domingo, 9 de novembro de 2014

Tema da redação do Enem 2014 é sobre publicidade infantil no Brasil

http://g1.globo.com/educacao/enem/2014/noticia/2014/11/tema-da-redacao-do-enem-sobre-publicidade-infantil-no-brasil.html

Por: Paulo Guilherme do G1   Em: 09 Nov. 2014

Tema da redação Enem 2014 (Foto: Reprodução)

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 tem como tema "Publicidade infantil em questão no Brasil". A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) minutos após o fechamento dos portões dos locais de prova pelo Brasil.

Bruno Rabin, professor de redação do Colégio de A a Z, do Rio, considera o
tema é bem interessante. "Não é um tema óbvio por não partir de uma efeméride. Segue a tendência dos últimos três anos no Enem", diz.
O professor afirma que este tema que entra no assunto mais amplo, da comunicação e os limites da comunicação. Envolve a discussão sobre liberdade de expressão, de um lado, e proteção às crianças, de outro.
"Existem certos abusos e uma preocupação das famílias, pais e educadores em relação aos excessos da publicidade da criança. Como lidar com isso preservando a  liberdade da própria publicidade. Seria interessante ao candidato imaginar que há no Brasil algumas regras e iniciativas de autorregulamentação publicitária para filtrar algum tipo de comunicação que possa ser considerada nociva", afirma.
Para a professora, o tema vai exigir muita organização do candidato para formular sua tese e os argumentos que justifiquem seu ponto de vista. E chegar a uma conclusão que apresente propostas de intervenção ao tema.
Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, de Campinas (SP), diz que o candidato deve fazer um debate sobre mercado consumidor e o peso da progaganda. "Quem domina a estrutura da dissertação deve produzir um texto bom."
"O jovem deve saber que a criança é mais vulnerável, todo o capitalismo incentivando o consumo leva a esta situação de que criança seja um consumidor especial sem ter um controle. É o caso de propagandas que associam alimentos a super-heróis, como se comendo aquilo a criança vai ter superpoderes", destaca. "Precisaríamos ter controle maior sobre propagandas direcionadas a estas crianças que acreditam em tudo e não têm experiência de vida. Se em adultos isso já é evidente, imagine para uma criança."

'Truques' de marketing de supermercados poderiam ajudar a promover comida saudável

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141103_vert_fut_supermercados_dg

Por: Veronique Greenwood   Em: 04 Nov. 2014


Toda vez que você vai ao supermercado, você está sendo manipulado. Não é coincidência que todos os itens essenciais que levaram você ao local - como ovos, leite e pão - ficam colocados atrás de um "mar de tentação". Fileiras de salgadinhos caros, queijos artesanais ou barrinhas de cereais tentam seduzir o consumidor.
As crianças, que influem nas compras, também são alvos das pessoas que escolheram onde colocar cada produto. Caixas de cereal coloridas e com desenhos divertidos são colocadas no nível do olhar das crianças.
Essa manipulação é um padrão da indústria. Mas isso pode ser usado também para que a população se alimente de forma mais saudável?
A indústria alimentícia teria poucos incentivos para fazer isso, já que ela fatura bastante com alimentos deliciosos, mas ricos em gordura e açúcar.
Mas seria possível talvez que uma mudança dessas partisse dos órgãos de saúde pública. Governos poderiam, por exemplo, oferecer incentivos fiscais para que supermercados usassem suas técnicas de manipulação para promover comidas mais saudáveis.

Psicologia

Alguns cientistas sociais já se debruçam sobre esse tema. Esther Papies, que é professora de psicologia social da universidade de Utrecht, na Holanda, descobriu em um estudo que a distribuição de panfletos com receitas saudáveis na entrada do supermercado ajudou a reduzir em 75% a compra de lanches ricos em gorduras, como barras de chocolate ou doce.

No seu estudo, os panfletos mencionavam claramente as palavras "baixa caloria" e "saudável". Papies diz que o uso destas palavras ajudou a relembrar, de forma subconsciente talvez, que muitos consumidores possuem metas de perder peso ou não engordar.
O professor de comportamento do consumidor Bruan Wansink, da Universidade de Cornell, é conhecido por seus estudos sobre "psicologia do comer". Recentemente ele fez uma pesquisa baseada no resultado de outro estudo, que indicou que as pessoas aumentam em 24% o seu consumo de frutas e vegetais quando recebem a informação de que metade de uma refeição deve ser reservada a esses alimentos.
Wansink usou esta informação para fazer uma pesquisa em supermercados. Ele colocou uma divisória no carrinho de compras dos consumidores, e pediu que eles usassem uma das metades apenas para colocar vegetais, frutas, laticínios e carnes.
Essa simples mudança fez com que as pessoas consumissem o dobro daqueles alimentos do que estavam acostumadas. O gasto médio em frutas saltou de US$ 1,82 para US$ 3,65. O consumo de vegetais foi de US$ 2,17 para US$ 5,19.
A divisória influenciou diretamente nas escolhas feitas pelos consumidores.
Na Universidade da Califórnia, a pesquisadora em políticas públicas de saúde Anne Escaron revisou as intervenções de diversos supermercados para melhorar os hábitos de seus consumidores ao longo de 40 anos.
As iniciativas mais bem-sucedidas foram as que combinaram mais de uma técnica, tentando atrair o consumidor com mais de um atrativo. Por exemplo, além de apenas colocar cartazes sugerindo quais são os alimentos mais saudáveis, os supermercados também reduziram o preço de alguns artigos com baixa caloria.
"Se você conseguir explorar mais do que apenas um impulso de cada consumidor no supermercado, você conseguirá influenciar melhor nas suas escolhas", diz Escaron.
Mas Karen Glanz, que é professora de epidemiologia da Universidade da Pennsylvania, recomenda que as ideias sejam bem calculadas. Se o preço de um artigo saudável é muito baixo, existe uma tendência de gerar demanda excessiva e escassez nas prateleiras.
Outro problema é que, para alguns tipos de consumidores em comunidades de baixa renda, a propaganda sobre os benefícios de saúde de determinados produtos tem o efeito contrário. Muitos acharam que isso era um sinal de que o alimento em questão era pouco saboroso, e isso os convenceu a não comprá-lo.

Mas algumas técnicas parecem funcionar quase que em qualquer situação. Em um estudo publicado neste ano, Glanz e sua equipe mudaram a ordem dos produtos nas prateleiras de bebidas. Água e sucos e refrigerantes com baixa caloria receberam mais promoção, ocupando a parte nobre da prateleira (mais perto do nível dos olhos dos consumidores adultos). O leite desnatado também ganhou proeminência, e o leite integral ficou mais escondido.
As bebidas com baixa caloria também foram destacadas com mais cores - mas sem nenhuma menção ao fato de que eram mais saudáveis.
Essas intervenções - que não envolveram propaganda sobre saúde ou mudança de preço - foram suficientes para dar um impulso à venda de água e leite desnatado.
Glanz obteve dinheiro de um grande instituto americano de saúde pública para conduzir um estudo de dois anos em como melhorar os hábitos dos consumidores com intervenções em supermercados.
É pouco provável que apenas essas intervenções consigam fazer as crianças implorarem para que seus pais comprem mais espinafre ou brócoli. Mas as pesquisas mostram que claramente os hábitos dos consumidores são influenciados pela experiência que eles têm dentro das lojas - e que várias escolhas são menos conscientes do que nós gostaríamos que fossem.
Será que esses estudos vão ajudar a criar o "supermercado do futuro"?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A falsa ideia de que precisamos de líder para tudo

http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/carreiraevida/2013/07/03/a-falsa-ideia-de-que-precisamos-de-lider-para-tudo/

Por: Carlos Faccina - 03/07/2014

 


Nenhum grande movimento social vem do nada. Aparece como um cometa e desaparece sem deixar ao menos algo da sua calda brilhante. Suas sementes estão por aí, espalhadas, e germinam em terreno fértil, como por exemplo, no de junho de 2013, após a fagulha das mazelas da mobilidade urbana.
A panela de pressão era alimentada por um conjunto de fatores, hoje óbvios para quem acompanhou e se manifestou na onda que tomou as ruas das principais cidades do país. A indignação explodiu em ressentimento, uma das formas mais duras de expressar os sentimentos. Movimentos de massa, que contam com a participação de milhares de pessoas, não são passíveis de controle ou direcionamento.
O coletivo é o líder.
Há muito tempo escrevo, penso e contraponho minha energia e experiência contra essa “mania de líder”. É falsa ideia de que, para tudo, precisamos de líder. A busca incessante por contratar líderes, por formar e desenvolvê-los, superou, no caso empresarial, o mais importante: formar ideais que mobilizam grupos – uma idéia líder. Muitos movimentos nascem espontâneos e, de repente, ganham espaço como a manifestação de uma coletividade. Seguem para o espaço público com a aprovação da maioria. Dão voz ao sentimento comum, à desconfiança até então calada. Não têm um dono (embora muitos tentem rapidamente se apropriar deles), mas muitos.
Nas empresas, pode acontecer o mesmo.
A revolta e indignação diante dos disparates diários e abusos são combustíveis a espera de uma faísca. A mesma faísca pode incandescer uma boa ideia, movida por um sentimento coletivo por desenvolvimento e sucesso. E aí você verá todos cantando um hino, mesmo que a música institucional cesse ao final do protocolo corporativo.
Um boa ideia e a indignação são coisas profundamente humanas, projetam-se além das nossas pessoalidades e nos lideram com eficiência e objetividade. Uma boa ideia não precisa de um líder para negociá-la. Ela é inegociável quando liderada pela força da indignação.
Na empresa, um boa ideia é objetivo integrador, é o mote líder em torno do qual juntam-se os talentosos, os competentes e os que empreendem.
Numa sociedade democrática, a imagem do líder é a renovação constante, não a concentração do poder, causa básica da corrupção. Numa empresa, a democracia está no potencial de criatividade que redunda em ideias factíveis. No Brasil, a força-líder da indignação coloca em prática o que pensa e espera a sociedade brasileira dos seus representantes. Que a inspiração contagie as empresas em torno de ideais, matéria-prima que forja a ação coletivas.

Carreira Pública em Perigo

http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/carreiraevida/2014/10/27/carreira-publica-em-perigo/

 Por: Carlos Faccina - 27/10/2014

O segredo das democracias é uma burocracia competente, concursada e que atue tecnicamente nos principais assuntos estratégicos do Governo. 
A carreira pública não pertence ao  Governo que,eventualmente,  esteja no poder, ela pertence ao Estado, em suma, pertence aos cidadãos. São eles que pagam os salários merecidos ou não ao “funcionários públicos”. 
Nos países democráticos, que levam a sério essa premissa,  a carreira pública é atrativa e exige sólida formação, afinal são esses funcionários que acabam decidindo os assuntos mais importantes para o sucesso ou o fracasso das políticas públicas, quer de infraestrutura, educação, saúde, etc.
No Brasil, liquidaram a carreira pública, poucos são os setores da atuação dos governos  que se livraram dos denominados “cargos de confiança”. 
Cargos de confiança existem no mundo todo, inclusive nas democracias maduras, adjetivo hoje largamente usado pelos políticos brasileiros para classificar o regime político.
Existe, no entanto,  uma diferença fundamental. Em democracias maduras, em que os cargos de confiança são extremamente limitados e para funções específicas que a burocracia estatal eventualmente não tem condição de suprir as demandas da sociedade. Trata-se, portanto, de exceção e não de regra geral, como ocorre  neste País.
No Brasil, por exemplo, nem o  próprio governo federal tem ideia do número exato de cargos de confiança. Seriam 20.000 cargos, ou mais? 
Não importa,  sendo 20 ou mais, é uma afronta ao bom senso administrativo, visto que a maioria dos cargos, embora exijam  formação, qualificação, são  indicações “políticas”, de apadrinhados. Nenhum órgão público brasileiro escapa dessa praga chamada Cargo de Confiança. 
As nomeações  não têm sido feitas  pela competência ou qualificação – Meritocracia -  mas por razões puramente de amizade, apadrinhamento ou parentesco.
Querer eficiência da máquina estatal com esse “tipo de profissional”, é querer algo que não vai jamais se concretizar, e por uma simples razão:  a maioria dos que ocupam “cargos de confiança” não sabem o mínimo para ocupar posições de decisão que envolvem milhões, bilhões de investimento. Mal preparados, ou mesmo não preparados, acabam tendo um poder usado, muitas vezes, indevidamente.
Por mais paradoxal que possa ser, esses “nomeados” tomam  decisões de natureza estratégica,  que afetam negativamente milhões de brasileiros.
Os resultados de anos  e anos dessa política de nomeações perniciosas acabou por transformar a carreira  pública – estratégica para o desenvolvimento brasileiro –  em “cabides de emprego”. Salvo honrosas exceções, essa prática, quando indiscriminada, leva a resultados desastrosos.
A FGV mantém, há  décadas, um curso de Administração Pública.  Isso quer dizer que a formação ideal existe no Brasil. Resta-nos saber quantos burocratas nomeados, que ocupam posições de destaque na administração estatal, são profissionais qualificados.
Ao invés disso, têm-se   nomeações fora da qualificação, onde Meritocracia é palavrão e não condição básica de atuação.
Os resultados nefastos dessa “política” estão sobejamente divulgados nas publicações  especializadas e na imprensa leiga.
Educação e saúde de baixa qualidade, mau ou inexistente investimento em infraestrutura, falta de confiança dos investidores, empresários inseguros e economia instável e em jogo: esse é o quadro que o Brasil enfrenta atualmente. 
Todos sabemos que não existe almoço de graça, mas essa prática está saindo muito cara, muito além do que o Brasil pode pagar.




5 dicas para criar uma comunidade engajada

http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2014/10/5-dicas-para-criar-uma-comunidade-engajada.html

Por: Rafael Farias Teixeira - 24/10/2014

Para criar uma comunidade engajada sua empresa precisa estar disposta a ouvir e a por em prática boas sugestões (Foto: Thinkstock)

O húngaro Peter Arvai foi considerado um louco quando, em 2008, decidiu abrir sua startup em meio a crise financeira global. Hoje o Prezi, ferramenta que permite as pessoas criarem e compartilharem apresentações, tem mais de 45 milhões de usuários pelo mundo – 1,5 milhão apenas no Brasil, o mercado com o crescimento mais acelerado dentro da empresa.
Atualmente, o Prezi deixou de ser um recurso buscado avidamente por executivos e empreendedores que querem melhorar suas apresentações. A ferramenta estendeu seu alcance para a educação e para o dia a dia de muitas pessoas.
Em março desse ano, Arvai se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para oficializar a participação de Prezi no programa Connected, doando mais de US$ 100 milhões em licenças para instituições de ensino do país.
“As melhores características da humanidade são refletidas nas ideias que compartilhamos. Nós queremos ser a ferramenta que permite isso”, afirma Arvai, que visitou o Brasil pela primeira vez nesta semana. O empreendedor veio ao país para anunciar a parceria com a Soap, maior consultoria de apresentações da América Latina. Com o acordo, Prezi visa fortalecer sua participação no mercado de apresentações corporativas e se firmar cada vez mais nesse nicho.
A viagem também foi uma oportunidade para o empreendedor conhecer a comunidade brasileira de usuários. Encontros como esses são parte importante do sucesso do Prezi. “É com outras pessoas que você realmente aprende novas formas de compartilhar ideias”, diz.
Parte da atuação da startup com sua comunidade de usuários é a figura do embaixador, selecionado para ajudar iniciantes ou transmitir informações sobre novas usabilidades da ferramenta. O número de embaixadores do Prezi já se aproxima de 100. No Brasil, há dois membros oficiais, mas há planos para aumentar esse número, já que o país é um dos cinco maiores mercados da startup no mundo. São Paulo, por exemplo, possui mais usuários do que qualquer cidade americana.
Arvai deu algumas dicas de como você pode construir uma comunidade tão forte quanto a do Prezi. Confira:
1. Tudo começa pela mentalidade. Você precisa entender que há um grupo de pessoas que usa seu produto e quer interagir com sua marca. Para criar um relacionamento, você terá que estar disponível e disposto a escutar.
2. Você precisa ir onde sua comunidade está e não o contrário. Isso significa utilizar os principais canais de comunicação em que você tenha detectado a presença de usuários.
3. Não tema usar novas tecnologias. Segundo Arvai, não há ferramenta que eles não tenham tentado usar para se comunicar com seus usuários.
4. Crescer com sua comunidade significa ouvir o que ela tem para dizer e por em prática sugestões. Isso pode parecer difícil, porque sua empresa provavelmente receberá muitas ideias, algumas delas muito boas. Tente priorizar aquelas que causarão maior impacto e não se esqueça de reconhecer a participação de todos.
5. Comunidade é uma experiência compartilhada. Você precisa fazer com que todos se sintam parte do mesmo grupo, dos mesmos objetivos. Por isso eventos e encontros, mesmo que realizados independentemente pelos usuários, devem ser valorizados. Tente participar de alguns deles, mostre que você está presente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Estudo revela os novos perfis da população brasileira

http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/estudo-revela-os-novos-perfis-da-populacao-brasileira/93161/

Redação, administradores.com, 30 de setembro de 2014, às 12h25.

A Serasa Experian anuncia hoje o mais completo estudo de segmentação já realizado no Brasil sobre a população brasileira acima de 18 anos. O levantamento é um retrato acurado dos perfis que compõe a população do país e vai permitir que empresas, agências e profissionais de marketing, estudiosos e gestores de políticas públicas tenham dados para traçar estratégias e desenvolver serviços e produtos para os diversos grupos que compõe a população brasileira.

O novo Mosaic Brasil é um modelo de segmentação do mercado consumidor brasileiro da Serasa Experian, baseado em dados socioeconômicos, demográficos, geográficos, comportamentais, de consumo e estilo de vida. Ele é parte de uma solução global de segmentação Mosaic, que segmenta o mercado consumidor de 29 países. “O novo Mosaic prova que a sociedade não está genericamente dividida apenas em classes A, B, C ou D”, explica o presidente da Serasa Experian, José Luiz Rossi. “Essa segmentação é mais complexa e composta de 11 grupos e 40 segmentos considerando uma análise minuciosa de mais de 400 variáveis.”

“O país é extremamente diversificado. Compomos um verdadeiro mosaico de cidadãos.” Segundo ele, tentar compreender uma sociedade tão complexa - na verdade, várias sociedades dentro de vários cenários – demanda um esforço que vai muito além da análise individual e pontual dos dados de renda, condições geográficas, comportamento, cultura, possibilidades locais, política e demais contextos que envolvem cada grupo de brasileiros. “Um primeiro passo é exatamente ter consciência da necessidade de considerar todas essas variáveis. E é isso que o Mosaic proporciona: um quadro-geral, um quebra-cabeça completo, um mosaico. A obra de arte que é o povo brasileiro.”

Veja abaixo a tabela com os 11 grupos e subgrupos e os respectivos percentuais de participação na população brasileira, acima de 18 anos:
 



Esse modelo alia os mais de 25 anos de experiência em segmentação de mercado consumidor da Experian a uma fonte de dados complexa e diversificada composta pela base da Serasa, por fontes públicas, como Censo e PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e análises de um instituto de pesquisa.

A segmentação do Mosaic Brasil resulta da aplicação de modelos matemáticos e estatísticos que, a partir de mais de 400 variáveis, agrupa segmentos da sociedade que possuem características semelhantes, permitindo descrever e discriminar esses segmentos em termos de estilo de vida, localização, comportamento de consumo e financeiro. Confira no site os resultados completos da pesquisa.

Nesse sentido, o Mosaic Brasil ajuda no processo de definição de público alvo, identificação de cliente mais rentável, composição de mix de produtos para um determinado target, identificação de novos nichos de mercado, definição de modelo de comunicação, entre outros.

Marketing: Os interesses humanos na prática

http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/marketing-os-interesses-humanos-na-pratica/81587/

Por: Samuel Assis    Em: 01/10/2014

 Em meio a tanta idealização do desejo humano, vem uma ciência que com um objetivo diferente se mostra ser mais eficiente: o marketing. Se uma estratégia de marketing funciona, significa que ele conseguiu, de certa forma, gerar ou satisfazer um desejo/necessidade humana em um certo período de tempo. Poderíamos dizer então que marketing pode ser um conjunto de esforços previamente pensado, afim de atingir um público-alvo, para  gerar nele as impressões que servirão ao interesse de quem o praticou, em um dado momento.

Isso pode ser aplicado de inúmeras formas: para vender um produto, ofertar um serviço, marketing pessoal, político, intelectual, moral, conseguir fiéis, etc...

Ao longo da história vimos o povo defender qualquer tipo de regime totalitário em troca de saúde, educação e segurança por exemplo, desde fascismo, nazismo até ditaduras socialistas. Sempre existiu uma grande campanha de marketing ideológico em favor do interesse desses grupos, e como acredito que a condição humana não muda nada por que nos  “modernizamos”, há uma tendência do povo de apoiar regimes semelhantes no futuro.

Atualmente, podemos perceber a aplicação do marketing pessoal ao entrar no facebook e ver pessoas defendendo causas (por exemplo), geralmente se utilizando de chavões que já passam ao remetente uma imagem prefixada de ideias presentes em atmosferas de discussão, prejudicando a própria capacidade de pensamento. Hoje todos choram a fome da África e esquecem a pessoa que está ao seu lado. As pessoas já possuem a palavra “ética” na ponta da língua, já não dá mais para acreditar em quem se diz ético. Parece que entram numa luta do “bem” contra o “mal” e com isso ganham mais curtidas. São tempos de vaidade.

Claro que muitas pessoas estão atentas a isso (nem sempre de forma consciente) e conseguem criar armas em favor do seu interesse sendo ele bom ou ruim. Muito se poderia aprender com o estudo do marketing como ciência, tendo como fundo a ideia de Nietzsche sobre vontade de potência.

A vontade de poder ou potência é o estudo das forças (instintos, por exemplo: comer) onde cada uma dessas forças busca sua  auto-expansão (dominação). Em meio a isso vemos um choque de forças que se relacionam e tentam se adaptar as novas variáveis que vão surgindo. Por exemplo, no passado os homens caçavam animais para sobreviver e assim saiam vitoriosos (dominavam) enquanto alcançavam seu  objetivo, o animal caçado dominava quando conseguia sobreviver e se reproduzir. Empresas concorrentes buscam dominar o mercado e “eliminar” o concorrente. Com esse pensamento, sempre encontramos um interesse por trás de nossas ações.

O marketing, mais que um processo, pode nos dar os sintomas práticos necessários para estudos sobre o nosso comportamento, nossos interesses, nossa condição humana, inclusive do ponto de vista evolutivo da espécie.


Neuromarketing sobre uma visão global

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/neuromarketing-sob-uma-visao-global/81649/

Por: Rafael Casagrande     Em: 04/10/2014

O Neuromarketing tem sua ação subjetiva dentre as percepções do consumidor e é aí que está a “mágica”, simplesmente por transcender um bocado dos 4 P’s e os demais métodos tradicionais, (em hipótese alguma irrelevantes, ou dispensáveis) que são o “arroz com feijão” de qualquer profissional da área. Mas, se tratando do Comércio Exterior e mercado global - que flui sob um aspecto de contrastes culturais, sociais e econômicos.

A Neurociência aplicada ao desenvolvimento de um produto a ser exportado para a China, por exemplo: dá jogo? Considerando-a como algo exato, dá. Claro que dá. Morando em Cingapura no ano passado, eu convivia com o mercado “frenético” e o comércio desenfreado do Sudoeste Asiático. Diariamente era recepcionado pelos bombardeios publicitários do país, entre serviços e bens de consumo. Sim, os chineses sabem vender. Ainda que a população oriental possua uma característica um tanto conservadora na sua maioria, lá, eles agradam desde o público alternativo da Geração X e Y, até aos mais conservadores. Tem produto "neuromarketizado" pra todo mundo.

E funciona. Não é redundância afirmar que toda àquela miscigenação de Malásia, China e Índia juntas, que formam a população, possui um dos mercados que mais usufruem do Neuromarketing, seja através dos “Brainstormings” indianos, ou pela filosofia de vida dos chineses – ainda que as empresas chinesas tenham seu foco voltado à produtos e preços – a conclusão que tive foi de que usam a ferramenta de modo muito eficaz no mercado, pois Cingapura é um dos países mais consumistas do mundo. E esses dados parecem atrair cada vez mais a percepção do consumidor, principalmente dos que estiverem “dispostos a precisar” de alguma coisa.

Gostam de cores, cheiros, luzes fluorescentes, além de tudo que o Neuromarketing for capaz de perceber sobre o conceito de necessidade dos “xing-lings” e afins. Talvez o mix utilizado não seja apenas sob os pilares do Marketing, mas também das etnias que se tornam um tanto excêntricas ao ponto de “acertarem em cheio” para entrarem na mente do consumidor de modo tão efetivo.

Lamentavelmente, o Brasil ainda engatinha no Comércio Exterior e, se tratando do que teríamos de alcance com as exportações no mercado asiático ou qualquer um desse mundo, convém a nós o entusiasmo do desafio: Largar as fraldas e o medo de adentrar no mercado internacional, para tentar entender não só o cérebro do consumidor local e, sim, todo o contraste de um modo mais subjetivo, para que nosso produto brasileiro tão declarado de orgulho, assim entre pela porta da frente do estrangeiro e não permaneça na prateleira por oferta, mas por demanda. (Ou que pelo menos permaneça através de uma comunicação assertiva, na mesma “harmonia de marketing” do local em que o nosso tupiniquim estiver sendo ofertado.)


domingo, 28 de setembro de 2014

Pernambuco investe em marketing turístico

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2014/09/27/pernambuco-investe-em-marketing-turistico-147866.php

Por: Mona Lisa Dourado em 27/09/2014



 / Foto: Mona Lisa Dourado/JC

SÃO PAULO - Destino que quer crescer e aparecer necessita de planejamento estratégico. Ciente dessa necessidade para consolidar o Estado no mapa turístico nacional e internacional, a Secretaria de Turismo de Pernambuco está preparando um Plano de Marketing Turístico que visa padronizar as ações de promoção do Estado.

O anúncio foi feito durante a 42ª Abav, maior feira do setor do Brasil, que ocorre até domingo em São Paulo. "O plano vai subsidiar a diretoria de marketing para confecção de uma campanha, manual do operador, marcas e todo o material utilizado em divulgação. Poderemos vender melhor o destino,
com
melhores ferramentas e para o público mais adequado, diz a secretária executiva de Turismo do Estado, Luciana Carvalho.

O investimento é de R$ 440 mil,
com
recursos do Prodetur Nacional. O responsável pela elaboração do documento é o consórcio formado pelas empresas Pires&Associados - cuja diretora é Jeanine Pires, que já atuou como diretora executiva do Recife Convention & Visitors Bureau e como presidente da Embratur - a espanhola Iber-Geo Consulting e a Chias Markerting, empresa responsável pelo Plano Aquarela 2020, plano de marketing turístico internacional do Brasil. A licitação ocorreu no primeiro semestre.

Ao todo, 23 localidades serão englobadas pelo Plano de Marketing, divididas em três polos: Costa dos Arrecifes - inclui o litoral, de norte a sul, Recife e Fernando de Noronha., Agreste -  Caruaru, Garanhuns, Gravatá, Bezerros e Triunfo.,  e Vale do São Francisco - Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

A perspectiva é que o lançamento seja feito ainda este ano, até o fim de dezembro e seja executado a partir de 2015, independentemente do resultado da eleição. "Para garantir essa continuidade,  o plano está sendo discutido com todo o trade, para que o conselho de turismo se aproprie dele", conta Luciana Carvalho.

Segundo a gestora, o investimento em marketing integra uma iniciativa maior de atualização do Plano Estratégico do Turismo, criado em 2008 pelo consultor Paulo Gaudenzi, com diretrizes e programas a serem seguidos para o desenvolvimento do turismo em Pernambuco até 2020.

Neste caso, estão sendo coletadas informações
nas
áreas de infraestrutura, estrutura básica de apoio, organização da cadeia produtiva do turismo, recursos e atrativos turísticos, marketing, sensibilização e capacitação de recursos humanos  e gestão pública do turismo. A ideia é promover a requalificação turística, nos segmentos necessários, além de subsidiar políticas públicas.


Com 200 m2, o estande Pernambuco na Abav é dedicado ao escritor Ariano Suassuna e decorado com referências da estética armorial. Visivelmente é um dos mais visitados da feira e onde todas as manhãs se formam filas imensas de gente em busca da tapioca de Dona Bia, de Olinda.

BALANÇO

O balanço parcial da Abav mostra que de quarta-feira até as 12h de ontem 39.789 pessoas já haviam visitado a feira. De acordo com o presidente da Abav, Antônio Azevedo, os números superam as expectativas. Do ponto de vista de negócios, estima-se que sejam gerados US$ 200 milhões, o dobro do ano passado.. Nem a recessão técnica e o endividamento das famílias no Brasil desanimam o setor. "Já passamos pro crises piores para o turismo, como a da desvalorização das moeda frente ao dólar. A aviação está crescendo substancialmente e os números para a alta temporada que se aproxima são animadores", garante Azevedo, que se ressente apenas do fato de os candidatos à presidência até então não terem visitado a feira.

domingo, 21 de setembro de 2014

"Estamos cansados de tantas novidades", afirma o filósofo Gilles Lipovetsky

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/09/estamos-cansados-de-tantas-novidades-afirma-o-filosofo-gilles-lipovetsky-4603364.html

Por: Laura Schenkel  em 21/09/2014


"Estamos cansados de tantas novidades", afirma o filósofo Gilles Lipovetsky Divulgação/Divulgação 

O filósofo Gilles Lipovetsky volta a Porto Alegre para falar da sociedade de hiperconsumo em uma palestra no dia 24 de setembro, no 23º Congresso de Marketing da ADVB. Autor de livros como Os Tempos Hipermodernos e O Império do Efêmero: a Moda e seu Destino nas Sociedades Modernas, o francês conversou com ZH por telefone sobre a leveza – assunto do livro que acaba de concluir –, e temas de obras anteriores, como a aceleração do ritmo de vida, o risco da hiperindividualização e a volatilidade eleitoral. Confira, a seguir, trechos da entrevista:


Sobre o que o senhor falará em Porto Alegre?

Vou tratar da sociedade do hiperconsumo. Há, hoje, uma individualização crescente em relação ao consumo, ligada às novas tecnologias – mídias, televisão, telefones, internet – que permite aos indivíduos consumos à la carte. Antes, na sociedade de consumo em massa, tudo era sincronizado. Agora, não somos obrigados a ver os mesmos programas no mesmo momento. Cada um gere seu tempo e seu espaço em função de seu desejo. Igualmente, os grupos sociais exercem menos limites de comportamento, o papel das marcas se destaca nas compras e cresce o fascínio dos jovens pelas marcas. Além disso, o consumo passou a ser mais emocional. Antes, as pessoas compravam para serem valorizadas em seu ambiente, era um consumo de status. Isso existe ainda, e provavelmente sempre existirá, mas, ao mesmo tempo, temos um consumo cada vez mais voltado ao prazer. Quem escuta música pelo iPod, por exemplo, faz um consumo hedonístico, para sentir as coisas. É a dimensão das experiências que ganha importância.

Estamos no caminho de viver em uma bolha, isto é, há um risco de as pessoas terem menos variedade no consumo de cultura e informação?


Sim. É um risco dessa hiperindividualização. As pessoas podem escutar sempre as mesmas músicas, procurar as mesmas informações. Pode ser um encerramento dos indivíduos em seu próprio mundo. Se, de um lado, o hiperconsumismo abre (as possibilidades), também fecha algumas aberturas. As duas dimensões coexistem.

Assim como há o mercado de luxo, há pessoas que buscam experiências diferentes, como o Couchsurfing (viajar hospedando-se na casa de outros), grupos para doar ou compartilhar bens. Como o senhor enxerga este outro fenômeno?

Com as opções múltiplas e também a crise econômica, há novas formas de consumo que aparecem – como compartilhamento, aluguel de bens, comércio de itens de segunda mão. Tudo isso leva alguns a elaborar a hipótese de que o fascínio do consumo estaria recuando. Não penso assim. Acho que, muitas vezes, esses comportamentos são uma expressão do hiperconsumismo, porque as pessoas fazem economias em uma área para poder continuar consumindo. Querem, por exemplo, dividir o carro ao viajar para viabilizar essa viagem. Utilizando novas maneiras de consumir, nós continuamos sendo consumidores. A recusa do consumo ocorre, sim, mas em grupos bem menores, militantes, ideólogicos, que creio ser algo relativamente pequeno.

O senhor concluiu há pouco um novo livro? Qual é a sua temática?

Sim. Deve ser lançado em janeiro na França. É sobre a leveza, que se tornou um fenômeno central na sociedade contemporânea. O tema compreende corpo, produtos lights, novas tecnologias, como a nanotecnologia, que busca reduzir e tornar tudo mais leve, o smartphone, o design, a decoração. É um setor econômico extremamente desenvolvido, e isso está apenas começando.

A sensação de que o tempo passa mais rápido e nos atropela não é nova. O romantismo já exprimia esse desejo de escapar deste ritmo intenso. Hoje, há pessoas que buscam meios para desacelerar, como ioga e viagens. A leveza, tema de seu próximo livro, é uma reação a essa tendência de acelerar?

Exatamente. Há, cada vez mais, demanda por novidade. Fazemos mil coisas ao mesmo tempo, mas há também gente que sofre com isso porque tudo vai muito rápido. Temos o sentimento de estarmos cansados de tantas novidades e observamos o cultivo de práticas em busca de uma paz interior, de uma leveza da vida, de ioga, de formas de religiosidade, de massagem, de spa, de relaxamento. Vale observar que esses comportamentos são opostos ao consumismo, mas não completamente. A meditação é muito praticada em Nova York e em Londres por pessoas que têm ritmos de vida terríveis, e a meditação é uma maneira de repor as forças para poder continuar nesse sistema. Não é um modelo alternativo. Está a serviço da performance.

A aceleração vai continuar?

Acho que sim. Vemos isso com as novas tecnologias e a informática. Agora que temos o 4G, quem tem 3G reclama que não pode baixar filmes. Vivemos cada vez mais rápido. Há cada vez mais ofertas e tecnologias que permitem ir rapidamente a qualquer lugar. Não sei como isso pode diminuir. A aceleração ganha cada vez mais setores de nossa existência. Isso gera problemas, pois nem tudo pode ir mais rápido. Na educação, por exemplo, não podemos ir mais rápido. Aquisição de conhecimento demanda paciência. No futuro, acho que, além da aceleração, teremos todo um conjunto de técnicas que nos permitam aceitá-la.

Em A Era do Vazio (1983), o senhor escreveu que Narciso era o símbolo da revolução individualista. Àquela época, poderia imaginar que haveria hoje quem publica fotos de si mesmo?

O selfie é um exemplo desse individualismo. É um prolongamento desse narcisismo. Contudo, é um individualismo paradoxal, pois ele está em uma busca incessante da aprovação dos outros. Faço uma foto, coloco no Facebook, mas aguardo a reação dos outros. É um Narciso incompleto. Posso me amar, mas me amo mais ainda se os outros me amam, se dizem que sou bonito, que a foto é interessante. As pessoas tiram selfies para ter uma recompensa simbólica, da parte dos outros. Com o Facebook, cada um é um publicitário de si mesmo. Cada um faz seu próprio marketing. É um marketing narcisístico.

No livro Metamorforses da Cultura Liberal, o senhor aborda a volatilidade eleitoral. Acredita que a facilidade de mudar de lado nas eleições vai crescer?

Há uma volatilidade dos eleitores porque as grandes ideologias são mais fracas. Quando não há grandes ideologias, as pessoas mudam em função dos líderes. Acho que, no caso do Brasil, a candidata evangélica (Marina Silva) está se saindo bem nas pesquisas porque parece autêntica, e tem uma personalidade que seduz, é isso que li pela imprensa. Na sociedade atual, direita e esquerda continuam existindo, é claro, mas há uma proporção cada vez maior de pessoas que mudam de lado de uma eleição a outra, prova da sociedade do efêmero. Isso não quer dizer que, necessariamente, a cada eleição, as coisas vão mudar completamente.

O senhor acredita que a mídia, dando destaque a escândalos políticos, é também causa dessa volatilidade?

Com certeza. Ela tem um papel, mas acho que a causa principal é que as grandes opções ideológicas não têm mais força. Não acreditamos mais nelas. Nos anos 1950, se éramos comunistas, éramos totalmente comunistas. Havia bipolarização e uma adesão forte às ideologias políticas. Hoje em dia, tudo isso é “light”. E direita e esquerda fazem políticas parecidas. Assim, um escândalo pode mudar as opiniões. Mas é a personalidade do líder que se torna cada vez mais importante.

Marketing digital e a economia criativa

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/marketing-digital-e-a-economia-criativa/81116/

Por: Carla Cintia em 18/09/2014


Uma certeza da nossa era é a constante e vertiginosa mudança. Uma das vertentes que mais sentem os efeitos da transitoriedade é a forma como fazemos e consumimos cultura. No século XX, a produção cultural estava sujeita à Indústria Cultural. Nesta, os produtos culturais eram adaptados ao consumo das massas, produzidos e distribuídos com o propósito de obter lucro e tinha participação limitada do consumidor. A mídia tradicional era fundamental, sendo o único ambiente possível para se praticar o marketing cultural. 

Desta forma, a cultura era apropriada por grandes intermediários. Quem detinha o poder sobre os meios de comunicação e a produção cultural, como gravadoras, editoras ou estúdios cinematográficos, determinava o que seria acessível ao público.

Surgidos no Reino Unido no final da década de 1990, o conceito e o mapeamento das Indústrias Criativas foram sendo aperfeiçoados até que em 2008 a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU publicou o primeiro estudo internacional sobre o tema.

Além da cultura, os atores da Indústria Criativa possuem um vasto potencial de geração de empregos e riqueza, agrupando atividades econômicas cujo principal insumo produtivo é a criatividade. Ao lado das empresas criativas, são incluídas as que se relacionam com elas. Em seu Núcleo Criativo figuram Artes Cênicas; Artes; Música; Filme & Vídeo; TV & Rádio; Mercado Editorial; Software; Comunicação e Telecom; Pesquisa e Desenvolvimento; Biotecnologia; Arquitetura & Engenharia; Design; Moda; Expressões Culturais; Publicidade, além de Atividades Relacionadas e Apoio.

Em 2011, 243 mil empresas formavam o núcleo desse mercado produtor. Estima-se que esse setor gere um PIB equivalente a R$ 110 bi, ou seja, 2,7% de tudo o que é produzido no Brasil. (FIRJAN, 2012)
Graças às novas tecnologias, houve sérias mudanças na forma de produzir e distribuir cultura. Temos acompanhado os golpes sofridos pela indústria fonográfica, editorial, o rádio e até a televisão. Houve um deslocamento na forma de remuneração e adaptações são necessárias.

Para começar, o consumidor assumiu uma postura ativa. Somos todos agentes da cultura. Nesse processo, a comunicação tornou-se uma via de mão dupla. É vital não apenas prover conteúdo cultural, mas interagir; não apenas emitir, mas receber. Não há mais intermediários que forçam todos a assistir à mesma coisa. A produção física tem menos importância. Temos livro sem papel, música sem vinil ou CD, imagem sem película.

Há ainda a democratização de acesso aos meios de produção cultural, a infinita capacidade de armazenamento em bits, o fim dos gargalos de distribuição e facilidade de pesquisa para achá-los. A infraestrutura digital permite o contato direto entre consumidor e produtor dos mais diversos bens.
Entretanto, surge um complicador. Há muita coisa sendo produzida e isso gera ruído. A cultura digital exige qualidade, escolha, opção. Mais que nunca é preciso concentrar a atenção. Priorizar.

Consegue destaque para atingir seu objetivo nesse novo mundo cultural quem oferece relevância e promoção pertinente ao seu público alvo. Falamos agora de nichos. Não são mais as massas, mas uma audiência cada vez mais específica, exigente e saturada de informação. Mais do que produzir o que seu público gosta ou achar o público que gosta do que você faz, é preciso saber entregar com eficiência. Mas, antes, é necessário fazer o consumidor do bem cultural produzido saber que você existe e onde você está.

A presença no mundo digital torna-se a cada dia mais complexa. Se nos primórdios da Internet bastava criar um site e/ou blog amador, hoje já não é mais satisfatória uma participação desleixada e caótica e é preciso considerar as redes sociais. Quem gosta de receber e-mails apenas quando alguém quer lhe vender alguma coisa? Para além do contato, relacionamento; para além do carisma, método.

Na hora do salto do trabalho amador para o profissional é possível se safar com o sistema faça você mesmo para divulgar o que foi produzido? Talvez. Mas o mais provável é que em algum momento alguém se pergunte por que certo produto cultural não teve a atenção merecida.

Felizmente, há profissionais treinados para fazer promoção adequada e sem consumir o tempo de quem precisa se preocupar com os aspectos culturais da produção. É a parte expandida da Economia Criativa. São as boas agências de marketing digital, onde constantemente se pesquisa e pratica o que está funcionando num quadro em permanente mutação. Só assim, adaptadas à nova realidade do mercado, podem atender a clientes de diversos portes.

Em troca de um investimento sob medida para qualquer bolso, é possível mover-se longe dos grilhões das majors e do mainstream e ainda evitar a frustração de ficar batendo cabeça pelos labirintos mercadológicos da Internet. Então, finalmente, criamos a via asfaltada entre aquele que produz com relevância e quem se identifica verdadeiramente com o que foi produzido.

Especialista em marketing afirma que é preciso priorizar o coletivo contra o individual em prol da mobilidade urbana

http://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/especialista-em-marketing-em-transportes-comenta-sobre-acoes-transporte-coletivo-em-goiania-13748/

Por: Walacy Neto em 27/08/2014

 As ações apresentadas durante o Fórum de Mobilidade, que aconteceu em 26/08/2014, foram pensadas com base nas teorias do marketing 3.0 que coloca valores sociais como o ponto principal para as empresas. O especialista em Marketing em Transporte e responsável pelos trabalhos de divulgação do Pacto Metropolitano Pelo Transporte Coletivo, Roberto Sganzerla, apresentou ao Jornal Opção Online as novidades para o setor e como os entes públicos e privados mudaram sua visão em relação à população.

Durante sua palestra, chamada de Novo Marketing aplicado ao transporte público, Roberto explicou que antigamente o produto estava no centro das atenções do marketing, mas com as mudanças mundiais o cenário foi se tornando mais ‘humano’. Atualmente, o centro das atenções são os valores, ou seja, a sustentabilidade e a melhor qualidade de vida da população. “Atualmente os fornecedores não vendem mais produtos, mas sim experiências.”

 O marketeiro explicou que os projetos do Pacto, que propõe melhorias na qualidade do transporte público em Goiânia — como por exemplo a implantação de câmeras nos veículos, monitoramento em tempo real via internet e aumento no número de ônibus — são baseados na “experimentação”. De acordo com Roberto, é necessário o olhar dos políticos estarem voltados para a mobilidade urbana. “Hoje em dia a profissão de motorista é considerada uma profissão verde, ou seja, uma profissão sustentável. Quando a gente prioriza o coletivo contra o individual a gente está pensando em mobilidade urbana de qualidade”, disse.

Roberto também afirmou a importância que a atenção dos setores empresariais tem para a situação do transporte público. “Eles enxergaram a importância da mobilidade urbana e isso é fundamental para uma mudança real. As empresas precisam abraçar essa causa que atinge a todos os setores”, declarou.

Recentemente, a sociedade começou a enxergar os conceitos de desenvolvimento sustentável e a partir disso um novo conceito ganhou as discussões por todo o mundo: a cidade para pessoas. As manifestações que surgiram a partir dessa nova ideia estão ligadas ao desenvolvimento sustentável da cidade, como por exemplo, a criação de espaços públicos para o lazer, diversidade de opções de transporte e outros.

sábado, 20 de setembro de 2014

Importância das redes sociais em estratégias de marketing digital

http://www.sidneyrezende.com/noticia/228524+importancia+das+redes+sociais+em+estrategias+de+marketing+digital
Por: Mattheus Rocha em 04/05/2014

As redes sociais mudaram a forma como as pessoas se relacionam com o mundo. Foram as interações sociais na pré-história que proporcionaram ao ser humano a evolução de sua espécie e, consequentemente, de seu modelo de comunicação. Das redes sociais primitivas à tecnologia que temos atualmente, vieram o
Facebook
,
Twitter
, LinkedIn, Google Plus, entre outras, que são sites de redes sociais. E estes sites de redes sociais formaram a vanguarda que alterou conceitos enraizados, entre eles a separação abismal entre emissor e receptor de informações, presente historicamente em modelos tradicionais de comunicação social. A internet evoluiu a relação entre veículos de comunicação, marcas e consumidor (seja consumidor de informação ou de produtos). A massa sem rosto para a qual eram direcionadas campanhas de publicidade e marketing hoje tem rosto, nome e é cada vez mais heterogênea. Não se pode separar mais os indivíduos da massa.
Ou seja, a formação de opinião hoje em dia não vem mais exclusivamente de veículos de comunicação. O estilo de vida de grupos de pessoas com interesses semelhantes não vem mais exclusivamente de marcas de moda, por exemplo. As pessoas que eram antes meros receptores passivos de informação hoje estão se tornando - ou já se tornaram - formadores de opinião, utilizando plataformas como blogs, perfis no Twitter, ou simplesmente interagindo em páginas de empresas, marcas, políticos e artistas, por exemplo.

Redes Sociais. Foto: Divulgação

Como as marcas estão se posicionando nesta nova realidade e utilizando as redes sociais em campanhas de marketing digital
Analisando este cenário de mudança comportamental, o investimento em internet é o que mais cresce no setor publicitário. De acordo com pesquisa de mercado da Nielsen, divulgada em janeiro deste ano, a propaganda na web apresentou crescimento de 32,4% em 2013, no mundo todo. Comparativamente, a televisão recebeu 58% do valor total investido, mas a internet tem um nível muito maior de crescimento e a expectativa é que mantenha um nível de investimento e presença cada vez maior.
Não é à toa que o Facebook, por exemplo, divulgou que seu lucro líquido no quarto trimestre de 2013 foi de US$ 523 milhões, US$ 459 milhões a mais em comparação ao mesmo período de 2012. Estes números demonstram que campanhas de marketing digital e links patrocinados em sites de redes e mídias sociais, como Facebook, LinkedIn e YouTube, por exemplo, e sites buscadores, como Google e Bing, entre outros, deixaram de ser uma aposta, para ser fundamentais em estratégias de publicidade e marketing.
Paralelamente a isso, a integração entre mídias vem ganhando cada vez mais força, como, por exemplo, quando uma campanha utiliza recursos midiáticos que se complementam. Quem nunca reparou em anúncios na televisão exibidos com cortes, com uma chamada para o YouTube ou para o site da empresa? "Assista ao vídeo completo na internet". Um exemplo recente é a campanha em vídeo da Nike, que tem até a participação especial do Hulk em uma lúdica partida de futebol envolvendo os melhores jogadores da atualidade. E já há empresas que investem mais em anúncios no Facebook do que em campanhas em jornais impressos.

Como medir o resultado de campanhas nas redes sociais? 

A maior vantagem do marketing digital, ou internet marketing, é o poder de mensuração de campanhas e análise de ROI (retorno sobre o investimento). Com o uso de ferramentas como o Google Analytics, por exemplo, além de saber a origem e a quantidade da audiência proveniente da internet, qualidade e experiência de navegação em blogs, sites institucionais, portais de notícias e lojas virtuais, também é possível medir a quantidade de geração de leads e conversões (pedidos de orçamento, download de aplicativos, assinatura de newsletter, venda de produtos etc.), rentabilidade e lucro.
Existem funcionalidades específicas para analisar estes tipos de dados, entre elas:
- Metas de conversão: ao definir os objetivos de um website, é possível cadastrá-los como metas no Google Analytics, possibilitando a verificação da origem de uma venda de produto, por exemplo, entre outras informações relevantes.
- Conversões assistidas: também é possível saber por quais mídias o internauta passou antes de fazer uma compra ou efetuar determinado objetivo, caso não tenha realizado a conversão em uma primeira visita.
- URLs parametrizadas: por intermédio do Google URL Builder, e possível criar parâmetros nas URLs utilizadas em campanhas específicas, a fim de analisar dados no Google Analytics separadamente por cada campanha (anúncios em redes sociais, e-mail marketing etc.).
Utilizar ferramentas de análise e mensuração é fundamental para obter bons resultados em campanhas de marketing digital, pois desta forma é possível saber que ações oferecem melhor retorno, assim como é essencial antes da implementação das atividades operacionais a definição de objetivos, estratégia e planejamento. Portanto, o melhor caminho a se seguir ao investir em campanhas de marketing na internet, seja você um empreendedor, um artista, um político, uma pequena empresa ou uma grande marca, é trabalhar com os seguintes passos:
Definição de objetivos à Planejamento estratégico (que ações serão utilizadas para atingir os objetivos definidos) à Atividades operacionais (execução das ações) à Mensuração (medir os resultados de cada campanha) à Análise (definir o retorno sobre o investimento das campanhas, o que deu certo e o que deu errado) à Reciclagem (renovar a estratégia e otimizar as campanhas, de modo com que o negócio seja sustentável e ofereça rentabilidade e lucro).

Mudança de comportamento dos usuários de redes sociais

A forma de consumo está mudando. Para conquistar o público almejado é preciso oferecer conteúdo de extrema qualidade, informativo, interativo, e não simplesmente bombardeá-lo com propagandas intrusivas e de serviços e produtos aleatórios. A maior vantagem em campanhas nas redes sociais é a segmentação de público. Utilizando o Facebook Ads, por exemplo (links patrocinados no Facebook), é possível definir um target e comunicar diretamente com pessoas que gostem de páginas e assuntos relativos aos serviços e produtos que você pretende divulgar.
Além disso, é possível entender o comportamento de sua audiência, saber em que horário há mais público online, filtrar que tipo de interação ele tem com sua página, classificar se os comentários são positivos, neutros ou negativos, e, em suma, entender como é a relação das pessoas com sua marca. Análises como estas são fundamentais para se ter sucesso nas redes sociais e, o mais importante: gerar as desejadas conversões. O público das redes sociais não as utiliza mais apenas para se comunicar, distrair, divertir e jogar; ele também consome informação, serviços e produtos!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Neoeleitor definirá as eleições em 2014

http://www.revistawide.com.br/marketing/colunistas/e-o-neoeleitor-quem-definira-as-eleicoes-em-2014

Por: Gabriel Rossi em 22/01/2014

Em 2014 há um diferencial que pode ser decisivo nas urnas de todo Brasil. É a influência mais incisiva de um eleitor renovado, cidadão que está ligado 24 horas por dia e que deixou de ser convencido meramente pela tradicional propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Trata-se do neoeleitor - o eleitor moderno, digital e que quer ser surpreendido positivamente e que, cada vez mais, deposita interesse em um "portfólio" restrito de políticos com propostas dinâmicas, visionárias e criativas.

O Brasil tem aproximadamente 130 milhões de eleitores e o acesso à rede mundial de computadores já ultrapassou os 100 milhões de brasileiros. Os números são expressivos e, por si só, já mostram a importância da web para quem deseja se eleger. Mas não é só no tamanho que a internet importa, mesmo porque nas últimas eleições já havia dezenas de milhões de pessoas plugadas em computadores. É também na nova maneira de relacionamento entre as pessoas. Hoje, não há dúvida, as tecnologias digitais acabaram com a "conversa vertical" entre candidato e eleitor.

Antes, o candidato propunha e o eleitor aceitava ou não. Hoje, o dono do voto quer muito mais. Ele se coloca em uma "conversa horizontal" com o candidato. Se o candidato propõe a construção de casas, o eleitor quer saber onde, com qual gasto, como. Se aparece uma promessa de mais qualidade na área da saúde, a preocupação de quem recebe a mensagem é saber se será com a construção de novos hospitais e na contratação de profissionais qualificados ou se é meramente uma proposta sem planejamento.

Os políticos precisam reaprender a forma de ganhar votos. Agora, devem caminhar lado a lado com o eleitor. Quem deseja ter sucesso na campanha precisa ser humilde, não somente na aparência. O eleitor conhece mais de internet do que os candidatos ou os partidos. As "marcas" políticas não podem menosprezar este conhecimento e devem apresentar novas formas de comunicação. Aquele velho processo de perfis em redes sociais nada traz de novo e só obtém êxito com quem tem predisposição a votar no candidato.

Se o político já tem bandeiras fincadas, precisa arrancá-las e mudar. Não é uma indicação, claro, para o candidato ser volátil. Mas ele precisa, sim, viver em constante movimento, precisa ser dinâmico. Se o internauta pergunta via web, precisa de uma resposta cabível, longe do padrão de "respostas prontas". O eleitor precisa ser surpreendido.

Estão os políticos preparados para o neoeleitor? Resposta clara: a maioria não.

Público curioso, público exigente

http://www.revistawide.com.br/marketing/colunistas/publico-curioso-publico-exigente

Por: Bruno Rodrigues em 01/07/2013

Na seara do Marketing de Conteúdo o trabalho sempre deve começar por quem não tem dúvida em consumir uma informação - se o usuário sabe onde ela está ou se é exatamente o que ele procura, são efeitos colaterais, parte do jogo. Neste caso, o impulso de consumir não se discute.

E quando o usuário se depara com um conteúdo e nada garante sua atenção? Ou um usuário está ali apenas para comparar informações? Ambas são situações que, aparentemente, não estão nas mãos do produtor de conteúdo. Em teoria, nada pode ser feito: como incutir vontade ao usuário, afinal - Ele deseja ou não uma informação, e ponto final.

Ponto final, uma vírgula!
Entre as principais tarefas do Marketing de Conteúdo está justamente a de provocar o usuário, criar desejos, estimular o consumo. Estamos falando de Marketing, afinal, não é?
Seja em sites, portais ou redes, a vontade do usuário precisa ser trabalhada.

Diferentemente dos perfis de conteúdo definido e conteúdo indefinido, os perfis de conteúdo aberto e conteúdo por comparação merecem mais tempo, raciocínio, ações. São espectros amplos em demasia ou restritos em excesso para se apostar apenas nos atributos de uma informação. Há que suar, portanto.

 Atenção a cada uma das características destes perfis - note que, apesar de serem polos opostos, há semelhanças entre os dois:

Conteúdo aberto

É um erro grave pensar que um usuário sem rumo é alvo fácil para um conteúdo. Por não ter noção de que a informação existe, não há espaço para estratégia alguma ? afinal, como trabalhar um possível 'cliente' se ele não sabe onde está a 'loja', muito menos o 'produto'?

Há uma distância muito grande entre boa vontade e vontade, e o vácuo que se forma entre um usuário e um conteúdo pode ser fatal.

Por isso clarear a existência de uma informação é essencial. Trabalhe arduamente a indexação do conteúdo para que o trabalho de SEO não seja em vão; invista tempo pensando, repensando e testando a arquitetura da informação do site; aposte em links patrocinados e nas diversas modalidades inteligentes de publicidade digital.

Não há como gostar de alguém - ou algo, como um conteúdo - se nunca houve o mínimo contato, seja real ou virtual. Parece óbvio dizer isso, mas muitas marcas criam conteúdos fantásticos e apostam apenas em seus atributos e no boca a boca das redes para torná-los visíveis. Não há branding que garanta o sucesso de um conteúdo em um ambiente infinito e naturalmente caótico como o digital, apenas porque ele existe.

 Contudo, executar a tarefa de clarear uma informação sem embutir no trabalho as ferramentas certas para despertar o desejo de consumo do conteúdo é desperdiçar tempo e dinheiro; é como decorar uma matéria no colégio quando o objetivo é entendê-la.

Por isso, carregue bem as suas ações de visibilidade com os atributos da informação a ser trabalhada. Embuta neste trabalho os porquês da informação ser interessante e útil. O desejo é criado a partir daí, do estalo que surge entre o racional dos 'porquês' e o emocional do 'não posso viver sem'.

Conteúdo por comparação

'A grama do vizinho é sempre mais verde', diz o ditado, não é? Agora, imagine esta mesma situação vivenciada a distância: você não mora lá, está pensando em comprar uma casa, e ambos os gramados são passíveis de crítica. Há a opção de comprar qualquer uma das casas. Você não é o vizinho da direita, nem o da esquerda, está acima da disputa, e por isso não há controle da situação. Você é quem manda.

Assim é o comportamento do usuário que só irá se envolver com um conteúdo quando tiver analisada a informação por todos os lados, checado um a um seus atributos, comparado todos os defeitos e qualidades com um conteúdo semelhante.

O que parece ser uma situação limitada apenas à informação como produto propriamente dito - um usuário compara dois aparelhos de Blu-ray em sites concorrentes, por exemplo -, extrapola e muito o espaço do acirrado e-commerce e invade o campo de todo tipo e formato de informação.

Hoje, o usuário compara tudo, o que vai da notícia de um portal ao conteúdo institucional de um site de empresa, do dado que veio do blog às informações do facebook e do twitter. Sobrevive quem for mais preciso, acurado, sedutor, tudo isso junto, sem privilegiar um aspecto outro.

Ser comparado e sair vencedor é uma tarefa de muitas faces, e nessa batalha muitas vezes travada em questões de segundos (tendo como arma o Google), não resta nem sombra para um segundo lugar.

Ao conteúdo, diga: 'dê tudo de si'. Revire-o, explore suas qualidades, explicite suas vantagens até estressar e trabalhe a objetividade até deixá-lo em 'carne viva'. Vista-o para a batalha, portanto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A importância do público-alvo estratégico no marketing digital

http://www.internetinnovation.com.br/blog/marketing/a-importancia-do-publico-alvo-estrategico-no-marketing-digital/
Publicado em: 17/04/2014



Definir um público-alvo é uma das principais etapas no planejamento de qualquer novo negócio. A identificação do segmento que mais oferece oportunidades ao seu empreendimento, além de orientar o posicionamento e atuação da marca no mercado, é extremamente importante para a elaboração das estratégias de marketing. Afinal, para se comunicar de forma eficiente e construir um bom relacionamento com seus consumidores é essencial conhecê-los primeiro.

No momento da definição do target, deve-se ter em mente que o mercado possui diferentes tipos de clientes, cada um com necessidades específicas. A segmentação leva em conta questões como idade, sexo, renda, nível de escolaridade, além dos aspectos geográficos e comportamentais. Desejos, hábitos, preferências e estilo de vida também são analisados para se traçar o perfil do target.

Outro detalhe importante que deve ser considerado: o público-alvo não é somente o consumidor final, mas todos que são impactados pela marca e que de, alguma forma, têm participação na decisão de compra.  Um fabricante de brinquedos, por exemplo, tem como consumidor final crianças, porém não é com foco apenas nelas que deve desenvolver suas estratégias. Afinal, são os pais os “tomadores de decisão”. Portanto, a elaboração de produtos deve incluir características que agradem os dois perfis.

Um público-alvo bem definido servirá como base para a criação de estratégias de marketing digital. Quaisquer que sejam as ferramentas escolhidas para a divulgação e posicionamento da marca na web – redes sociais, SEO, Google Adwords, E-mail Marketing –, é imprescindível conhecer bem o target das ações. Um dos maiores problemas de campanhas realizadas nestes canais é a falta de planejamento e objetividade.

Depois de definir com quem sua marca se comunicará é necessário determinar como será realizada a comunicação. Uma estratégia bastante utilizada para atingir o público de maneira assertiva é através da criação de uma persona. Trata-se da personificação do indivíduo que faz parte do grupo identificado como público-alvo da sua marca.

As características da persona são definidas através de um questionário: Qual é a idade? Sexo? Quais são seus interesses, gostos, preferências? Suas preocupações? E suas expectativas? Como é o comportamento dele(a)? A diferença entre o target e a persona, é que, no segundo caso, trata-se de uma personagem fictício, criado para “sintetizar” o perfil geral do público.

A criação desta personagem facilita o desenvolvimento de conteúdo, campanhas e estratégias em diferentes tipos de canais. Além disso, as chances de que seu público se identifique e interaja com sua marca serão muito maiores.