano em função do PCC [Plano de Cargos e Carreiras], nós tivemos 82 dias de greve e o prefeito não sinalizou de modo algum para conversar com a categoria. Isso motivou nossa vinda até aqui porque é a única forma de chegar perto dessas autoridades, na tentativa de sensibilizá-las, para que prefeito, governador e deputados olhem com mais responsabilidade pra educação de Caruaru", explicou Fabiano Andrade, da Atec. Sobre as ações dos docentes, o prefeito disse que "interessa a comemoração do aniversário da cidade e a expressão de 340 mil pessoas, por isso mesmo, queremos falar apenas as coisas positivas, dos nossos antepassados (...). As outras coisas ficam por conta da comunidade, do julgamento, do juízo de valor de cada um".

O prefeito ressaltou a presença do governador, filho do município. "Motivo de sobra para que celebremos ainda mais com o coração este momento que Caruaru nos propicia e que o povo de Pernambuco assiste", declarou. Lyra Neto falou de como é chegar em Caruaru no momento atual. "Eu já fui prefeito durante oito anos e aqui estava nesta igreja, aqui é o Marco Zero da minha cidade, aqui começou nossa história e a da nossa feira. E chegar aqui como governador do estado, além de ser uma alegria muito grande, é uma honra muito grande, porque é da trajetória política da minha família. E nós chegamos ao cargo mais alto do estado de Pernambuco e tudo isso eu devo ao povo de Caruaru".

 Instituição que representa mototaxistas organiza o novo protesto. (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca) 
Instituição que representa mototaxistas organiza o
novo protesto. (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)
Movimento 'A Avenida É Nossa'

A abertura do São João ocorrerá no dia 31 de maio e para a data é programada a manifestação chamada "A Avenida É Nossa". O evento é organizado pela Cooperativa dos Mototaxistas do Agreste (Coopermoto Agreste) em parceria com professores, feirantes e pessoas que desejam protestar contra a Copa do Mundo. Juntos, eles pedem melhorias nas respectivas áreas e pretendem reunir cinco mil pessoas.

A reivindicação dos mototaxistas é direcionada à Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes (Destra), que "precisa tomar uma posição definitiva sobre a fiscalização: ou regulariza todo mundo ou todos ficam sem [placas especiais, coletes, adesivos, dentre outras identificações], porque o número de ilegais vem crescendo. Se escolher deixar como está, nosso departamento jurídico vai entrar com ação para que cada mototaxista seja indenizado em R$ 35 mil", afirma o presidente da Coopermoto Agreste, André Santiago.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Políticas para a mobilidade: está mais do que na hora

http://www.mobilize.org.br/noticias/6279/arte-tecnica-e-politica-para-a-mobilidade.html

Por: Marcos de Souza/ Mobilize- 30/04/2013

Trânsito caótico, resultado de um modelo falido 


Reportagem publicada pelo jornal O Povo, de Fortaleza, na semana passada, mostra que a doença do trânsito maluco já se espalhou por todas as capitais do Brasil e especialmente no Nordeste, região que hoje vive uma grande onda de crescimento, com suas oportunidades e armadilhas.

Por enquanto, as novas metrópoles parecem estar repetindo o trinômio apartamento-carro-shopping, que abriu espaço exagerado para o automóvel e afastou as pessoas das ruas. E, de forma geral, a resposta das autoridades tem sido o investimento maciço na abertura de novas vias, alargamento de avenidas e a construção de viadutos e pontes, solução que apenas adia ou transfere os congestionamentos para outros lugares, ou tempos. Como se sabe, o congestionamento volta. Mais forte, com violência, ruidoso, a pedir mais e mais espaço.

A matéria fortalezense acerta ao recomendar que as pessoas busquem o caminho da convivência e da gentileza urbana nas ruas, entre pedestres, ciclistas e condutores de veículos motorizados. Faltou apenas apontar a necessidade urgente de mudar a direção dos investimentos públicos para obras que tragam benefícios também públicos: corredores de ônibus, trens e veículos sobre trilhos, metrôs, sistemas de barcos, ciclovias e calçadas.

Os enganos do modelo urbano importado da América do Norte - condomínios fechados, distantes dos centros, acessíveis apenas por automóveis - se mostram plenamente no bairro de Alphaville, na Grande São Paulo, hoje às voltas com enormes desafios de mobilidade e segurança. Os problemas foram tema de um seminário realizado ha alguns dias, com a presença de urbanistas, especialistas em transportes e gestores públicos, todos em busca de soluções para a região.

Longe dos gabinetes, as respostas positivas estão nascendo de iniciativas individuais, ou de pequenas organizações, como os estudantes de Porto Alegre, que pretendem adesivar os ônibus da cidade para estimular o usos do transporte público. Ou os "parklets", vagas vivas que ocupam as laterais  das ruas com pequenas instalações para abrigar (e reunir) pessoas, tal como os implantados em São Paulo por iniciativa do Instituto Mobilidade Verde e agora oficializados pela prefeitura da capital paulista.

Enfim, as boas práticas já estão nas ruas, na história das cidades, no desejo das pessoas. E há que combinar uma ação técnica, de desenho, de projeto, com ações políticas, que rompam o imobilismo (perdão pelo trocadilho) dos gestores públicos.