domingo, 28 de setembro de 2014

Pernambuco investe em marketing turístico

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2014/09/27/pernambuco-investe-em-marketing-turistico-147866.php

Por: Mona Lisa Dourado em 27/09/2014



 / Foto: Mona Lisa Dourado/JC

SÃO PAULO - Destino que quer crescer e aparecer necessita de planejamento estratégico. Ciente dessa necessidade para consolidar o Estado no mapa turístico nacional e internacional, a Secretaria de Turismo de Pernambuco está preparando um Plano de Marketing Turístico que visa padronizar as ações de promoção do Estado.

O anúncio foi feito durante a 42ª Abav, maior feira do setor do Brasil, que ocorre até domingo em São Paulo. "O plano vai subsidiar a diretoria de marketing para confecção de uma campanha, manual do operador, marcas e todo o material utilizado em divulgação. Poderemos vender melhor o destino,
com
melhores ferramentas e para o público mais adequado, diz a secretária executiva de Turismo do Estado, Luciana Carvalho.

O investimento é de R$ 440 mil,
com
recursos do Prodetur Nacional. O responsável pela elaboração do documento é o consórcio formado pelas empresas Pires&Associados - cuja diretora é Jeanine Pires, que já atuou como diretora executiva do Recife Convention & Visitors Bureau e como presidente da Embratur - a espanhola Iber-Geo Consulting e a Chias Markerting, empresa responsável pelo Plano Aquarela 2020, plano de marketing turístico internacional do Brasil. A licitação ocorreu no primeiro semestre.

Ao todo, 23 localidades serão englobadas pelo Plano de Marketing, divididas em três polos: Costa dos Arrecifes - inclui o litoral, de norte a sul, Recife e Fernando de Noronha., Agreste -  Caruaru, Garanhuns, Gravatá, Bezerros e Triunfo.,  e Vale do São Francisco - Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

A perspectiva é que o lançamento seja feito ainda este ano, até o fim de dezembro e seja executado a partir de 2015, independentemente do resultado da eleição. "Para garantir essa continuidade,  o plano está sendo discutido com todo o trade, para que o conselho de turismo se aproprie dele", conta Luciana Carvalho.

Segundo a gestora, o investimento em marketing integra uma iniciativa maior de atualização do Plano Estratégico do Turismo, criado em 2008 pelo consultor Paulo Gaudenzi, com diretrizes e programas a serem seguidos para o desenvolvimento do turismo em Pernambuco até 2020.

Neste caso, estão sendo coletadas informações
nas
áreas de infraestrutura, estrutura básica de apoio, organização da cadeia produtiva do turismo, recursos e atrativos turísticos, marketing, sensibilização e capacitação de recursos humanos  e gestão pública do turismo. A ideia é promover a requalificação turística, nos segmentos necessários, além de subsidiar políticas públicas.


Com 200 m2, o estande Pernambuco na Abav é dedicado ao escritor Ariano Suassuna e decorado com referências da estética armorial. Visivelmente é um dos mais visitados da feira e onde todas as manhãs se formam filas imensas de gente em busca da tapioca de Dona Bia, de Olinda.

BALANÇO

O balanço parcial da Abav mostra que de quarta-feira até as 12h de ontem 39.789 pessoas já haviam visitado a feira. De acordo com o presidente da Abav, Antônio Azevedo, os números superam as expectativas. Do ponto de vista de negócios, estima-se que sejam gerados US$ 200 milhões, o dobro do ano passado.. Nem a recessão técnica e o endividamento das famílias no Brasil desanimam o setor. "Já passamos pro crises piores para o turismo, como a da desvalorização das moeda frente ao dólar. A aviação está crescendo substancialmente e os números para a alta temporada que se aproxima são animadores", garante Azevedo, que se ressente apenas do fato de os candidatos à presidência até então não terem visitado a feira.

domingo, 21 de setembro de 2014

"Estamos cansados de tantas novidades", afirma o filósofo Gilles Lipovetsky

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/09/estamos-cansados-de-tantas-novidades-afirma-o-filosofo-gilles-lipovetsky-4603364.html

Por: Laura Schenkel  em 21/09/2014


"Estamos cansados de tantas novidades", afirma o filósofo Gilles Lipovetsky Divulgação/Divulgação 

O filósofo Gilles Lipovetsky volta a Porto Alegre para falar da sociedade de hiperconsumo em uma palestra no dia 24 de setembro, no 23º Congresso de Marketing da ADVB. Autor de livros como Os Tempos Hipermodernos e O Império do Efêmero: a Moda e seu Destino nas Sociedades Modernas, o francês conversou com ZH por telefone sobre a leveza – assunto do livro que acaba de concluir –, e temas de obras anteriores, como a aceleração do ritmo de vida, o risco da hiperindividualização e a volatilidade eleitoral. Confira, a seguir, trechos da entrevista:


Sobre o que o senhor falará em Porto Alegre?

Vou tratar da sociedade do hiperconsumo. Há, hoje, uma individualização crescente em relação ao consumo, ligada às novas tecnologias – mídias, televisão, telefones, internet – que permite aos indivíduos consumos à la carte. Antes, na sociedade de consumo em massa, tudo era sincronizado. Agora, não somos obrigados a ver os mesmos programas no mesmo momento. Cada um gere seu tempo e seu espaço em função de seu desejo. Igualmente, os grupos sociais exercem menos limites de comportamento, o papel das marcas se destaca nas compras e cresce o fascínio dos jovens pelas marcas. Além disso, o consumo passou a ser mais emocional. Antes, as pessoas compravam para serem valorizadas em seu ambiente, era um consumo de status. Isso existe ainda, e provavelmente sempre existirá, mas, ao mesmo tempo, temos um consumo cada vez mais voltado ao prazer. Quem escuta música pelo iPod, por exemplo, faz um consumo hedonístico, para sentir as coisas. É a dimensão das experiências que ganha importância.

Estamos no caminho de viver em uma bolha, isto é, há um risco de as pessoas terem menos variedade no consumo de cultura e informação?


Sim. É um risco dessa hiperindividualização. As pessoas podem escutar sempre as mesmas músicas, procurar as mesmas informações. Pode ser um encerramento dos indivíduos em seu próprio mundo. Se, de um lado, o hiperconsumismo abre (as possibilidades), também fecha algumas aberturas. As duas dimensões coexistem.

Assim como há o mercado de luxo, há pessoas que buscam experiências diferentes, como o Couchsurfing (viajar hospedando-se na casa de outros), grupos para doar ou compartilhar bens. Como o senhor enxerga este outro fenômeno?

Com as opções múltiplas e também a crise econômica, há novas formas de consumo que aparecem – como compartilhamento, aluguel de bens, comércio de itens de segunda mão. Tudo isso leva alguns a elaborar a hipótese de que o fascínio do consumo estaria recuando. Não penso assim. Acho que, muitas vezes, esses comportamentos são uma expressão do hiperconsumismo, porque as pessoas fazem economias em uma área para poder continuar consumindo. Querem, por exemplo, dividir o carro ao viajar para viabilizar essa viagem. Utilizando novas maneiras de consumir, nós continuamos sendo consumidores. A recusa do consumo ocorre, sim, mas em grupos bem menores, militantes, ideólogicos, que creio ser algo relativamente pequeno.

O senhor concluiu há pouco um novo livro? Qual é a sua temática?

Sim. Deve ser lançado em janeiro na França. É sobre a leveza, que se tornou um fenômeno central na sociedade contemporânea. O tema compreende corpo, produtos lights, novas tecnologias, como a nanotecnologia, que busca reduzir e tornar tudo mais leve, o smartphone, o design, a decoração. É um setor econômico extremamente desenvolvido, e isso está apenas começando.

A sensação de que o tempo passa mais rápido e nos atropela não é nova. O romantismo já exprimia esse desejo de escapar deste ritmo intenso. Hoje, há pessoas que buscam meios para desacelerar, como ioga e viagens. A leveza, tema de seu próximo livro, é uma reação a essa tendência de acelerar?

Exatamente. Há, cada vez mais, demanda por novidade. Fazemos mil coisas ao mesmo tempo, mas há também gente que sofre com isso porque tudo vai muito rápido. Temos o sentimento de estarmos cansados de tantas novidades e observamos o cultivo de práticas em busca de uma paz interior, de uma leveza da vida, de ioga, de formas de religiosidade, de massagem, de spa, de relaxamento. Vale observar que esses comportamentos são opostos ao consumismo, mas não completamente. A meditação é muito praticada em Nova York e em Londres por pessoas que têm ritmos de vida terríveis, e a meditação é uma maneira de repor as forças para poder continuar nesse sistema. Não é um modelo alternativo. Está a serviço da performance.

A aceleração vai continuar?

Acho que sim. Vemos isso com as novas tecnologias e a informática. Agora que temos o 4G, quem tem 3G reclama que não pode baixar filmes. Vivemos cada vez mais rápido. Há cada vez mais ofertas e tecnologias que permitem ir rapidamente a qualquer lugar. Não sei como isso pode diminuir. A aceleração ganha cada vez mais setores de nossa existência. Isso gera problemas, pois nem tudo pode ir mais rápido. Na educação, por exemplo, não podemos ir mais rápido. Aquisição de conhecimento demanda paciência. No futuro, acho que, além da aceleração, teremos todo um conjunto de técnicas que nos permitam aceitá-la.

Em A Era do Vazio (1983), o senhor escreveu que Narciso era o símbolo da revolução individualista. Àquela época, poderia imaginar que haveria hoje quem publica fotos de si mesmo?

O selfie é um exemplo desse individualismo. É um prolongamento desse narcisismo. Contudo, é um individualismo paradoxal, pois ele está em uma busca incessante da aprovação dos outros. Faço uma foto, coloco no Facebook, mas aguardo a reação dos outros. É um Narciso incompleto. Posso me amar, mas me amo mais ainda se os outros me amam, se dizem que sou bonito, que a foto é interessante. As pessoas tiram selfies para ter uma recompensa simbólica, da parte dos outros. Com o Facebook, cada um é um publicitário de si mesmo. Cada um faz seu próprio marketing. É um marketing narcisístico.

No livro Metamorforses da Cultura Liberal, o senhor aborda a volatilidade eleitoral. Acredita que a facilidade de mudar de lado nas eleições vai crescer?

Há uma volatilidade dos eleitores porque as grandes ideologias são mais fracas. Quando não há grandes ideologias, as pessoas mudam em função dos líderes. Acho que, no caso do Brasil, a candidata evangélica (Marina Silva) está se saindo bem nas pesquisas porque parece autêntica, e tem uma personalidade que seduz, é isso que li pela imprensa. Na sociedade atual, direita e esquerda continuam existindo, é claro, mas há uma proporção cada vez maior de pessoas que mudam de lado de uma eleição a outra, prova da sociedade do efêmero. Isso não quer dizer que, necessariamente, a cada eleição, as coisas vão mudar completamente.

O senhor acredita que a mídia, dando destaque a escândalos políticos, é também causa dessa volatilidade?

Com certeza. Ela tem um papel, mas acho que a causa principal é que as grandes opções ideológicas não têm mais força. Não acreditamos mais nelas. Nos anos 1950, se éramos comunistas, éramos totalmente comunistas. Havia bipolarização e uma adesão forte às ideologias políticas. Hoje em dia, tudo isso é “light”. E direita e esquerda fazem políticas parecidas. Assim, um escândalo pode mudar as opiniões. Mas é a personalidade do líder que se torna cada vez mais importante.

Marketing digital e a economia criativa

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/marketing-digital-e-a-economia-criativa/81116/

Por: Carla Cintia em 18/09/2014


Uma certeza da nossa era é a constante e vertiginosa mudança. Uma das vertentes que mais sentem os efeitos da transitoriedade é a forma como fazemos e consumimos cultura. No século XX, a produção cultural estava sujeita à Indústria Cultural. Nesta, os produtos culturais eram adaptados ao consumo das massas, produzidos e distribuídos com o propósito de obter lucro e tinha participação limitada do consumidor. A mídia tradicional era fundamental, sendo o único ambiente possível para se praticar o marketing cultural. 

Desta forma, a cultura era apropriada por grandes intermediários. Quem detinha o poder sobre os meios de comunicação e a produção cultural, como gravadoras, editoras ou estúdios cinematográficos, determinava o que seria acessível ao público.

Surgidos no Reino Unido no final da década de 1990, o conceito e o mapeamento das Indústrias Criativas foram sendo aperfeiçoados até que em 2008 a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU publicou o primeiro estudo internacional sobre o tema.

Além da cultura, os atores da Indústria Criativa possuem um vasto potencial de geração de empregos e riqueza, agrupando atividades econômicas cujo principal insumo produtivo é a criatividade. Ao lado das empresas criativas, são incluídas as que se relacionam com elas. Em seu Núcleo Criativo figuram Artes Cênicas; Artes; Música; Filme & Vídeo; TV & Rádio; Mercado Editorial; Software; Comunicação e Telecom; Pesquisa e Desenvolvimento; Biotecnologia; Arquitetura & Engenharia; Design; Moda; Expressões Culturais; Publicidade, além de Atividades Relacionadas e Apoio.

Em 2011, 243 mil empresas formavam o núcleo desse mercado produtor. Estima-se que esse setor gere um PIB equivalente a R$ 110 bi, ou seja, 2,7% de tudo o que é produzido no Brasil. (FIRJAN, 2012)
Graças às novas tecnologias, houve sérias mudanças na forma de produzir e distribuir cultura. Temos acompanhado os golpes sofridos pela indústria fonográfica, editorial, o rádio e até a televisão. Houve um deslocamento na forma de remuneração e adaptações são necessárias.

Para começar, o consumidor assumiu uma postura ativa. Somos todos agentes da cultura. Nesse processo, a comunicação tornou-se uma via de mão dupla. É vital não apenas prover conteúdo cultural, mas interagir; não apenas emitir, mas receber. Não há mais intermediários que forçam todos a assistir à mesma coisa. A produção física tem menos importância. Temos livro sem papel, música sem vinil ou CD, imagem sem película.

Há ainda a democratização de acesso aos meios de produção cultural, a infinita capacidade de armazenamento em bits, o fim dos gargalos de distribuição e facilidade de pesquisa para achá-los. A infraestrutura digital permite o contato direto entre consumidor e produtor dos mais diversos bens.
Entretanto, surge um complicador. Há muita coisa sendo produzida e isso gera ruído. A cultura digital exige qualidade, escolha, opção. Mais que nunca é preciso concentrar a atenção. Priorizar.

Consegue destaque para atingir seu objetivo nesse novo mundo cultural quem oferece relevância e promoção pertinente ao seu público alvo. Falamos agora de nichos. Não são mais as massas, mas uma audiência cada vez mais específica, exigente e saturada de informação. Mais do que produzir o que seu público gosta ou achar o público que gosta do que você faz, é preciso saber entregar com eficiência. Mas, antes, é necessário fazer o consumidor do bem cultural produzido saber que você existe e onde você está.

A presença no mundo digital torna-se a cada dia mais complexa. Se nos primórdios da Internet bastava criar um site e/ou blog amador, hoje já não é mais satisfatória uma participação desleixada e caótica e é preciso considerar as redes sociais. Quem gosta de receber e-mails apenas quando alguém quer lhe vender alguma coisa? Para além do contato, relacionamento; para além do carisma, método.

Na hora do salto do trabalho amador para o profissional é possível se safar com o sistema faça você mesmo para divulgar o que foi produzido? Talvez. Mas o mais provável é que em algum momento alguém se pergunte por que certo produto cultural não teve a atenção merecida.

Felizmente, há profissionais treinados para fazer promoção adequada e sem consumir o tempo de quem precisa se preocupar com os aspectos culturais da produção. É a parte expandida da Economia Criativa. São as boas agências de marketing digital, onde constantemente se pesquisa e pratica o que está funcionando num quadro em permanente mutação. Só assim, adaptadas à nova realidade do mercado, podem atender a clientes de diversos portes.

Em troca de um investimento sob medida para qualquer bolso, é possível mover-se longe dos grilhões das majors e do mainstream e ainda evitar a frustração de ficar batendo cabeça pelos labirintos mercadológicos da Internet. Então, finalmente, criamos a via asfaltada entre aquele que produz com relevância e quem se identifica verdadeiramente com o que foi produzido.

Especialista em marketing afirma que é preciso priorizar o coletivo contra o individual em prol da mobilidade urbana

http://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/especialista-em-marketing-em-transportes-comenta-sobre-acoes-transporte-coletivo-em-goiania-13748/

Por: Walacy Neto em 27/08/2014

 As ações apresentadas durante o Fórum de Mobilidade, que aconteceu em 26/08/2014, foram pensadas com base nas teorias do marketing 3.0 que coloca valores sociais como o ponto principal para as empresas. O especialista em Marketing em Transporte e responsável pelos trabalhos de divulgação do Pacto Metropolitano Pelo Transporte Coletivo, Roberto Sganzerla, apresentou ao Jornal Opção Online as novidades para o setor e como os entes públicos e privados mudaram sua visão em relação à população.

Durante sua palestra, chamada de Novo Marketing aplicado ao transporte público, Roberto explicou que antigamente o produto estava no centro das atenções do marketing, mas com as mudanças mundiais o cenário foi se tornando mais ‘humano’. Atualmente, o centro das atenções são os valores, ou seja, a sustentabilidade e a melhor qualidade de vida da população. “Atualmente os fornecedores não vendem mais produtos, mas sim experiências.”

 O marketeiro explicou que os projetos do Pacto, que propõe melhorias na qualidade do transporte público em Goiânia — como por exemplo a implantação de câmeras nos veículos, monitoramento em tempo real via internet e aumento no número de ônibus — são baseados na “experimentação”. De acordo com Roberto, é necessário o olhar dos políticos estarem voltados para a mobilidade urbana. “Hoje em dia a profissão de motorista é considerada uma profissão verde, ou seja, uma profissão sustentável. Quando a gente prioriza o coletivo contra o individual a gente está pensando em mobilidade urbana de qualidade”, disse.

Roberto também afirmou a importância que a atenção dos setores empresariais tem para a situação do transporte público. “Eles enxergaram a importância da mobilidade urbana e isso é fundamental para uma mudança real. As empresas precisam abraçar essa causa que atinge a todos os setores”, declarou.

Recentemente, a sociedade começou a enxergar os conceitos de desenvolvimento sustentável e a partir disso um novo conceito ganhou as discussões por todo o mundo: a cidade para pessoas. As manifestações que surgiram a partir dessa nova ideia estão ligadas ao desenvolvimento sustentável da cidade, como por exemplo, a criação de espaços públicos para o lazer, diversidade de opções de transporte e outros.

sábado, 20 de setembro de 2014

Importância das redes sociais em estratégias de marketing digital

http://www.sidneyrezende.com/noticia/228524+importancia+das+redes+sociais+em+estrategias+de+marketing+digital
Por: Mattheus Rocha em 04/05/2014

As redes sociais mudaram a forma como as pessoas se relacionam com o mundo. Foram as interações sociais na pré-história que proporcionaram ao ser humano a evolução de sua espécie e, consequentemente, de seu modelo de comunicação. Das redes sociais primitivas à tecnologia que temos atualmente, vieram o
Facebook
,
Twitter
, LinkedIn, Google Plus, entre outras, que são sites de redes sociais. E estes sites de redes sociais formaram a vanguarda que alterou conceitos enraizados, entre eles a separação abismal entre emissor e receptor de informações, presente historicamente em modelos tradicionais de comunicação social. A internet evoluiu a relação entre veículos de comunicação, marcas e consumidor (seja consumidor de informação ou de produtos). A massa sem rosto para a qual eram direcionadas campanhas de publicidade e marketing hoje tem rosto, nome e é cada vez mais heterogênea. Não se pode separar mais os indivíduos da massa.
Ou seja, a formação de opinião hoje em dia não vem mais exclusivamente de veículos de comunicação. O estilo de vida de grupos de pessoas com interesses semelhantes não vem mais exclusivamente de marcas de moda, por exemplo. As pessoas que eram antes meros receptores passivos de informação hoje estão se tornando - ou já se tornaram - formadores de opinião, utilizando plataformas como blogs, perfis no Twitter, ou simplesmente interagindo em páginas de empresas, marcas, políticos e artistas, por exemplo.

Redes Sociais. Foto: Divulgação

Como as marcas estão se posicionando nesta nova realidade e utilizando as redes sociais em campanhas de marketing digital
Analisando este cenário de mudança comportamental, o investimento em internet é o que mais cresce no setor publicitário. De acordo com pesquisa de mercado da Nielsen, divulgada em janeiro deste ano, a propaganda na web apresentou crescimento de 32,4% em 2013, no mundo todo. Comparativamente, a televisão recebeu 58% do valor total investido, mas a internet tem um nível muito maior de crescimento e a expectativa é que mantenha um nível de investimento e presença cada vez maior.
Não é à toa que o Facebook, por exemplo, divulgou que seu lucro líquido no quarto trimestre de 2013 foi de US$ 523 milhões, US$ 459 milhões a mais em comparação ao mesmo período de 2012. Estes números demonstram que campanhas de marketing digital e links patrocinados em sites de redes e mídias sociais, como Facebook, LinkedIn e YouTube, por exemplo, e sites buscadores, como Google e Bing, entre outros, deixaram de ser uma aposta, para ser fundamentais em estratégias de publicidade e marketing.
Paralelamente a isso, a integração entre mídias vem ganhando cada vez mais força, como, por exemplo, quando uma campanha utiliza recursos midiáticos que se complementam. Quem nunca reparou em anúncios na televisão exibidos com cortes, com uma chamada para o YouTube ou para o site da empresa? "Assista ao vídeo completo na internet". Um exemplo recente é a campanha em vídeo da Nike, que tem até a participação especial do Hulk em uma lúdica partida de futebol envolvendo os melhores jogadores da atualidade. E já há empresas que investem mais em anúncios no Facebook do que em campanhas em jornais impressos.

Como medir o resultado de campanhas nas redes sociais? 

A maior vantagem do marketing digital, ou internet marketing, é o poder de mensuração de campanhas e análise de ROI (retorno sobre o investimento). Com o uso de ferramentas como o Google Analytics, por exemplo, além de saber a origem e a quantidade da audiência proveniente da internet, qualidade e experiência de navegação em blogs, sites institucionais, portais de notícias e lojas virtuais, também é possível medir a quantidade de geração de leads e conversões (pedidos de orçamento, download de aplicativos, assinatura de newsletter, venda de produtos etc.), rentabilidade e lucro.
Existem funcionalidades específicas para analisar estes tipos de dados, entre elas:
- Metas de conversão: ao definir os objetivos de um website, é possível cadastrá-los como metas no Google Analytics, possibilitando a verificação da origem de uma venda de produto, por exemplo, entre outras informações relevantes.
- Conversões assistidas: também é possível saber por quais mídias o internauta passou antes de fazer uma compra ou efetuar determinado objetivo, caso não tenha realizado a conversão em uma primeira visita.
- URLs parametrizadas: por intermédio do Google URL Builder, e possível criar parâmetros nas URLs utilizadas em campanhas específicas, a fim de analisar dados no Google Analytics separadamente por cada campanha (anúncios em redes sociais, e-mail marketing etc.).
Utilizar ferramentas de análise e mensuração é fundamental para obter bons resultados em campanhas de marketing digital, pois desta forma é possível saber que ações oferecem melhor retorno, assim como é essencial antes da implementação das atividades operacionais a definição de objetivos, estratégia e planejamento. Portanto, o melhor caminho a se seguir ao investir em campanhas de marketing na internet, seja você um empreendedor, um artista, um político, uma pequena empresa ou uma grande marca, é trabalhar com os seguintes passos:
Definição de objetivos à Planejamento estratégico (que ações serão utilizadas para atingir os objetivos definidos) à Atividades operacionais (execução das ações) à Mensuração (medir os resultados de cada campanha) à Análise (definir o retorno sobre o investimento das campanhas, o que deu certo e o que deu errado) à Reciclagem (renovar a estratégia e otimizar as campanhas, de modo com que o negócio seja sustentável e ofereça rentabilidade e lucro).

Mudança de comportamento dos usuários de redes sociais

A forma de consumo está mudando. Para conquistar o público almejado é preciso oferecer conteúdo de extrema qualidade, informativo, interativo, e não simplesmente bombardeá-lo com propagandas intrusivas e de serviços e produtos aleatórios. A maior vantagem em campanhas nas redes sociais é a segmentação de público. Utilizando o Facebook Ads, por exemplo (links patrocinados no Facebook), é possível definir um target e comunicar diretamente com pessoas que gostem de páginas e assuntos relativos aos serviços e produtos que você pretende divulgar.
Além disso, é possível entender o comportamento de sua audiência, saber em que horário há mais público online, filtrar que tipo de interação ele tem com sua página, classificar se os comentários são positivos, neutros ou negativos, e, em suma, entender como é a relação das pessoas com sua marca. Análises como estas são fundamentais para se ter sucesso nas redes sociais e, o mais importante: gerar as desejadas conversões. O público das redes sociais não as utiliza mais apenas para se comunicar, distrair, divertir e jogar; ele também consome informação, serviços e produtos!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Neoeleitor definirá as eleições em 2014

http://www.revistawide.com.br/marketing/colunistas/e-o-neoeleitor-quem-definira-as-eleicoes-em-2014

Por: Gabriel Rossi em 22/01/2014

Em 2014 há um diferencial que pode ser decisivo nas urnas de todo Brasil. É a influência mais incisiva de um eleitor renovado, cidadão que está ligado 24 horas por dia e que deixou de ser convencido meramente pela tradicional propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Trata-se do neoeleitor - o eleitor moderno, digital e que quer ser surpreendido positivamente e que, cada vez mais, deposita interesse em um "portfólio" restrito de políticos com propostas dinâmicas, visionárias e criativas.

O Brasil tem aproximadamente 130 milhões de eleitores e o acesso à rede mundial de computadores já ultrapassou os 100 milhões de brasileiros. Os números são expressivos e, por si só, já mostram a importância da web para quem deseja se eleger. Mas não é só no tamanho que a internet importa, mesmo porque nas últimas eleições já havia dezenas de milhões de pessoas plugadas em computadores. É também na nova maneira de relacionamento entre as pessoas. Hoje, não há dúvida, as tecnologias digitais acabaram com a "conversa vertical" entre candidato e eleitor.

Antes, o candidato propunha e o eleitor aceitava ou não. Hoje, o dono do voto quer muito mais. Ele se coloca em uma "conversa horizontal" com o candidato. Se o candidato propõe a construção de casas, o eleitor quer saber onde, com qual gasto, como. Se aparece uma promessa de mais qualidade na área da saúde, a preocupação de quem recebe a mensagem é saber se será com a construção de novos hospitais e na contratação de profissionais qualificados ou se é meramente uma proposta sem planejamento.

Os políticos precisam reaprender a forma de ganhar votos. Agora, devem caminhar lado a lado com o eleitor. Quem deseja ter sucesso na campanha precisa ser humilde, não somente na aparência. O eleitor conhece mais de internet do que os candidatos ou os partidos. As "marcas" políticas não podem menosprezar este conhecimento e devem apresentar novas formas de comunicação. Aquele velho processo de perfis em redes sociais nada traz de novo e só obtém êxito com quem tem predisposição a votar no candidato.

Se o político já tem bandeiras fincadas, precisa arrancá-las e mudar. Não é uma indicação, claro, para o candidato ser volátil. Mas ele precisa, sim, viver em constante movimento, precisa ser dinâmico. Se o internauta pergunta via web, precisa de uma resposta cabível, longe do padrão de "respostas prontas". O eleitor precisa ser surpreendido.

Estão os políticos preparados para o neoeleitor? Resposta clara: a maioria não.

Público curioso, público exigente

http://www.revistawide.com.br/marketing/colunistas/publico-curioso-publico-exigente

Por: Bruno Rodrigues em 01/07/2013

Na seara do Marketing de Conteúdo o trabalho sempre deve começar por quem não tem dúvida em consumir uma informação - se o usuário sabe onde ela está ou se é exatamente o que ele procura, são efeitos colaterais, parte do jogo. Neste caso, o impulso de consumir não se discute.

E quando o usuário se depara com um conteúdo e nada garante sua atenção? Ou um usuário está ali apenas para comparar informações? Ambas são situações que, aparentemente, não estão nas mãos do produtor de conteúdo. Em teoria, nada pode ser feito: como incutir vontade ao usuário, afinal - Ele deseja ou não uma informação, e ponto final.

Ponto final, uma vírgula!
Entre as principais tarefas do Marketing de Conteúdo está justamente a de provocar o usuário, criar desejos, estimular o consumo. Estamos falando de Marketing, afinal, não é?
Seja em sites, portais ou redes, a vontade do usuário precisa ser trabalhada.

Diferentemente dos perfis de conteúdo definido e conteúdo indefinido, os perfis de conteúdo aberto e conteúdo por comparação merecem mais tempo, raciocínio, ações. São espectros amplos em demasia ou restritos em excesso para se apostar apenas nos atributos de uma informação. Há que suar, portanto.

 Atenção a cada uma das características destes perfis - note que, apesar de serem polos opostos, há semelhanças entre os dois:

Conteúdo aberto

É um erro grave pensar que um usuário sem rumo é alvo fácil para um conteúdo. Por não ter noção de que a informação existe, não há espaço para estratégia alguma ? afinal, como trabalhar um possível 'cliente' se ele não sabe onde está a 'loja', muito menos o 'produto'?

Há uma distância muito grande entre boa vontade e vontade, e o vácuo que se forma entre um usuário e um conteúdo pode ser fatal.

Por isso clarear a existência de uma informação é essencial. Trabalhe arduamente a indexação do conteúdo para que o trabalho de SEO não seja em vão; invista tempo pensando, repensando e testando a arquitetura da informação do site; aposte em links patrocinados e nas diversas modalidades inteligentes de publicidade digital.

Não há como gostar de alguém - ou algo, como um conteúdo - se nunca houve o mínimo contato, seja real ou virtual. Parece óbvio dizer isso, mas muitas marcas criam conteúdos fantásticos e apostam apenas em seus atributos e no boca a boca das redes para torná-los visíveis. Não há branding que garanta o sucesso de um conteúdo em um ambiente infinito e naturalmente caótico como o digital, apenas porque ele existe.

 Contudo, executar a tarefa de clarear uma informação sem embutir no trabalho as ferramentas certas para despertar o desejo de consumo do conteúdo é desperdiçar tempo e dinheiro; é como decorar uma matéria no colégio quando o objetivo é entendê-la.

Por isso, carregue bem as suas ações de visibilidade com os atributos da informação a ser trabalhada. Embuta neste trabalho os porquês da informação ser interessante e útil. O desejo é criado a partir daí, do estalo que surge entre o racional dos 'porquês' e o emocional do 'não posso viver sem'.

Conteúdo por comparação

'A grama do vizinho é sempre mais verde', diz o ditado, não é? Agora, imagine esta mesma situação vivenciada a distância: você não mora lá, está pensando em comprar uma casa, e ambos os gramados são passíveis de crítica. Há a opção de comprar qualquer uma das casas. Você não é o vizinho da direita, nem o da esquerda, está acima da disputa, e por isso não há controle da situação. Você é quem manda.

Assim é o comportamento do usuário que só irá se envolver com um conteúdo quando tiver analisada a informação por todos os lados, checado um a um seus atributos, comparado todos os defeitos e qualidades com um conteúdo semelhante.

O que parece ser uma situação limitada apenas à informação como produto propriamente dito - um usuário compara dois aparelhos de Blu-ray em sites concorrentes, por exemplo -, extrapola e muito o espaço do acirrado e-commerce e invade o campo de todo tipo e formato de informação.

Hoje, o usuário compara tudo, o que vai da notícia de um portal ao conteúdo institucional de um site de empresa, do dado que veio do blog às informações do facebook e do twitter. Sobrevive quem for mais preciso, acurado, sedutor, tudo isso junto, sem privilegiar um aspecto outro.

Ser comparado e sair vencedor é uma tarefa de muitas faces, e nessa batalha muitas vezes travada em questões de segundos (tendo como arma o Google), não resta nem sombra para um segundo lugar.

Ao conteúdo, diga: 'dê tudo de si'. Revire-o, explore suas qualidades, explicite suas vantagens até estressar e trabalhe a objetividade até deixá-lo em 'carne viva'. Vista-o para a batalha, portanto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A importância do público-alvo estratégico no marketing digital

http://www.internetinnovation.com.br/blog/marketing/a-importancia-do-publico-alvo-estrategico-no-marketing-digital/
Publicado em: 17/04/2014



Definir um público-alvo é uma das principais etapas no planejamento de qualquer novo negócio. A identificação do segmento que mais oferece oportunidades ao seu empreendimento, além de orientar o posicionamento e atuação da marca no mercado, é extremamente importante para a elaboração das estratégias de marketing. Afinal, para se comunicar de forma eficiente e construir um bom relacionamento com seus consumidores é essencial conhecê-los primeiro.

No momento da definição do target, deve-se ter em mente que o mercado possui diferentes tipos de clientes, cada um com necessidades específicas. A segmentação leva em conta questões como idade, sexo, renda, nível de escolaridade, além dos aspectos geográficos e comportamentais. Desejos, hábitos, preferências e estilo de vida também são analisados para se traçar o perfil do target.

Outro detalhe importante que deve ser considerado: o público-alvo não é somente o consumidor final, mas todos que são impactados pela marca e que de, alguma forma, têm participação na decisão de compra.  Um fabricante de brinquedos, por exemplo, tem como consumidor final crianças, porém não é com foco apenas nelas que deve desenvolver suas estratégias. Afinal, são os pais os “tomadores de decisão”. Portanto, a elaboração de produtos deve incluir características que agradem os dois perfis.

Um público-alvo bem definido servirá como base para a criação de estratégias de marketing digital. Quaisquer que sejam as ferramentas escolhidas para a divulgação e posicionamento da marca na web – redes sociais, SEO, Google Adwords, E-mail Marketing –, é imprescindível conhecer bem o target das ações. Um dos maiores problemas de campanhas realizadas nestes canais é a falta de planejamento e objetividade.

Depois de definir com quem sua marca se comunicará é necessário determinar como será realizada a comunicação. Uma estratégia bastante utilizada para atingir o público de maneira assertiva é através da criação de uma persona. Trata-se da personificação do indivíduo que faz parte do grupo identificado como público-alvo da sua marca.

As características da persona são definidas através de um questionário: Qual é a idade? Sexo? Quais são seus interesses, gostos, preferências? Suas preocupações? E suas expectativas? Como é o comportamento dele(a)? A diferença entre o target e a persona, é que, no segundo caso, trata-se de uma personagem fictício, criado para “sintetizar” o perfil geral do público.

A criação desta personagem facilita o desenvolvimento de conteúdo, campanhas e estratégias em diferentes tipos de canais. Além disso, as chances de que seu público se identifique e interaja com sua marca serão muito maiores.