segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Marketing: Os interesses humanos na prática

http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/marketing-os-interesses-humanos-na-pratica/81587/

Por: Samuel Assis    Em: 01/10/2014

 Em meio a tanta idealização do desejo humano, vem uma ciência que com um objetivo diferente se mostra ser mais eficiente: o marketing. Se uma estratégia de marketing funciona, significa que ele conseguiu, de certa forma, gerar ou satisfazer um desejo/necessidade humana em um certo período de tempo. Poderíamos dizer então que marketing pode ser um conjunto de esforços previamente pensado, afim de atingir um público-alvo, para  gerar nele as impressões que servirão ao interesse de quem o praticou, em um dado momento.

Isso pode ser aplicado de inúmeras formas: para vender um produto, ofertar um serviço, marketing pessoal, político, intelectual, moral, conseguir fiéis, etc...

Ao longo da história vimos o povo defender qualquer tipo de regime totalitário em troca de saúde, educação e segurança por exemplo, desde fascismo, nazismo até ditaduras socialistas. Sempre existiu uma grande campanha de marketing ideológico em favor do interesse desses grupos, e como acredito que a condição humana não muda nada por que nos  “modernizamos”, há uma tendência do povo de apoiar regimes semelhantes no futuro.

Atualmente, podemos perceber a aplicação do marketing pessoal ao entrar no facebook e ver pessoas defendendo causas (por exemplo), geralmente se utilizando de chavões que já passam ao remetente uma imagem prefixada de ideias presentes em atmosferas de discussão, prejudicando a própria capacidade de pensamento. Hoje todos choram a fome da África e esquecem a pessoa que está ao seu lado. As pessoas já possuem a palavra “ética” na ponta da língua, já não dá mais para acreditar em quem se diz ético. Parece que entram numa luta do “bem” contra o “mal” e com isso ganham mais curtidas. São tempos de vaidade.

Claro que muitas pessoas estão atentas a isso (nem sempre de forma consciente) e conseguem criar armas em favor do seu interesse sendo ele bom ou ruim. Muito se poderia aprender com o estudo do marketing como ciência, tendo como fundo a ideia de Nietzsche sobre vontade de potência.

A vontade de poder ou potência é o estudo das forças (instintos, por exemplo: comer) onde cada uma dessas forças busca sua  auto-expansão (dominação). Em meio a isso vemos um choque de forças que se relacionam e tentam se adaptar as novas variáveis que vão surgindo. Por exemplo, no passado os homens caçavam animais para sobreviver e assim saiam vitoriosos (dominavam) enquanto alcançavam seu  objetivo, o animal caçado dominava quando conseguia sobreviver e se reproduzir. Empresas concorrentes buscam dominar o mercado e “eliminar” o concorrente. Com esse pensamento, sempre encontramos um interesse por trás de nossas ações.

O marketing, mais que um processo, pode nos dar os sintomas práticos necessários para estudos sobre o nosso comportamento, nossos interesses, nossa condição humana, inclusive do ponto de vista evolutivo da espécie.


Neuromarketing sobre uma visão global

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/neuromarketing-sob-uma-visao-global/81649/

Por: Rafael Casagrande     Em: 04/10/2014

O Neuromarketing tem sua ação subjetiva dentre as percepções do consumidor e é aí que está a “mágica”, simplesmente por transcender um bocado dos 4 P’s e os demais métodos tradicionais, (em hipótese alguma irrelevantes, ou dispensáveis) que são o “arroz com feijão” de qualquer profissional da área. Mas, se tratando do Comércio Exterior e mercado global - que flui sob um aspecto de contrastes culturais, sociais e econômicos.

A Neurociência aplicada ao desenvolvimento de um produto a ser exportado para a China, por exemplo: dá jogo? Considerando-a como algo exato, dá. Claro que dá. Morando em Cingapura no ano passado, eu convivia com o mercado “frenético” e o comércio desenfreado do Sudoeste Asiático. Diariamente era recepcionado pelos bombardeios publicitários do país, entre serviços e bens de consumo. Sim, os chineses sabem vender. Ainda que a população oriental possua uma característica um tanto conservadora na sua maioria, lá, eles agradam desde o público alternativo da Geração X e Y, até aos mais conservadores. Tem produto "neuromarketizado" pra todo mundo.

E funciona. Não é redundância afirmar que toda àquela miscigenação de Malásia, China e Índia juntas, que formam a população, possui um dos mercados que mais usufruem do Neuromarketing, seja através dos “Brainstormings” indianos, ou pela filosofia de vida dos chineses – ainda que as empresas chinesas tenham seu foco voltado à produtos e preços – a conclusão que tive foi de que usam a ferramenta de modo muito eficaz no mercado, pois Cingapura é um dos países mais consumistas do mundo. E esses dados parecem atrair cada vez mais a percepção do consumidor, principalmente dos que estiverem “dispostos a precisar” de alguma coisa.

Gostam de cores, cheiros, luzes fluorescentes, além de tudo que o Neuromarketing for capaz de perceber sobre o conceito de necessidade dos “xing-lings” e afins. Talvez o mix utilizado não seja apenas sob os pilares do Marketing, mas também das etnias que se tornam um tanto excêntricas ao ponto de “acertarem em cheio” para entrarem na mente do consumidor de modo tão efetivo.

Lamentavelmente, o Brasil ainda engatinha no Comércio Exterior e, se tratando do que teríamos de alcance com as exportações no mercado asiático ou qualquer um desse mundo, convém a nós o entusiasmo do desafio: Largar as fraldas e o medo de adentrar no mercado internacional, para tentar entender não só o cérebro do consumidor local e, sim, todo o contraste de um modo mais subjetivo, para que nosso produto brasileiro tão declarado de orgulho, assim entre pela porta da frente do estrangeiro e não permaneça na prateleira por oferta, mas por demanda. (Ou que pelo menos permaneça através de uma comunicação assertiva, na mesma “harmonia de marketing” do local em que o nosso tupiniquim estiver sendo ofertado.)


domingo, 28 de setembro de 2014

Pernambuco investe em marketing turístico

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2014/09/27/pernambuco-investe-em-marketing-turistico-147866.php

Por: Mona Lisa Dourado em 27/09/2014



 / Foto: Mona Lisa Dourado/JC

SÃO PAULO - Destino que quer crescer e aparecer necessita de planejamento estratégico. Ciente dessa necessidade para consolidar o Estado no mapa turístico nacional e internacional, a Secretaria de Turismo de Pernambuco está preparando um Plano de Marketing Turístico que visa padronizar as ações de promoção do Estado.

O anúncio foi feito durante a 42ª Abav, maior feira do setor do Brasil, que ocorre até domingo em São Paulo. "O plano vai subsidiar a diretoria de marketing para confecção de uma campanha, manual do operador, marcas e todo o material utilizado em divulgação. Poderemos vender melhor o destino,
com
melhores ferramentas e para o público mais adequado, diz a secretária executiva de Turismo do Estado, Luciana Carvalho.

O investimento é de R$ 440 mil,
com
recursos do Prodetur Nacional. O responsável pela elaboração do documento é o consórcio formado pelas empresas Pires&Associados - cuja diretora é Jeanine Pires, que já atuou como diretora executiva do Recife Convention & Visitors Bureau e como presidente da Embratur - a espanhola Iber-Geo Consulting e a Chias Markerting, empresa responsável pelo Plano Aquarela 2020, plano de marketing turístico internacional do Brasil. A licitação ocorreu no primeiro semestre.

Ao todo, 23 localidades serão englobadas pelo Plano de Marketing, divididas em três polos: Costa dos Arrecifes - inclui o litoral, de norte a sul, Recife e Fernando de Noronha., Agreste -  Caruaru, Garanhuns, Gravatá, Bezerros e Triunfo.,  e Vale do São Francisco - Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

A perspectiva é que o lançamento seja feito ainda este ano, até o fim de dezembro e seja executado a partir de 2015, independentemente do resultado da eleição. "Para garantir essa continuidade,  o plano está sendo discutido com todo o trade, para que o conselho de turismo se aproprie dele", conta Luciana Carvalho.

Segundo a gestora, o investimento em marketing integra uma iniciativa maior de atualização do Plano Estratégico do Turismo, criado em 2008 pelo consultor Paulo Gaudenzi, com diretrizes e programas a serem seguidos para o desenvolvimento do turismo em Pernambuco até 2020.

Neste caso, estão sendo coletadas informações
nas
áreas de infraestrutura, estrutura básica de apoio, organização da cadeia produtiva do turismo, recursos e atrativos turísticos, marketing, sensibilização e capacitação de recursos humanos  e gestão pública do turismo. A ideia é promover a requalificação turística, nos segmentos necessários, além de subsidiar políticas públicas.


Com 200 m2, o estande Pernambuco na Abav é dedicado ao escritor Ariano Suassuna e decorado com referências da estética armorial. Visivelmente é um dos mais visitados da feira e onde todas as manhãs se formam filas imensas de gente em busca da tapioca de Dona Bia, de Olinda.

BALANÇO

O balanço parcial da Abav mostra que de quarta-feira até as 12h de ontem 39.789 pessoas já haviam visitado a feira. De acordo com o presidente da Abav, Antônio Azevedo, os números superam as expectativas. Do ponto de vista de negócios, estima-se que sejam gerados US$ 200 milhões, o dobro do ano passado.. Nem a recessão técnica e o endividamento das famílias no Brasil desanimam o setor. "Já passamos pro crises piores para o turismo, como a da desvalorização das moeda frente ao dólar. A aviação está crescendo substancialmente e os números para a alta temporada que se aproxima são animadores", garante Azevedo, que se ressente apenas do fato de os candidatos à presidência até então não terem visitado a feira.

domingo, 21 de setembro de 2014

"Estamos cansados de tantas novidades", afirma o filósofo Gilles Lipovetsky

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/09/estamos-cansados-de-tantas-novidades-afirma-o-filosofo-gilles-lipovetsky-4603364.html

Por: Laura Schenkel  em 21/09/2014


"Estamos cansados de tantas novidades", afirma o filósofo Gilles Lipovetsky Divulgação/Divulgação 

O filósofo Gilles Lipovetsky volta a Porto Alegre para falar da sociedade de hiperconsumo em uma palestra no dia 24 de setembro, no 23º Congresso de Marketing da ADVB. Autor de livros como Os Tempos Hipermodernos e O Império do Efêmero: a Moda e seu Destino nas Sociedades Modernas, o francês conversou com ZH por telefone sobre a leveza – assunto do livro que acaba de concluir –, e temas de obras anteriores, como a aceleração do ritmo de vida, o risco da hiperindividualização e a volatilidade eleitoral. Confira, a seguir, trechos da entrevista:


Sobre o que o senhor falará em Porto Alegre?

Vou tratar da sociedade do hiperconsumo. Há, hoje, uma individualização crescente em relação ao consumo, ligada às novas tecnologias – mídias, televisão, telefones, internet – que permite aos indivíduos consumos à la carte. Antes, na sociedade de consumo em massa, tudo era sincronizado. Agora, não somos obrigados a ver os mesmos programas no mesmo momento. Cada um gere seu tempo e seu espaço em função de seu desejo. Igualmente, os grupos sociais exercem menos limites de comportamento, o papel das marcas se destaca nas compras e cresce o fascínio dos jovens pelas marcas. Além disso, o consumo passou a ser mais emocional. Antes, as pessoas compravam para serem valorizadas em seu ambiente, era um consumo de status. Isso existe ainda, e provavelmente sempre existirá, mas, ao mesmo tempo, temos um consumo cada vez mais voltado ao prazer. Quem escuta música pelo iPod, por exemplo, faz um consumo hedonístico, para sentir as coisas. É a dimensão das experiências que ganha importância.

Estamos no caminho de viver em uma bolha, isto é, há um risco de as pessoas terem menos variedade no consumo de cultura e informação?


Sim. É um risco dessa hiperindividualização. As pessoas podem escutar sempre as mesmas músicas, procurar as mesmas informações. Pode ser um encerramento dos indivíduos em seu próprio mundo. Se, de um lado, o hiperconsumismo abre (as possibilidades), também fecha algumas aberturas. As duas dimensões coexistem.

Assim como há o mercado de luxo, há pessoas que buscam experiências diferentes, como o Couchsurfing (viajar hospedando-se na casa de outros), grupos para doar ou compartilhar bens. Como o senhor enxerga este outro fenômeno?

Com as opções múltiplas e também a crise econômica, há novas formas de consumo que aparecem – como compartilhamento, aluguel de bens, comércio de itens de segunda mão. Tudo isso leva alguns a elaborar a hipótese de que o fascínio do consumo estaria recuando. Não penso assim. Acho que, muitas vezes, esses comportamentos são uma expressão do hiperconsumismo, porque as pessoas fazem economias em uma área para poder continuar consumindo. Querem, por exemplo, dividir o carro ao viajar para viabilizar essa viagem. Utilizando novas maneiras de consumir, nós continuamos sendo consumidores. A recusa do consumo ocorre, sim, mas em grupos bem menores, militantes, ideólogicos, que creio ser algo relativamente pequeno.

O senhor concluiu há pouco um novo livro? Qual é a sua temática?

Sim. Deve ser lançado em janeiro na França. É sobre a leveza, que se tornou um fenômeno central na sociedade contemporânea. O tema compreende corpo, produtos lights, novas tecnologias, como a nanotecnologia, que busca reduzir e tornar tudo mais leve, o smartphone, o design, a decoração. É um setor econômico extremamente desenvolvido, e isso está apenas começando.

A sensação de que o tempo passa mais rápido e nos atropela não é nova. O romantismo já exprimia esse desejo de escapar deste ritmo intenso. Hoje, há pessoas que buscam meios para desacelerar, como ioga e viagens. A leveza, tema de seu próximo livro, é uma reação a essa tendência de acelerar?

Exatamente. Há, cada vez mais, demanda por novidade. Fazemos mil coisas ao mesmo tempo, mas há também gente que sofre com isso porque tudo vai muito rápido. Temos o sentimento de estarmos cansados de tantas novidades e observamos o cultivo de práticas em busca de uma paz interior, de uma leveza da vida, de ioga, de formas de religiosidade, de massagem, de spa, de relaxamento. Vale observar que esses comportamentos são opostos ao consumismo, mas não completamente. A meditação é muito praticada em Nova York e em Londres por pessoas que têm ritmos de vida terríveis, e a meditação é uma maneira de repor as forças para poder continuar nesse sistema. Não é um modelo alternativo. Está a serviço da performance.

A aceleração vai continuar?

Acho que sim. Vemos isso com as novas tecnologias e a informática. Agora que temos o 4G, quem tem 3G reclama que não pode baixar filmes. Vivemos cada vez mais rápido. Há cada vez mais ofertas e tecnologias que permitem ir rapidamente a qualquer lugar. Não sei como isso pode diminuir. A aceleração ganha cada vez mais setores de nossa existência. Isso gera problemas, pois nem tudo pode ir mais rápido. Na educação, por exemplo, não podemos ir mais rápido. Aquisição de conhecimento demanda paciência. No futuro, acho que, além da aceleração, teremos todo um conjunto de técnicas que nos permitam aceitá-la.

Em A Era do Vazio (1983), o senhor escreveu que Narciso era o símbolo da revolução individualista. Àquela época, poderia imaginar que haveria hoje quem publica fotos de si mesmo?

O selfie é um exemplo desse individualismo. É um prolongamento desse narcisismo. Contudo, é um individualismo paradoxal, pois ele está em uma busca incessante da aprovação dos outros. Faço uma foto, coloco no Facebook, mas aguardo a reação dos outros. É um Narciso incompleto. Posso me amar, mas me amo mais ainda se os outros me amam, se dizem que sou bonito, que a foto é interessante. As pessoas tiram selfies para ter uma recompensa simbólica, da parte dos outros. Com o Facebook, cada um é um publicitário de si mesmo. Cada um faz seu próprio marketing. É um marketing narcisístico.

No livro Metamorforses da Cultura Liberal, o senhor aborda a volatilidade eleitoral. Acredita que a facilidade de mudar de lado nas eleições vai crescer?

Há uma volatilidade dos eleitores porque as grandes ideologias são mais fracas. Quando não há grandes ideologias, as pessoas mudam em função dos líderes. Acho que, no caso do Brasil, a candidata evangélica (Marina Silva) está se saindo bem nas pesquisas porque parece autêntica, e tem uma personalidade que seduz, é isso que li pela imprensa. Na sociedade atual, direita e esquerda continuam existindo, é claro, mas há uma proporção cada vez maior de pessoas que mudam de lado de uma eleição a outra, prova da sociedade do efêmero. Isso não quer dizer que, necessariamente, a cada eleição, as coisas vão mudar completamente.

O senhor acredita que a mídia, dando destaque a escândalos políticos, é também causa dessa volatilidade?

Com certeza. Ela tem um papel, mas acho que a causa principal é que as grandes opções ideológicas não têm mais força. Não acreditamos mais nelas. Nos anos 1950, se éramos comunistas, éramos totalmente comunistas. Havia bipolarização e uma adesão forte às ideologias políticas. Hoje em dia, tudo isso é “light”. E direita e esquerda fazem políticas parecidas. Assim, um escândalo pode mudar as opiniões. Mas é a personalidade do líder que se torna cada vez mais importante.

Marketing digital e a economia criativa

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/marketing-digital-e-a-economia-criativa/81116/

Por: Carla Cintia em 18/09/2014


Uma certeza da nossa era é a constante e vertiginosa mudança. Uma das vertentes que mais sentem os efeitos da transitoriedade é a forma como fazemos e consumimos cultura. No século XX, a produção cultural estava sujeita à Indústria Cultural. Nesta, os produtos culturais eram adaptados ao consumo das massas, produzidos e distribuídos com o propósito de obter lucro e tinha participação limitada do consumidor. A mídia tradicional era fundamental, sendo o único ambiente possível para se praticar o marketing cultural. 

Desta forma, a cultura era apropriada por grandes intermediários. Quem detinha o poder sobre os meios de comunicação e a produção cultural, como gravadoras, editoras ou estúdios cinematográficos, determinava o que seria acessível ao público.

Surgidos no Reino Unido no final da década de 1990, o conceito e o mapeamento das Indústrias Criativas foram sendo aperfeiçoados até que em 2008 a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU publicou o primeiro estudo internacional sobre o tema.

Além da cultura, os atores da Indústria Criativa possuem um vasto potencial de geração de empregos e riqueza, agrupando atividades econômicas cujo principal insumo produtivo é a criatividade. Ao lado das empresas criativas, são incluídas as que se relacionam com elas. Em seu Núcleo Criativo figuram Artes Cênicas; Artes; Música; Filme & Vídeo; TV & Rádio; Mercado Editorial; Software; Comunicação e Telecom; Pesquisa e Desenvolvimento; Biotecnologia; Arquitetura & Engenharia; Design; Moda; Expressões Culturais; Publicidade, além de Atividades Relacionadas e Apoio.

Em 2011, 243 mil empresas formavam o núcleo desse mercado produtor. Estima-se que esse setor gere um PIB equivalente a R$ 110 bi, ou seja, 2,7% de tudo o que é produzido no Brasil. (FIRJAN, 2012)
Graças às novas tecnologias, houve sérias mudanças na forma de produzir e distribuir cultura. Temos acompanhado os golpes sofridos pela indústria fonográfica, editorial, o rádio e até a televisão. Houve um deslocamento na forma de remuneração e adaptações são necessárias.

Para começar, o consumidor assumiu uma postura ativa. Somos todos agentes da cultura. Nesse processo, a comunicação tornou-se uma via de mão dupla. É vital não apenas prover conteúdo cultural, mas interagir; não apenas emitir, mas receber. Não há mais intermediários que forçam todos a assistir à mesma coisa. A produção física tem menos importância. Temos livro sem papel, música sem vinil ou CD, imagem sem película.

Há ainda a democratização de acesso aos meios de produção cultural, a infinita capacidade de armazenamento em bits, o fim dos gargalos de distribuição e facilidade de pesquisa para achá-los. A infraestrutura digital permite o contato direto entre consumidor e produtor dos mais diversos bens.
Entretanto, surge um complicador. Há muita coisa sendo produzida e isso gera ruído. A cultura digital exige qualidade, escolha, opção. Mais que nunca é preciso concentrar a atenção. Priorizar.

Consegue destaque para atingir seu objetivo nesse novo mundo cultural quem oferece relevância e promoção pertinente ao seu público alvo. Falamos agora de nichos. Não são mais as massas, mas uma audiência cada vez mais específica, exigente e saturada de informação. Mais do que produzir o que seu público gosta ou achar o público que gosta do que você faz, é preciso saber entregar com eficiência. Mas, antes, é necessário fazer o consumidor do bem cultural produzido saber que você existe e onde você está.

A presença no mundo digital torna-se a cada dia mais complexa. Se nos primórdios da Internet bastava criar um site e/ou blog amador, hoje já não é mais satisfatória uma participação desleixada e caótica e é preciso considerar as redes sociais. Quem gosta de receber e-mails apenas quando alguém quer lhe vender alguma coisa? Para além do contato, relacionamento; para além do carisma, método.

Na hora do salto do trabalho amador para o profissional é possível se safar com o sistema faça você mesmo para divulgar o que foi produzido? Talvez. Mas o mais provável é que em algum momento alguém se pergunte por que certo produto cultural não teve a atenção merecida.

Felizmente, há profissionais treinados para fazer promoção adequada e sem consumir o tempo de quem precisa se preocupar com os aspectos culturais da produção. É a parte expandida da Economia Criativa. São as boas agências de marketing digital, onde constantemente se pesquisa e pratica o que está funcionando num quadro em permanente mutação. Só assim, adaptadas à nova realidade do mercado, podem atender a clientes de diversos portes.

Em troca de um investimento sob medida para qualquer bolso, é possível mover-se longe dos grilhões das majors e do mainstream e ainda evitar a frustração de ficar batendo cabeça pelos labirintos mercadológicos da Internet. Então, finalmente, criamos a via asfaltada entre aquele que produz com relevância e quem se identifica verdadeiramente com o que foi produzido.

Especialista em marketing afirma que é preciso priorizar o coletivo contra o individual em prol da mobilidade urbana

http://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/especialista-em-marketing-em-transportes-comenta-sobre-acoes-transporte-coletivo-em-goiania-13748/

Por: Walacy Neto em 27/08/2014

 As ações apresentadas durante o Fórum de Mobilidade, que aconteceu em 26/08/2014, foram pensadas com base nas teorias do marketing 3.0 que coloca valores sociais como o ponto principal para as empresas. O especialista em Marketing em Transporte e responsável pelos trabalhos de divulgação do Pacto Metropolitano Pelo Transporte Coletivo, Roberto Sganzerla, apresentou ao Jornal Opção Online as novidades para o setor e como os entes públicos e privados mudaram sua visão em relação à população.

Durante sua palestra, chamada de Novo Marketing aplicado ao transporte público, Roberto explicou que antigamente o produto estava no centro das atenções do marketing, mas com as mudanças mundiais o cenário foi se tornando mais ‘humano’. Atualmente, o centro das atenções são os valores, ou seja, a sustentabilidade e a melhor qualidade de vida da população. “Atualmente os fornecedores não vendem mais produtos, mas sim experiências.”

 O marketeiro explicou que os projetos do Pacto, que propõe melhorias na qualidade do transporte público em Goiânia — como por exemplo a implantação de câmeras nos veículos, monitoramento em tempo real via internet e aumento no número de ônibus — são baseados na “experimentação”. De acordo com Roberto, é necessário o olhar dos políticos estarem voltados para a mobilidade urbana. “Hoje em dia a profissão de motorista é considerada uma profissão verde, ou seja, uma profissão sustentável. Quando a gente prioriza o coletivo contra o individual a gente está pensando em mobilidade urbana de qualidade”, disse.

Roberto também afirmou a importância que a atenção dos setores empresariais tem para a situação do transporte público. “Eles enxergaram a importância da mobilidade urbana e isso é fundamental para uma mudança real. As empresas precisam abraçar essa causa que atinge a todos os setores”, declarou.

Recentemente, a sociedade começou a enxergar os conceitos de desenvolvimento sustentável e a partir disso um novo conceito ganhou as discussões por todo o mundo: a cidade para pessoas. As manifestações que surgiram a partir dessa nova ideia estão ligadas ao desenvolvimento sustentável da cidade, como por exemplo, a criação de espaços públicos para o lazer, diversidade de opções de transporte e outros.

sábado, 20 de setembro de 2014

Importância das redes sociais em estratégias de marketing digital

http://www.sidneyrezende.com/noticia/228524+importancia+das+redes+sociais+em+estrategias+de+marketing+digital
Por: Mattheus Rocha em 04/05/2014

As redes sociais mudaram a forma como as pessoas se relacionam com o mundo. Foram as interações sociais na pré-história que proporcionaram ao ser humano a evolução de sua espécie e, consequentemente, de seu modelo de comunicação. Das redes sociais primitivas à tecnologia que temos atualmente, vieram o
Facebook
,
Twitter
, LinkedIn, Google Plus, entre outras, que são sites de redes sociais. E estes sites de redes sociais formaram a vanguarda que alterou conceitos enraizados, entre eles a separação abismal entre emissor e receptor de informações, presente historicamente em modelos tradicionais de comunicação social. A internet evoluiu a relação entre veículos de comunicação, marcas e consumidor (seja consumidor de informação ou de produtos). A massa sem rosto para a qual eram direcionadas campanhas de publicidade e marketing hoje tem rosto, nome e é cada vez mais heterogênea. Não se pode separar mais os indivíduos da massa.
Ou seja, a formação de opinião hoje em dia não vem mais exclusivamente de veículos de comunicação. O estilo de vida de grupos de pessoas com interesses semelhantes não vem mais exclusivamente de marcas de moda, por exemplo. As pessoas que eram antes meros receptores passivos de informação hoje estão se tornando - ou já se tornaram - formadores de opinião, utilizando plataformas como blogs, perfis no Twitter, ou simplesmente interagindo em páginas de empresas, marcas, políticos e artistas, por exemplo.

Redes Sociais. Foto: Divulgação

Como as marcas estão se posicionando nesta nova realidade e utilizando as redes sociais em campanhas de marketing digital
Analisando este cenário de mudança comportamental, o investimento em internet é o que mais cresce no setor publicitário. De acordo com pesquisa de mercado da Nielsen, divulgada em janeiro deste ano, a propaganda na web apresentou crescimento de 32,4% em 2013, no mundo todo. Comparativamente, a televisão recebeu 58% do valor total investido, mas a internet tem um nível muito maior de crescimento e a expectativa é que mantenha um nível de investimento e presença cada vez maior.
Não é à toa que o Facebook, por exemplo, divulgou que seu lucro líquido no quarto trimestre de 2013 foi de US$ 523 milhões, US$ 459 milhões a mais em comparação ao mesmo período de 2012. Estes números demonstram que campanhas de marketing digital e links patrocinados em sites de redes e mídias sociais, como Facebook, LinkedIn e YouTube, por exemplo, e sites buscadores, como Google e Bing, entre outros, deixaram de ser uma aposta, para ser fundamentais em estratégias de publicidade e marketing.
Paralelamente a isso, a integração entre mídias vem ganhando cada vez mais força, como, por exemplo, quando uma campanha utiliza recursos midiáticos que se complementam. Quem nunca reparou em anúncios na televisão exibidos com cortes, com uma chamada para o YouTube ou para o site da empresa? "Assista ao vídeo completo na internet". Um exemplo recente é a campanha em vídeo da Nike, que tem até a participação especial do Hulk em uma lúdica partida de futebol envolvendo os melhores jogadores da atualidade. E já há empresas que investem mais em anúncios no Facebook do que em campanhas em jornais impressos.

Como medir o resultado de campanhas nas redes sociais? 

A maior vantagem do marketing digital, ou internet marketing, é o poder de mensuração de campanhas e análise de ROI (retorno sobre o investimento). Com o uso de ferramentas como o Google Analytics, por exemplo, além de saber a origem e a quantidade da audiência proveniente da internet, qualidade e experiência de navegação em blogs, sites institucionais, portais de notícias e lojas virtuais, também é possível medir a quantidade de geração de leads e conversões (pedidos de orçamento, download de aplicativos, assinatura de newsletter, venda de produtos etc.), rentabilidade e lucro.
Existem funcionalidades específicas para analisar estes tipos de dados, entre elas:
- Metas de conversão: ao definir os objetivos de um website, é possível cadastrá-los como metas no Google Analytics, possibilitando a verificação da origem de uma venda de produto, por exemplo, entre outras informações relevantes.
- Conversões assistidas: também é possível saber por quais mídias o internauta passou antes de fazer uma compra ou efetuar determinado objetivo, caso não tenha realizado a conversão em uma primeira visita.
- URLs parametrizadas: por intermédio do Google URL Builder, e possível criar parâmetros nas URLs utilizadas em campanhas específicas, a fim de analisar dados no Google Analytics separadamente por cada campanha (anúncios em redes sociais, e-mail marketing etc.).
Utilizar ferramentas de análise e mensuração é fundamental para obter bons resultados em campanhas de marketing digital, pois desta forma é possível saber que ações oferecem melhor retorno, assim como é essencial antes da implementação das atividades operacionais a definição de objetivos, estratégia e planejamento. Portanto, o melhor caminho a se seguir ao investir em campanhas de marketing na internet, seja você um empreendedor, um artista, um político, uma pequena empresa ou uma grande marca, é trabalhar com os seguintes passos:
Definição de objetivos à Planejamento estratégico (que ações serão utilizadas para atingir os objetivos definidos) à Atividades operacionais (execução das ações) à Mensuração (medir os resultados de cada campanha) à Análise (definir o retorno sobre o investimento das campanhas, o que deu certo e o que deu errado) à Reciclagem (renovar a estratégia e otimizar as campanhas, de modo com que o negócio seja sustentável e ofereça rentabilidade e lucro).

Mudança de comportamento dos usuários de redes sociais

A forma de consumo está mudando. Para conquistar o público almejado é preciso oferecer conteúdo de extrema qualidade, informativo, interativo, e não simplesmente bombardeá-lo com propagandas intrusivas e de serviços e produtos aleatórios. A maior vantagem em campanhas nas redes sociais é a segmentação de público. Utilizando o Facebook Ads, por exemplo (links patrocinados no Facebook), é possível definir um target e comunicar diretamente com pessoas que gostem de páginas e assuntos relativos aos serviços e produtos que você pretende divulgar.
Além disso, é possível entender o comportamento de sua audiência, saber em que horário há mais público online, filtrar que tipo de interação ele tem com sua página, classificar se os comentários são positivos, neutros ou negativos, e, em suma, entender como é a relação das pessoas com sua marca. Análises como estas são fundamentais para se ter sucesso nas redes sociais e, o mais importante: gerar as desejadas conversões. O público das redes sociais não as utiliza mais apenas para se comunicar, distrair, divertir e jogar; ele também consome informação, serviços e produtos!