sábado, 14 de dezembro de 2013

Apresentação Plano de Produto/ Marketing 2013.2

Foi desenvolvido pelos alunos da turma 2013.2 trabalho de criação de produto/serviço  junto a elaboração do  plano de marketing, os quais tiveram como base o tema  "Mobilidade Urbana" para desenvolverem seus trabalhos. A apresentação do plano de produto aconteceu no dia 05 de Novembro 2013 no  Campus Caruaru- UPE.  







domingo, 20 de outubro de 2013

Mobilidade urbana é desafio para as empresas

http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Claudio-Tieghi/noticia/2013/07/mobilidade-urbana-e-desafio-para-empresas.html

Os transportes têm grande impacto na economia e na qualidade de vida das pessoas e, quando problemáticos, custam caro à sociedade

Por Claudio Tieghi - 18/07/2013






As pautas levantadas nas ruas das grandes cidades brasileiras têm muita relação com o desenvolvimento sustentável da sociedade que tanto almejamos. Mais do que o aumento de centavos na tarifa do transporte público, o que está em questão é a mobilidade, um direito dos cidadãos.

Estamos vivendo hoje as consequências de políticas públicas equivocadas e da falta de planejamento para o desenvolvimento das cidades. Na década de 1950, a população brasileira urbanizada era da ordem de 36%. Atualmente, chega a 84,2%, e a previsão é alcançarmos 92,3% até 2050. Há, portanto, um grande desafio para que possamos promover o desenvolvimento dos negócios nas cidades buscando o equilíbrio entre os aspectos econômicos, a felicidade das pessoas e a harmonia com o meio ambiente.



As manifestações da sociedade nos lembram de que o Plano Nacional de Logística e Transportes e a Política Nacional de Mudança do Clima contemplam a redução de fretes por rodovias e o investimento em modais de transportes mais eficientes, do ponto de vista energético e ambiental. Além disso, prevê que o transporte ferroviário salte da atual marca de 25% para 32%, e o aquaviário, de 13% para 29% nos próximos 15 ou 20 anos. Se cumprirmos as propostas e as metas anunciadas, reduziremos a pegada ecológica da destruição dos produtos que chegam às cidades todos os dias, além, é claro, de contribuir com a mobilidade das pessoas, sem perder de vista a questão econômica. Tais mudanças necessariamente deverão contribuir para a redução dos custos de tais produtos de forma a beneficiar a todos.

Segundo a pesquisa “Sustentabilidade Aqui e Agora” realizada em 2010, o brasileiro deseja produtos e serviços que tenham a inovação como valor e a visão de um mundo mais sustentável como compromisso. As tarifas dos transportes brasileiros, a exemplo da cidade de São Paulo, estão entre as mais caras do mundo e seguem no sentido contrário dos anseios da sociedade.

A mobilidade urbana tem grande impacto na economia e na qualidade de vida das pessoas. Quando problemática, custa caro ao Estado e à sociedade, em virtude das perdas que proporciona. As pequenas e as médias empresas podem e devem adotar práticas para evitar que seus funcionários apresentem sintomas como estresse e que a empresa perca produtividade. Para minimizar esse tipo de consequência, é cada vez mais frequente empresas adotarem horários flexíveis de entrada e saída, home office ao menos um dia por semana, incentivos para a utilização de transportes alternativos e também o hábito da carona coletiva.

Para os empreendedores, recomendo que encarem a mobilidade urbana, incluindo a logística de produtos e serviços, como um indicador de gestão com as seguintes variáveis: redução de custos, baixa emissão de carbono e felicidade das pessoas. Além disso, recomendo que identifiquem oportunidades de expansão dos negócios em comunidades já economicamente ativas e mais afastadas dos grandes centros. Ouvindo o recado da sociedade, de forma inovadora e comprometida com a sustentabilidade.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

3º Ciclo de debates


O próximo ciclo de debates acontecerá no dia 23 de outubro (quarta-feira) e terá como tema central Mobilidade urbana numa perspectiva crítica com o mediador Cedrick Cunha- Doutorando e pesquisador em mobilidade e sistemas tecnológicos. Inscrições no e-mail debatesemmobilidade@gmail.com 

2º Ciclo de Debates em Mobilidade








Aconteceu no dia 10 de outubro o 2º Ciclo de debates em Mobilidade no auditório da Universidade de Pernambuco Campus Caruaru, com o tema principal   Mídias sociais online e suas repercussões sobre representações de consumo com Mychelle Jacob – Profa. da Universidade de Pernambuco e Colaboradora da MENSCH. 

sábado, 28 de setembro de 2013

1º Ciclo de debates em Mobilidade



1º Ciclo de debates em Mobilidade com Daniel Finizola (Diretória de participação digital Prefeitura de Caruaru). 
O debate aconteceu no dia 25 de Setembro no auditório da UPE Campus Caruaru.




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O futuro da mobilidade

http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/o-futuro-da-mobilidade/67448/


Muito mais amplo do que a própria Internet, a tecnologia móvel tende a se tornar a maior e principal revolução tecnológica do futuro próximo.Ao permitir que indivíduos e empresas se comuniquem a qualquer momento e em qualquer lugar, a mobilidade mudará a forma dos seres humanos interagirem entre si.


Sandro Gatto

Num futuro bem próximo, a mobilidade mudará a forma dos seres humanos e empresas interagirem, interferindo e alterando suas relações familiares, sociais, afetivas e pro ssionais
Uma pesquisa realizada pela revista americana "Time" com a Qualcomm mostra que quase seis em cada dez usuários (58%) usam o aparelho uma vez a cada 30 minutos. O levantamento revela ainda que mais da metade navega na internet usando os dispositivos ao menos 1 vez ao dia. Há 5 anos essa proporção não passava de 10%. Ainda sobre alguns números, as vendas de Tablets no Brasil cresceram 64% no segundo trimestre de 2012, enquanto no mesmo período a venda de Desktops e Notebooks cresceu apenas 2%.

As tecnologias móveis já estão acessíveis a todos, em especial, aos usuários corporativos. Cada vez mais as empresas precisam ter acesso, em tempo real, às aplicações corporativas que permitam as tomadas de decisão imediatas. Também existe a necessidade de interação com suas equipes de forma rápida e dinâmica. No segmento de saúde, por exemplo, já existem várias alternativas disponíveis e que podem ser utilizadas pelos profissionais da área, aumentando a eficácia e a produtividades dos hospitais. Outro mercado que vem se beneficiando dessa inovação é o comércio eletrônico.
Nesse contexto, muitas empresas já estão se antecipando às tendências e disponibilizando muitas soluções para atender essa demanda que já é crescente há algum tempo. Segundo uma outra recente pesquisa feita pela CISCO, ainda em 2012 teremos mais dispositivos móveis do que toda a população do planeta. Estamos falando aqui de 7 BILHÕES de pessoas... E não paramos nisso: em 2016 serão mais de 10 Bilhões de aparelhos conectados, confirmando a tese que teremos mais pessoas acessando a internet por um dispositivo móvel do que em um computador convencional. Temos aqui a clara indicação de quanto a humanidade se tornará dependente destes dispositivos.
Direcionando a questão para o mercado corporativo, temos um grande leque de itens que devem ser observados quando tratarmos desta evolução:
• Por quais áreas de negócios devemos começar?
• Que tipos de dispositivos precisaremos?
Quais aplicações serão mais funcionais?
• Quais os benefícios essas tecnologias podem trazer para as corporações?
• Quais as tecnologias mais adequadas para cada tipo de negócio?
• Quais as tecnologias mais promissoras e seus impactos no futuro ?
Diante desse complexo cenário, a evolução das soluções de mobilidade é transferida para um nível mais estratégico, totalmente ligado à questões como produtividade , competitividade e ferramentas de colaboração. Essa demanda deixa claro que um dos principais viabilizadores dessa evolução é a atenção que deve ser dada ao formato de implementação dessas soluções. Não podemos esquecer que um dos grandes motivos dos fracassos em algumas implementações de tecnologias nas empresas se deve ao fato delas investirem pouco tempo nas fases de análise.
De acordo com o exposto , uma boa implementação de um ambiente móvel deve considerar:
A possibilidade dos colaboradores se conectar às aplicações do negócio e estar sempre atualizados, em tempo real, em relação aos indicadores mais adequados às suas atividades. Sempre de forma simples e acessível.A permissão e o incentivo da utilização de ferramentas de colaboração, que permitam a interação entre colaboradores com o máximo de aproveitamento do capital intelectual acumulado individualmente.A possibilidade de captura e o compartilhamento da informação: além de permanentemente conectado, o colaborador móvel deve ter a oportunidade de usar a tecnologia para aplicações de coleta de dados e/ou visualização de cenários. As ferramentas de BI são um grande exemplo para esse item.A necessidade de pró-atividade no modelo de chegada da informação ao gestor ou usuário, evitando assim o trabalho de busca, esquecimentos e falta de tempo para acessá-las.
Ainda sobre os exemplos acima, devemos avaliar as mudanças que ocorreram nesses ambientes nos últimos anos. Antigamente, usuários de aplicações empresariais deveriam acessar os sistemas de informação, selecionar os relatórios e dados que precisavam ser analisados e só então poderiam imprimir ou visualizar esses cenários para as tomadas de decisão. Com a chegada da mobilidade, essas informações podem e devem ser disparadas automaticamente, de acordo com cada demanda seletiva, permitindo que os usuários recebam os dados nos formatos que mais se adequarem a cada tipo de trabalho: e-mail, SMS, anexos, gráficos, etc. Soma-se a isso o tempo cada vez mais escassos dos executivos para irem atrás das informações. Com as tecnologias disponíveis atualmente, são elas que devem chegar até eles, com cada periodicidade específica e determinada de forma personalizada por cada profissional.
Em mais uma pesquisa, dessa vez realizada pela Citrix nos BRICs, a popularização desses aparelhos fica bem notória: 44% dos entrevistados disseram que esses recursos ajudam nos seus negócios corporativos. Foram ouvidos 1.900 profissionais seniores de TI. Somente no Brasil, atingimos a impressionante marca de 5 milhões de usuários de Tablets. Há pouco mais de 1 ano esse número não passava de 220.000. Isso sem contar os 32 Milhões de Smartphones utilizados no país.
Para complementar o caso, ainda temos em curso uma nova mudança: Estamos saindo do paradigma do "personal computer" para a "personal cloud". As pessoas andam nas ruas com servidores nos bolsos e todas as informações estão armazenadas na nuvem.
Em resumo, devemos perceber e nos preparar para essa sutil mudança que vem ocorrendo no assunto em questão. Já estão evidenciados os caminhos que serão seguidos nesse tema e também os benefícios que serão oferecidos por essa nova tendência. A mobilidade veio para ficar e certamente contribuirá muito com o modelo pelo qual nos relacionaremos e nos comunicaremos num futuro não muito distante.

Apresentação do Plano de Produto 2013.1

Foi desenvolvido pelos alunos da turma 2013.1 trabalho de criação de produto/serviço  junto a elaboração do  plano de marketing, os quais tiveram como base o tema  "Mobilidade Urbana" para desenvolverem seus trabalhos. A apresentação do plano de produto aconteceu no dia 20 de junho 2013 no auditório Campus Caruaru- UPE.  









terça-feira, 18 de junho de 2013

Falta de estrutura do Recife vira destaque na imprensa nacional e internacional

http://migre.me/f4HEX


Em publicações tradicionais brasileiras como o Estadão/SP, os problemas identificados no metrô, nos ônibus e no entorno da Arena foram destaque, assim como a sujeira, lama e falta de comida e bebida nos bares

Publicado em 17/06/2013, às 15h35

Do JC Online

BBC de Londres destacou o caos no primeiro jogo da Copa das Confederações da Arena Pernambuco / Foto: Reprodução/BBC

BBC de Londres destacou o caos no primeiro jogo da Copa das Confederações da Arena Pernambuco

Foto: Reprodução/BBC

Não foi só a imprensa e o torcedor pernambucana que reclamaram da bagunça generalizada presenciada neste domingo (16) na Arena Pernambuco, para o jogo entre Espanha x Uruguai, pela Copa das Confederações. 

Basta fazer uma rápida pesquisa na internet para constatar que os principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo teceram duras críticas ao esquema montado para receber os torcedores. 
Em publicações tradicionais brasileiras como oEstadão/SP, os problemas identificados no metrô, nos ônibus e no entorno da Arena foram destaque, assim como a sujeira, lama e falta de comida e bebida nos bares. Lance!UolFolha de São PauloZero Hora entre outros, também destacaram o caos na capital pernambucana. Já naRevista Placar, especializada em esportes, a manchete foi taxativa: "Brasil e Recife estão longe de saber organizar uma Copa do Mundo".
Mas a vergonha que Pernambuco passou após a primeira partida da Copa das Confederações extrapolou as fronteiras brasileiras. A BBC, de Londres, um dos principais veículos de comunicação do mundo, também fez muitas críticas à organização do evento em seu site - "Torcedores enfrentam maratona para chegar à Arena Pernambuco".
Após a chuva de críticas, o secretário-extraordinário da Copa, Ricardo Leitão culpou CBTU e Fifa por problemas no acesso e na saída da Arena Pernambuco.
O fato é que a Secopa terá pouco mais de 48 horas para tentar remediar o que parece irremediável. O próximo jogo na Arena é nesta quarta-feira (19), entre Itália x Japão, às 19h.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A força do conteúdo colaborativo

http://www.ideiademarketing.com.br/2013/05/20/a-forca-do-conteudo-colaborativo/

A mídia não é mais propriedade exclusiva dos meios oficiais. Muito pelo contrário, a população é convocada a participar da construção da notícia e cada vez mais os veículos estão abrindo espaço para esse tipo de colaboração.
Como ignorar esse momento tão rico em produção de conteúdo que estamos vivendo? Produzir conteúdo nunca esteve tão acessível e ao mesmo tempo tão complexo. Cada vez mais nos informamos por meio das mídias sociais, através do comentário de amigos e compartilhamento de conteúdo. A colaboração faz a notícia de forma cada vez mais veloz, e assim os meios de imprensa tradicionais estão ficando para trás.
Um bom exemplo recente que ilustra essa questão da colaboração foi o atentado à maratona de Boston, nos Estados Unidos. O episódio aconteceu no dia 15 de abril, matou três pessoas e deixou mais de 250 feridos. Todos os presentes no local que tiraram fotos do evento, foram mobilizados para colaborar na investigação dos suspeitos. Em questão de horas o governo americano tinha em mãos um material riquíssimo que foi fundamental na resolução do crime. A questão que quero analisar aqui é que o conteúdo colaborativo já é um aliado da imprensa na cobertura de eventos há muito tempo, mas não me lembro de um caso dessa natureza ter sido resolvido tão rápido, e ainda com apoio da informação colaborativa.

A mídia não é mais propriedade exclusiva dos meios oficiais. Muito pelo contrário, a população é convocada a participar da construção da notícia e cada vez mais os veículos estão abrindo espaço para esse tipo de colaboração. Paralelo a esse cenário colaborativo temos a produção de informação independente, que se espalha rapidamente nas redes sociais e que mostra opiniões diferentes daquela que a imprensa oficial quer passar. Melhor ou pior? Simplesmente independente!
O fantástico desse tipo de informação é a forma como ela é construída. Cada participante do fato vai colocando ali o seu pedacinho e no final o que temos é uma história tecida a partir de pequenas informações, comentários e pontos de vistas.
A interatividade é uma demanda social e não apenas das novas gerações. Está cada vez mais difícil ficar assistindo passivamente uma notícia na televisão quando temos um universo de histórias paralelas sobre o mesmo fato correndo nas mídias sociais. Vídeos, fotos, relatos, fazem da informação uma história sem fim na internet porque sempre vão existir pessoas replicando, comentando e acrescentando algo novo.
A questão que fica é o que os veículos de comunicação e as empresas vão fazer diante dessa realidade. Ignorar um movimento tão rico, ou tentar calar milhares de vozes por medo, não é e nunca será a atitude mais inteligente.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cultura da Mobilidade

Resenha crítica: Cultura da Mobilidade*
                             
            O artigo Cultura da Mobilidade, cujo autor é André Lemos (professor do programa de Pós-graduação da UFBA/BA/BR), trata da necessidade de mobilidade que é inerente ao homem, analisando-a por diferentes aspectos, sejam eles tecnológicos, sociais ou antropológicos, além de ter a comunicação como principal foco de análise, tratando a atual mobilidade como locativa.
O objetivo deste artigo é discutir sobre as mudanças ocorridas ao longo do tempo, que tornaram possível uma cultura de mobilidade muito mais disseminada, abrangendo espaços físicos, pessoas, informações, tecnologia e objetos. Ao tratar sobre a mobilidade locativa defende-se a ideia de que ela facilita a descoberta e aprimora o conhecimento de novas culturas.      
O ser humano é um ser social, ao qual é nata a capacidade de adaptação e alojamento em diferentes grupos e culturas, porém há também uma necessidade de isolamento, particularização e privacidade. A mobilidade transita entre esses dois polos, e por meio da comunicação é possível o deslocamento, pois ela se estabelece nessa dinâmica do móvel com o imóvel e implica na saída da “zona de conforto” (particularização, privacidade) rumo às novas descobertas e diferentes diálogos.
            Entretanto, há vários tipos de mobilidade: a física, informacional-visual, social, entre outras. No mundo contemporâneo o acesso a informações, capacidade de deslocamento por meio de meios de transporte, divulgação de notícias e apreensão de conhecimento, acontece de maneira rápida e eficiente, demonstrando a capacidade de fusão entre estas tantas formas de mobilidade humana.
            Salienta-se que a aliança entre comunicação, espacialização e mobilidade é pouco estudada, porém é relevante a observação destes três pontos para que seja definida a dinâmica da sociedade atual. Hoje, graças à internet, redes wifi, blogs e sites de relacionamento, as possibilidades de consumir, produzir e distribuir informação são muito maiores.
            É ressaltado ainda que as diversas faces da mobilidade compartilham do mesmo objetivo, ainda que de maneiras diferentes e que elas podem fazer parte de um mesmo contexto. Porém, é necessário que haja a politização, planejamento e democratização da mobilidade, para que ela possa ser disseminada nos diferentes grupos sociais.                        Portanto, apesar da extensibilidade (capacidade e habilidade de deslocamento), acessibilidade (possibilidade de alcançar certos pontos) e rapidez terem se tornado ícones da época atual, e de não só a divulgação de informações, mas também o deslocamento físico e as mudanças de grupos sociais (ascensão) acontecerem de maneira muito mais acelerada, ainda há muita desigualdade social e isto dificulta a democratização da mobilidade. A velocidade com que se tem acesso à internet e os conhecimentos intelectuais e culturais dos indivíduos são fatores que influenciam este processo. Por isso deve existir um planejamento bem estruturado que considere estas questões e proponha as devidas soluções para estes paradigmas.
            Considera-se também que a mobilidade acontece entre o processo de desterritorialização e territorialização e é capaz de alterar o ambiente já existente e também de criar novas espacializações. Essa nova modalidade de espaço informacional pode significar acomodação, já que tudo está ao alcance das mãos, mas pode também ser vista como comodidade, facilitando a busca de conhecimentos.
Assim, a globalização pode ser uma janela para outros mundos e uma ferramenta para ultrapassagem das fronteiras impostas pela geografia. A mídia contemporânea ressignificou os sentidos de espaço, tempo e serviços, mas se vista pela ótica de que este “novo mundo” é uma forma de alienação e de afastamento da realidade, será encarada de maneira negativa.
Enfim, defende-se a articulação entre as diferentes mobilidades, salientando que todas elas se complementam e que as mídias, sites de compras, internet e redes sociais foram criadas com o intuito de complementar as diversas formas de comunicação e distribuição de informações e serviços já existentes.
Portanto, a mobilidade existe para adicionar qualidades informacionais, dimensionando os lugares de acordo com as mudanças na sociedade, e aprimorar as características e formas já existentes nesses espaços. Os lugares servem como pilares em que se apoiam as novas tecnologias, onde é possível compartilhar, narrar e contatar informações produzidas por qualquer indivíduo.

* Resenha Crítica do texto: LEMOS, André. Cultura da Mobilidade. Porto Alegre: Revista FAMECOS, nº 40, dez, 2009. Elaborada por Eline Morais Pinheiro, bolsista de IC do Projeto ‘Mobilidade e Reconfigurações do Espaço Urbano’, orientado pela Profa. Adriana Cordeiro.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Palestra sobre Mobilidade Urbana na UPE



Palestra sobre mobilidade urbana "Pernambuco em Movimento: repensando os caminhos para mobilidade urbana" com Professor Cédrick Cunha Msc.
Dia: 22 de Abril (segunda-feira)
Hora: 19h00
Local: Auditório da UPE Caruaru

quarta-feira, 20 de março de 2013

Como a Copa vai obrigar o país a enfrentar seus problemas

http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/como-a-copa-vai-obrigar-o-pais-a-enfrentar-seus-problemas


Fórum promovido pela revista Exame discute as oportunidades de 2014. E até Nizan, da campanha 'imagina a festa', prevê um choque benéfico de realidade

Giancarlo Lepiani
Ronaldo aparece como uma versão brasileira do Tio Sam na campanha da Brahma que condena o pessimismo em relação à Copa. A AmBev é uma das parceiras comerciais do evento
Ronaldo aparece como uma versão brasileira do Tio Sam na campanha da Brahma que condena o pessimismo em relação à Copa. A AmBev é uma das parceiras comerciais do evento (Reprodução)
"Será a hora H das nossas deficiências . Os problemas serão muito benéficos. A Copa dará ao país uma nova urgência", disse Nizan Guanaes"A Copa do Mundo deverá ser uma combinação entre nossa capacidade de fazer e nossa disposição em aprender", afirmou Aldo Rebelo
Faltando apenas um ano e meio para a Copa do Mundo, o país já começou a adequar suas expectativas em relação ao evento. Convencidos de que não serão capazes de fazer um Mundial irretocável - em função, por exemplo, dos avanços tímidos em áreas como mobilidade urbana e infraestrutura aeroportuária -, os brasileiros agora trabalham nas poucas soluções que ainda podem ser perseguidas a tempo de melhorar a recepção aos visitantes em 2014. Dentro desse contexto, os tropeços, dados como inevitáveis, ganham uma importância maior que os êxitos - e fazem das oportunidades perdidas pelo país desde 2007, quando foi confirmado pela Fifa como sede do evento, uma herança até mais importante que as melhorias concretas que o Mundial trará. "O grande legado da Copa será a insatisfação que ela vai provocar no país. Não podemos mais fugir de discutir nossos problemas", afirma o publicitário Nizan Guanaes, chairman do Grupo ABC. Ele foi um dos participantes do fórum promovido pela revista Exame, da Editora Abril, que também publica VEJA, para discutir o que o país vai ganhar com o Mundial, na segunda-feira, em São Paulo.
Nizan é um dos responsáveis pela campanha publicitária que faz referência ao pessimismo do brasileiro em relação à Copa - a versão da cerveja Brahma transforma o "imagina na Copa" em "imagina a festa". Nos anúncios da marca, o Mundial de 2014 é retratado de maneira ufanista, como uma enorme celebração em que tudo dá certo. O publicitário, no entanto, é muito mais cético que o tom das propagandas, reconhecendo que a Copa terá, sim, muitas falhas. "Não vamos resolver tudo. A Copa do Brasil não será a Copa da Alemanha. Vamos fazer do nosso jeito", prevê. "Temos tudo para ganhar pontos nos quesitos em que somos fortes. Há coisas que nós fazemos melhor que os outros e que serão vistas por todos. Mas vai faltar força de trabalho qualificada, por exemplo. Em resumo, não há motivo nem para arrogância nem para derrotismo." De acordo com Nizan, o Mundial marcará o momento em que o país ficará frente a frente com suas maiores dificuldades e não terá como fugir dessa realidade. "Será a hora H das nossas deficiências. As falhas e os problemas serão muito benéficos. O melhor dessa Copa é que ela vai colocar o país em comparação com o mundo. O Brasil estava concorrendo com ele mesmo e ganhou, pois o Brasil de hoje é claramente melhor que o Brasil do passado. A Copa dará ao país uma nova urgência."

Apontado por Nizan Guanaes como um provável ponto negativo do país em 2014, o setor de prestação de serviços também é visto com preocupação por outros participantes do encontro. "Nossa área de serviços é amadorística. Dá tempo de melhorar para a Copa, mas precisa ter investimento e vontade", disse Marcos Nicolas, diretor-executivo da Ernst & Young Terco. "Copa é muito mais que estádio. Devemos incentivar um 'choque de Copa' aqui no país. É indispensável ser profissional e copiar os bons exemplos." Assim como Nizan, o executivo diz que o ufanismo é negativo e defende que o Brasil aproveite 2014 para encarar de vez seus problemas. "Otimismo sem inteligência para justificá-lo é ignorância. A gente precisa saber o que nos causa medo e transformar isso em oportunidades." Nicolas citou o número relativamente baixo de brasileiros que dominam outros idiomas como um dos aspectos em que é possível aproveitar a chance e evoluir. Roland de Bonadona, diretor-geral da Accor na América Latina, concorda. "Encerrada a Copa, teremos uma capacidade bem maior de receber as pessoas que falam outras línguas." O executivo admite, porém, que no decorrer do evento isso deve ser um obstáculo ao visitante - tanto que a gigante da hotelaria estuda trazer funcionários de outros países para reforçar suas equipes em 2014. Ainda assim, ele acha que o Brasil ganhará uma projeção positiva. "Temos de incentivar o turista a espalhar lá fora o que ele verá e conhecerá aqui."
Marcelo Spatafora
Aldo Rebelo, ministro do Esporte, no fórum promovido pela revista Exame para discutir a Copa de 2014
Aldo no fórum da Exame: 'Copa não tem segredo'
'Otimismo crítico' - Para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o setor privado entendeu bem o que é possível conseguir graças à Copa. Em sua palestra no fórum da Exame, o homem de confiança da presidente Dilma Rousseff nos preparativos para 2014 concordou com os alertas feitos pelos executivos e negou que o governo esteja encarando o evento com uma dose exagerada de otimismo. "Vejo tudo com realismo. Ou melhor, com um otimismo crítico", afirmou, prevendo que o país fará uma Copa "à altura das expectativas". "Nossas estradas e aeroportos estarão perfeitos como os da Alemanha na Copa de 2006 ou de Londres na Olimpíada de 2012? Não. Mas não haverá nenhum problema que inviabilize o evento. A Copa não tem segredo", garantiu. Assim como Nizan Guanaes, o ministro destaca a rara chance que o país terá de dar um salto qualitativo. "Não podemos deixar de aproveitar uma oportunidade como essa para enfrentar dois desafios: melhorar nossa capacidade nas áreas em que já somos bons e superar as deficiências onde ainda não sabemos fazer direito. Ou seja, a Copa deverá ser uma combinação entre nossa capacidade de fazer e nossa disposição em aprender."